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17/10/2014

LIÇÃO 03 – O DEUS QUE INTERVÉM NA HISTÓRIA - 4º TRIMESTRE 2014 (Dn 2.12-23)


 INTRODUÇÃO

Uma das principais lições que aprendemos na Bíblia, principalmente no livro de Daniel, é que o Soberano Deus intervém na história da humanidade (Dn 2.20-22; 3.28; 4.24,37; 5.18,24; 6.22,26,27). Nesta lição, estudaremos sobre a intervenção de Deus na História e também sobre o sonho do rei Nabucodonosor, onde Deus revelou os reinos que sucederiam a Babilônia.

I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA INTERVENÇÃO

Segundo Aurélio, o termo intervenção, do latim, “interventione” significa “ato de intervir”, “interferência”. Existem
duas teorias acerca da intervenção de Deus na história. Vejamos:

Deísmo. “Doutrina que, apesar de admitir a existência do Supremo Ser, ensina não estar Ele interessado no curso que a história toma ou venha a tomar. Noutras palavras, de acordo com o deísmo, Deus limitou-se tão somente a criar-nos, abandonando-nos a seguir à própria sorte” (ANDRADE, 2006, p. 133)

Teísmo. “Doutrina que admite a existência de um Deus pessoal, Criador e Preservador e tudo quanto existe, e que, em sua inquestionável sabedoria, intervém nos negócios humanos” (ANDRADE, 2006, p. 338).

II - A INTERVENSÃO DE DEUS NA HISTÓRIA

A Bíblia nos mostra claramente que Deus intervém na história. Ele é o Deus vivo, que intervém na história da humanidade e faz tudo que lhe apraz (Dt 32.39; Jó 5.8-13,18; Sl 115.3; Ec 8.3; Dn 2.20-22).. Ele intervém, tanto de forma individual como de coletiva. Vejamos:
Individualmente: Muitos servos de Deus tiveram experiências que provam claramente a intervenção de Deus em suas vidas, tais como: Enoque, ao ser trasladado por Deus (Gn 5.24); quando concedeu um filho a Sara de forma milagrosa, pois além de estéril estava avançada em idade (Gn 21); no momento em que Deus livrou Daniel na cova dos leões (Dn 6); e tantos outros (Jz 13.3-5; I Sm 1.19; Jó 42.10; Is 6.6-8; Jr 1; Ez 1).
Coletivamente: Deus também interfere na história de forma coletiva, como podemos observar no juízo que ele trouxe sobre a terra por ocasião do dilúvio (Gn 6-8); na confusão das línguas (Gn 11.1-9); na destruição das cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19.24-28); na formação e preservação da nação de Israel (Gn 12.1-3; Êx 19.5,6); na destruição dos cananeus, como está registrado no livro de Josué; no envio do profeta Jonas a cidade de Nínive (Jn 1-4); na destruição do exército de Senaqueribe (II Rs 19.32-35); nas experiências dos servos de Deus em Babilônia, registradas no livro do profeta Daniel (Dn 3).

III – A INTERVENÇÃO DIVINA REVELADA NO SONHO DE NABUCODONOSOR

A Bíblia nos mostra que Deus fala e também revela o futuro por intermédio de sonhos (Jó 33.15,16; Gn 37.5-10; 40.5-9; 41.1-32; Nm 12.6; Jz 7.13-15; Dn 4.5-19; 7.1; Mt 1.20; 2.12,13,19,22). No capítulo 2 de Daniel, encontramos uma das mais extraordinárias profecias acerca dos grandes impérios que surgiram após o babilônico, inclusive, o Reino Milenial de Cristo, que ainda terá seu cumprimento no futuro, e demonstra como o Soberano Deus intervém na história, como veremos a seguir:

O Sonho.
 No segundo ano do seu reinado, Nabucodonosor, rei de Babilônia, foi dormir pensando no que ocorreria depois do seu reino (Dn 2.29), e teve um sonho que lhe deixou perturbado. Ele sonhou com uma grande estátua, cuja cabeça era de ouro; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de cobre; as pernas de ferro; e os pés, em parte de ferro e em parte de barro. Ele viu ainda quando uma pedra foi lançada, sem o auxílio de mãos, e feriu a estátua nos pés, e despedaçou o barro, o ferro, o bronze, a prata e o ouro. E, a pedra que feriu a estátua, tornou-se num grande monte, e encheu toda a terra (Dn 2.31-35).

O esquecimento do sonho e a perturbação do rei.
 Os caldeus acreditavam que os deuses se comunicavam com os homens por intermédio de sonhos. Por isso, Nabucodonosor julgou que seus deuses queriam comunicar-lhe algo acerca do seu reino (Dn 2.3). Mas, ele esqueceu só sonho, ficou perturbado e teve até insônia (Dn 2.1). O que o rei não sabia é que não se tratava de nenhum deus da Babilônia, e sim, do Deus de Israel, que Nabucodonosor veio a conhecê-lo posteriormente, depois de algumas experiências envolvendo Daniel e seus amigos na corte de Babilônia (Dn 2.46-48; 3.28,29; 4.37).

A incapacidade dos adivinhadores de Babilônia.
O rei mandou chamar, então, os magos, os astrólogos, os encantadores e os caldeus para lhe declarar o sonho e dar-lhe a sua interpretação (Dn 2.2). Eles eram conselheiros do rei, e eram peritos em astrologia, astronomia, adivinhações, artes mágicas, interpretação de sonhos e assuntos afins. As atividades desses servos do rei eram praticadas desde os tempos antigos no Egito (Êx 7.11,22; 8.7,18,19). Mas, nenhum deles puderam dizer o sonho e nem dar a sua interpretação (Dn 2.11), pois aquele sonho veio do próprio Deus, e somente Ele poderia revelar e dar-lhe a sua interpretação (Dn 2.29).

A ordem para matar os sábios de Babilônia.
Diante da frustração, o rei ficou enfurecido e decidiu mandar matar todos os sábios, inclusive Daniel e seus amigos: “Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos” (Dn 2.13). Mas, Daniel, sabiamente, numa atitude de fé, pediu ao rei, por intermédio de Arioque, que lhe desse tempo para ele dar a interpretação do sonho, e chamou seus companheiros para buscarem a Deus em oração, para que Deus lhe revelasse o sonho, para que eles não fossem mortos também (Dn 2.16-18).
Deus revelou o sonho a Daniel. Não podemos dizer, ao certo, por quanto tempo Daniel e seus companheiros oraram por esta causa; mas, no momento oportuno, Deus revelou o sonho a Daniel numa visão durante a noite (Dn 2.19). Então, Daniel louvou a Deus, dizendo: “Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.20-23).

A cabeça de ouro.
O profeta Daniel disse ao rei Nabucodonosor: “... tu és a cabeça de ouro” (Dn 2.38). Logo, a cabeça de ouro representa, tanto o império babilônico como o próprio rei. O império babilônico recebeu na Bíblia Sagrada o título de “o ornamento dos reino”, “a glória e a soberba dos caldeus”, e a sua capital foi chamada de “cidade dourada” (Is 13.19; 14.4).

O peito e os braços de prata.
Este segundo império está simbolizado na estátua pelo peito e braços de prata, diz respeito ao império que foi formado pela união de dois povos: Os Medos e os Persas. “Ciro, o Persa derrotou os medos em 550 a.C., e empreendeu as conquistas que deram como resultado a fundação do Império Persa que dominou o mundo de 539 a 331 a.C.

O ventre e as coxas de cobre.
Simbolizam o terceiro Império Mundial, a Grécia, que tornou-se conhecida no mundo inteiro devido as conquistas do seu líder, Alexandre, que conquistou o mundo conhecido da sua época. O Império grego perdurou de 331 a 146 a.C.

As pernas de ferro.
Refere-se ao Império Romano que cumpriu cabalmente tudo o que dele se acha escrito nas profecias (Dt 28.50-53; Dn 2.40,7.7). Este foi o mais longo de todos os Impérios, que durou por mais de seis séculos (de 146a.C. a 476 d.C.).

Pés de ferro com barro.
Os reinos anteriores já se cumpriram no passado. Este é futuro e diz respeito a restauração do Império Romano, que se dará pelo governo do Anticristo na terra durante os sete anos de Tribulação (Dn 9.27; 11.31-45; II Ts 2.3-8; Ap 13.1-10).

A pedra atirada sem o auxílio de mãos.
De acordo com o sonho de Nabucodonosor, a pedra atingiu a estátua, não na cabeça de ouro (Império Babilônico); nem no peito e braços de prata (Império Medo-persa); nem no ventre e coxas de bronze (Império Grego); nem nas pernas de ferro (Império Romano); mas, sim nos pés e nos dedos em parte de ferro e barro (O Império Romano restaurado). Será o Reino de Cristo na terra por mil anos (Is 2.3; 60.3; 66.2; Je 3.17; Ap 20.1-6).

CONCLUSÃO

Como pudemos ver, o Soberano Deus intervém na História dos homens, e faz tudo o que lhe apraz. O sonho de
Nabucodonosor não foi um sonho comum; mas, uma profecia acerca dos Reinos que sucederiam a Babilônia (Medo-Persa, Grego, Romano), inclusive do Reino Milenial de Cristo, quando “... o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre” (Dn 2.44).

BIBLIOGRAFIA
• ALMEIDA, Abraão de. Uma profecia para Hoje. BEREIA.
• __________________. As Visões Proféticas de Daniel. CPAD.
• ANDRADE, Claudionor Correa de. Dicionário teológico. CPAD.
• GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse. CPAD.
• SILVA, Severino Pedro da. Daniel versículo por versículo. CPAD.

• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

10/10/2014

LIÇÃO 02 – A FIRMEZA DO CARÁTER MORAL E ESPIRITUAL DE DANIEL - 4º TRIM/ 2014 (Dn 1.1-8;17,20)

INTRODUÇÃO

Viver uma vida irrepreensível diante da sociedade e principalmente diante de Deus é algo que não é tão fácil diante da sociedade contemporânea. Veremos nesta lição que é possível ser moralmente e espiritualmente firme e íntegro diante de Deus baseados na vida do Profeta Daniel. Estudaremos algumas características de seu caráter e analisaremos também algumas de suas qualidades como um bom servo do Senhor.

I – DEFINIÇÃO DAS PALAVRAS INTEGRIDADE E CARÁTER

ü  Pode-se definir integridade como “solidez de caráter”. Pode, também, significar o estado de “ser inteiro”, “ser completo”. Deriva-se do verbo “integrar”, que significa “tornar unido para formar um todo completo ou perfeito” “retidão, perfeição”. Qualidade de alguém de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, imparcial, pureza ou castidade, o que é justo. Já a palavra caráter significa o aspecto dinâmico da nossa personalidade. É aquilo que nos faz diferentes dos outros, conjunto dos traços particulares de uma pessoa (FERREIRA, 2004, pp. 1116, 402).

II – CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS DE DANIEL (Dn 1.3)

“E disse o rei a Aspenaz chefe dos seus eunucos...” (Dn 1.3-a).

Eunuco do hebraico “sarís”, era um macho castrado.
Por motivos óbvios, os eunucos eram frequentemente encarregados dos haréns reais. Às vezes a  alavra, por metáfora, era usada simplesmente com referência a um oficial. Há quem defenda que exista uma grande possibilidade de que Daniel e seus amigos tenham sido desvirilizados (castrados) baseados na profecia de II Rs 20.18 e Is 39.7. No entanto, essa informação não significa a literalidade da palavra, não há nada absolutamente que prove que Daniel e seus três amigos foram castrados, mais sim, que tenham apenas se afastado do contato com mulheres e preservado o seu estado de castidade por uma livre escolha e devoção “Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus..." (Mt 19.12).

“....que trouxesse alguns dos filhos de Israel..” (Dn 1.3-b). Esses eram originalmente descendentes de Jacó ou Israel. Tinham a reputação de serem da linhagem de Davi. Esses quatro jovens de Judá, por intermédio dos seus nomes, testemunhavam do único e verdadeiro Deus. Quaisquer que tivessem sido as limitações do seu ambiente religioso em Judá, seus pais lhes deram nomes que serviam de testemunho ao Deus que serviam. Daniel significava: “Deus é meu juiz”; Hananias significava: “O Senhor tem sido gracioso ou bondoso”; Misael significava: “Quem é como é Deus?” e Azarias declarava: “O Senhor é meu Ajudador”.

“...e da linhagem real e dos nobres ou príncipes” (Dn 1.3-c). A palavra nobres no hebraico “partemím” é um termo aparentemente usado com referência a pessoas importantes.

ü  Entre esses cativos da primeira leva estava os melhores da nação judaica, inclusive membros da casa real, provavelmente descendentes do rei Ezequias, conforme a profecia de Isaías 39.6,7. Também refere-se a ilustres famílias, e não somente à casa real de Davi. O sentido dos três termos, “Israel, linhagem real e nobres”, indica que a seleção tinha de ser feita entre os hebreus, tanto da família real como de outras famílias da nobreza.

III - TRÊS QUALIFICAÇÕES DE DANIEL

Poucas personagens no AT são tão conhecidas quanto Daniel, desarraigado da sua terra natal, educado numa sociedade estrangeira, que manteve a firmeza do caráter moral e espiritual e uma lealdade inabalável ao Deus do seu povo. As suas habilidades e a integridade inspirada pela sua fé o conduziu a altos escalões de governo. Vejamos algumas de suas qualificações:


QUALIDADES FÍSICAS - “Jovens sem nenhum defeito...” (Dn 1.4-a).

Esta é a primeira de uma série de qualificações estipuladas para a seleção de homens a serem treinados na corte da Babilônia. Jovens no hebraico “yeladím”, entre quatorze ou quinze anos de idade ou um pouco mais é o que parece certo. Ausência de defeito “...formoso e de boa aparência...” (Dn 1.4-b). A mesma combinação de palavras se usou em relação à beleza de Raquel (Gn 24.16; 26.7), Bate-Seba (IISm 11.3), da Rainha Vasti (Et 1.11) e de Ester (Et 2.2; 3,7). Daniel e seus amigos nobres (ou reais) eram fisicamente “perfeitos”.


QUALIDADES INTELECTUAIS - “Instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, e versados no conhecimento” (Dn 1.4-c).

Essas três expressões cumulativas “sabedoria, ciência e conhecimento” enfatizam a capacidade natural. A redundância da expressão hebraica é para dar ênfase e não para estabelecer distinções. Referia-se mais ao que os jovens já eram e não ao que iriam se tornar. “O programa educacional que estes jovens iriam se submeter provavelmente incluiu o estudo da agricultura, da arquitetura, da engenharia, da astrologia, da astronomia, das leis civis, da matemática e da difícil língua acádica” (CHAMPLIN, 2009, p. 3374).


QUALIDADES MORAIS - “Que fossem competentes para assistirem no palácio do rei” (Dn 1.4-d).

Talentos naturais e adquiridos que capacitassem esses homens a servirem um rei esplêndido em um edifício magnífico é o que se quis dizer. Os rapazes deviam ser humildes mas não tímidos. “E lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus” (Dn 1.4-e). A frase “competentes para assistirem no palácio”, indica claramente que deveriam ter conhecimentos em diversas áreas mais também ser moralmente justos.


IV – A INTEGRIDADE DE DANIEL COMO MODELO PARA NOSSO DIAS

A decisão de não comer das iguarias do rei era muito mais do que uma questão de conveniência ou saúde (Dn 1.8). A palavra traduzida por contaminar-se “gaal”, pode significar contaminação física (Is 63.3), "mancha", contaminação moral (Sf 3.1), ou, mais frequentemente, contaminação cerimonial (Ed 2.62; Ne 7.64). Vejamos algumas lições:


Daniel um modelo de EXCELÊNCIA.

Mesmo tendo sido levado muito jovem para o exílio babilônico, Daniel conhecia a Deus e não o trocaria por iguaria alguma que lhe fosse oferecida. É um modelo para os jovens (Ec 12.1), como também foram outros jovens na história bíblica como Samuel (1Sm 3.1-11), José (Gn 39.2), Davi (1Sm 16.12),Timóteo (2Tm 3.15). Durante toda a sua vida, Daniel foi um exemplo de fidelidade, integridade e de oração, pois orava três vezes ao dia, continuamente (Dn 6.10).


Daniel modelo de INTEGRIDADE numa sociedade corrupta (Dn 1.6,7).

Apesar de todo o esforço de seus exatores que os trouxeram para uma terra estranha e pagã, com costumes e hábitos, dedicados a outros deuses, Daniel soube, durante toda a sua vida, manter-se íntegro moral e fisicamente. A mudança de nome não os fez esquecerem de sua fé e seu Deus Vivo e Poderoso (Dn 1.6,7).


Daniel modelo de SUPERAÇÃO pela fidelidade a Deus (Dn 1.20).

Neste versículo a poderosa mão de Deus dirigiu todo o curso dos acontecimentos, bem como, a saúde física, o vigor intelectual e a capacidade de superar inteligências comuns. O texto diz que “Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria...” (Dn 1.17), tudo aquilo que os outros príncipes do palácio não tinham.


V - OS PERIGOS E RISCOS DA ACULTURAÇÃO

Daniel era radical em sua posição e não estava aberto a mudanças, se essas interferissem em sua fidelidade a Deus. Ele e seus companheiros compreenderam que a “babilonização” era uma porta aberta para a apostasia. Daniel não negociou seus valores, não se corrompeu e nem se mundanizou. Também não satanizou a cultura, dizendo que “tudo era do diabo”, mas percorreu com sabedoria os corredores da universidade e do palácio sem se corromper. Analisemos:

NOTA.
ü  BABILÔNIA – Também chamada Império Neobabilônico, suplantou a supremacia da Assiria e dominou o mundo, entre 605 e 539 a.C. O império babilônico durou cerca de setenta anos, os mesmos setente anos do cativeiro de Judá. Babilônia, por sua vez, foi conquistada pelo rei Ciro da Persa (539 a.C.), o qual autorizou os judeus a voltarem à sua pátria (2Cr 36.22,23; Ed 11-4).


O perigo da mudança dos valores (Dn 1.7).

Assim que chegaram na Babilônia seus nomes foram trocados. Com isso a Babilônia queria que eles esquecessem o passado e seu Deus. A Babilônia quis remover os marcos e arrancar suas raízes. Entre os hebreus, o nome era resultado de uma experiência com Deus. A universidade da Babilônia queria tirar a convicção de Deus da mente de Daniel e de seus amigos e implantar neles novas convicções, novas crenças, novos valores, por isso mudaram seus nomes. A Babilônia mudou os nomes deles, porém, não mudou seus corações. Daniel e seus amigos não permitiram que o ambiente, as circunstâncias e as pressões externas ditassem sua conduta.

NOTA.
ü  FATO HITÓRICO (2 Rs caps 24 e 25)

Nabucodonosor, rei de Babilônia – poderoso monarca do império babilônico, reinou de 605 -562 a.C. Em 605 ele invadiu a Palestina e levou consigo para Babilônia certo número de reféns de Judá. Aí começou o cativeiro de Judá de setenta anos de duração predito por Jeremias (Jr 25.11,12). Jeremias, Ezequiel e Daniel profetizaram durante o reinado de Nabucodonosor. O supremo líder da Babilônia era temido em todo o mundo. Quando invadia um país, seu triunfo era certo. Após uma vitória, os babilônicos normalmente levavam as pessoas mais talentosas e hábeis para Babilônia e deixavam as pessoas pobres para trás, permitindo que estes tomassem a terra que desejassem e ali vivessem pacificamente (2Rs 24.14), tal sistema favorecia a lealdade dos que permaneciam nas terras conquistadas, ao mesmo tempo que asseguravam um suprimento constante d pessoas sábias e talentosas para o serviço civil.

A destruição e o cativeiro de Judá por Nabucodonosor ocorreram em três fases, a saber:
1 - Em 605 a.C., o rei Joaquim foi aprisionado, posto a ferros e conduzido a Babilônia, com os oficiais da corte e também Daniel e seus três amigos hebreus. Os tesouros do templo foram também levados (2Rs 24.1-7; Dn 1.1-7; 2Cr 366,7).

2 - Em 597 a.C., Jerusalém foi novamente invadida e desta vez o rei Jeoaquim, juntamente com o restante dos tesouros de templo, e 10.000 homens, foi transportado para Babilônia (2Rs 24.14-16). Estando entre eles o profeta Ezequiel.

3 - Em 586 a.C., os babilônios invadiram Jerusalém pela ultima vez; quando então destruíram a cidade e o templo. O Zedequias, com todos os seus súditos, exceto aluns dos mais pobres, foram deportados para Babilônia (2Rs 25.1-12; Jr 52.29).


O perigo das iguarias do mundo (Dn 1.8-a).

Os jovens, além de ter a melhor universidade do mundo de graça, ainda teriam comida de graça, e da melhor qualidade. Os alimentos consumidos pelos pagãos continham coisas consideradas cerimonialmente imundas para os judeus. A carne da mesa do rei era sem dúvida morta de acordo com o ritual pagão e oferecida a um deus. Os judeus estavam proibidos de comer carne sacrificada a um deus pagão (Êx 34.15). Os judeus sempre enfrentaram este problema ao comer fora de sua terra (Lv 3.17; 6.26; 17.10-14; 19.26; Os 9:3, 4; Ez 4:13, 14).


O perigo das ofertas vantajosas (Dn 1.19).

Muitos judeus se dispuseram a aceitar as ofertas generosas da Babilônia. Esqueceram de Sião e dos absolutos da Palavra de Deus. A Lei já não servia mais para eles. Agora estavam num “estágio mais avançado” estudando as ciências do mundo. Além do mais, a Babilônia oferecia riquezas, prazeres e delícias. A lei de Deus, pensavam, é muito rígida, tem muitos preceitos. E assim, muitos se esqueceram de Deus e de Sua Palavra (2Rs 24.14). Para eles, tudo havia se tornado relativo e ultrapassado. No entanto, Daniel era ortodoxo, ou seja, vivia em plena obediência a Palavra do Senhor (Dn 1.8).


CONCLUSÃO

Daniel, um jovem fiel a Deus apesar de um passado de dor é um farol a ensinar-nos o caminho certo no meio da escuridão do relativismo. Seu testemunho rompeu a barreira do tempo e ainda encoraja homens e mulheres e jovens em todo o mundo a viver com integridade e santidade em nossos dias.

REFERÊNCIAS
ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. Mundo Cristão.
CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual: O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. CPAD CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody: Daniel. Editora Batista Regular.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

NOVO DICIONÁRIO BIBLICO, Editora Vida Nova

02/10/2014

LIÇÃO 01 – DANIEL, NOSSO “CONTEMPORÂNEO” - 4º TRIMESTRE 2014 (Dn 1.1,2; 7.1; 12.4)




 
  

 INTRODUÇÃO

Neste último trimestre de 2014 estudaremos mais uma riquíssima lição que tem como título: “Integridade Moral e Espiritual – o Legado de Daniel para a Igreja Hoje”. O livro de Daniel nos mostra a história de um judeu que apesar de ser deportado para a Babilônia, uma terra estranha e pagã, preservou a sua identidade moral e espiritual. Sua vida exemplar como servo de Deus se constitui num paradigma para todo aquele que deseja servir a Deus de forma agradável.

I – INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO DE DANIEL

Autor

O nome Daniel significa “Deus é juiz” ou “Deus é meu juiz”. A palavra Dã, significa “juízo ou justiça” (Gn 30.6; 49.16), e a expressão El é a abreviação do nome de Deus “Elohim” (Gn 1.1; Nm 23.8). Outras informações acerca de Daniel merecem destaque:

ü      era membro da família real e nasceu em Jerusalém, em 623 a.C. aproximadamente, durante a reforma de Josias e no principio do ministério de Jeremias;
ü      foi levado a Babilônia por ocasião do primeiro exílio em 605 a.C., foi selecionado para o serviço real depois de um período de três anos de estudos especiais, tendo recebido o nome de “Beltessazar”, uma das divindades da Babilônia;
ü      Em 603, aos 20 anos aproximadamente, Daniel foi declarado governador da província da Babilônia e chefe supremo de todos os “sábios”.
ü      Durante um período de quase setenta anos, Daniel serviu a seis governadores babilônios e a dois persas. No governo de três deles (Nabucodonosor, Belsazar e Dario I) foi elevado a primeiro-ministro. Ocupou essa função durante o cativeiro final de Judá e o regresso dos cativos” (ELLISEN, 2012, p. 258).

Provas da autoria de Daniel

Seguem alguns indícios que comprovam a autoria de Daniel:

ü    Do mesmo modo que Moisés, Samuel, Esdras e outros reconhecidos autores do Antigo Testamento, Daniel registra os capítulos históricos na terceira pessoa. Ao narrar as quatro visões (Dn 7-12), escreve sempre na primeira pessoa, identificando-se muitas vezes: “eu, Daniel”.
ü    Ezequiel reconheceu a historicidade de Daniel na sua época, mostrando com isso que sua notável sabedoria e seu caráter integro eram legendários, comparáveis aos de Noé e Jó (Ez 14.14, 20; 28.3). (3) O autor demonstra cabal conhecimento dos hábitos, costumes, história e religiões do sexto século a.C. (Dn 1.5, 10; 2.2; 3.3, 10 etc).
ü     Jesus reconheceu Daniel como o autor das visões de (Dn 9.27, 11.31 e 12.11), as últimas partes do livro (Mt 24.15).
ü     “Josefo, historiador judeu do primeiro século, mencionou que Alexandre o Grande foi anunciado no Livro de Daniel e na sua profecia sobre o poder em ascensão na Grécia e o primeiro rei que conquistaria a Pérsia (Dn 8.21; 11.3)” (JOSEFO, apud, ELLISEN, 2012, pp. 258,259 – acréscimo nosso).

Data e Lugar

“O livro de Daniel foi escrito entre 606-534 a.C., durante o exílio do povo de Deus em Babilônia. (O exílio foi mesmo de 606 a 536 a.C.). Babilônia era a capital do império” (GILBERTO, p. 08, 2010).

Divisão do livro e tema.

O livro de Daniel pode ser divido em duas partes, a saber:

ü     Parte histórica (capítulos 1 a 6) - Uma espécie de biografia de Daniel, havendo também o elemento profético, especialmente no capítulo 2.
ü     Parte profética (capítulos 7 a 12) - Visão geral e pormenorizada dos últimos impérios mundiais dos tempos dos gentios, sucedidos pelo reino dos santos do Altíssimo (Dn 7.22).
ü     O tema do livro é: Deus revela o profundo e o escondido, e governa os reinos dos homens, como está escrito: “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.22). “Até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer” (Dn 4.25-b)” (GILBERTO, p. 08, 2010 – acréscimo nosso).

Características especiais desse livro.

“Oito características principais assinalam o livro de Daniel.
ü      É o mais breve dos quatro profetas maiores e o mais lido e estudado de todos os profetas do AT.
ü     Nos trechos proféticos do NT, Daniel é mais frequentemente citado ou aludido do que qualquer outro livro do AT.
ü    É o “apocalipse” do AT e, como o de Apocalipse do NT, revela grandes temas proféticos de vital importância para a igreja do tempo do fim.
ü      Contém o resumo profético mais detalhado de toda a história final do AT. É a única profecia do AT que estabelece a data do primeiro advento de Cristo (Dn 9.24-27).
ü      Revela mais a respeito do autor humano do que qualquer outro escrito profético do AT (com a possível exceção de Jeremias).
ü    Contém o melhor exemplo de intercessão pela restauração do povo de Deus baseada nas inspiradas promessas da Palavra de Deus (ver cap. 9, baseado em Jr 25.11-16; 29.7,10-14).
ü      As histórias de Daniel e dos seus amigos estão entre as mais queridas da Bíblia.
ü      O episódio da “escritura na parede” durante o banquete de Belsazar é muitíssimo conhecido por toda a parte (Dn 5)” (STAMPS, 1995, p. 1243).

O livro de Daniel ante o NT.

ü      “A influência de Daniel no NT vai muito além das cinco ou seis vezes que o livro é citado diretamente. Muito da história e da profecia de Daniel reaparece nos trechos proféticos dos Evangelhos, das Epístolas e do Apocalipse. A profecia de Daniel a respeito do Messias vindouro contém uma descrição dEle como a “grande pedra” que esmagaria os reinos do mundo (Dn 2.34,35,45);
ü      O Filho do homem, a quem o Ancião de Dias daria o domínio, a glória e o reino (Dn 7.13,14); e
ü      “O Messias, o Príncipe” que viria e seria tirado (Dn 9.25,26)” (STAMPS, 1995, p. 1243).

Propósito do livro.

“Há duplo propósito no livro de Daniel:

ü     Dar ao povo do concerto do AT a certeza de que o juízo de seu cativeiro entre as nações gentias não seria permanente; e
ü    legar ao povo de Deus, no decurso da história, as visões proféticas da soberania de Deus sobre as nações, e do triunfo final do seu reino na terra. Este duplo objetivo é demonstrado no decorrer do livro, nas vidas de Daniel e de seus três amigos, e na mensagem e ministério proféticos de Daniel. O livro afirma que as promessas de Deus, de preservar e restaurar o seu povo, são tão firmes como o reino messiânico vindouro que durará para sempre” (STAMPS, 1995, p. 1242).

II – DANIEL, O APOCALIPSE DO ANTIGO TESTAMENTO

O livro de Daniel é tido por muitos estudiosos da Bíblia como o Apocalipse do AT, por causa da abundância de previsões escatológicas que ambos possuem de forma que, um não pode ser entendido sem o outro. “Daniel é o primeiro grande livro do Apocalipse. Embora apocalipse seja simplesmente uma palavra grega significando “descobrimento” ou “revelação” e é portanto com bastante propriedade um nome para todas as Escrituras, especialmente as porções preditivas, os teólogos e os exegetas costumam agora aplicá-la exclusivamente a certos tipos de literatura da qual Daniel é o único exemplo no AT e o Apocalipse é o único no NT” (MOODY, sd, p. 24-acréscimo nosso). Há uma estreita afinidade entre os temas escatológicos de Daniel e Apocalipse, como se segue:



III – DANIEL, UM MODELO DE SERVO DE DEUS

O conteúdo histórico do livro de Daniel relata a sua vida piedosa. Os desafios que ele enfrentou, retratam a realidade contemporânea, e a postura que assumiu diante da hostilidade a sua fé, nos ensina como devemos agir diante dos embates atuais. Elencamos aqui alguns traços do caráter desse justo servo de Deus:



CONCLUSÃO

O livro da Daniel nos traz um duplo ensinamento: primeiro, sua história se constitui num testemunho de que é possível servir a Deus fielmente em uma cultura hostil; segundo que Deus tem o controle do futuro em suas mãos e que apesar da maldade humana, seu plano soberano será estabelecido.


REFERÊNCIAS
• ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
• GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse. CPAD.
• SILVA, Severino Pedro da. Daniel versículo por versículo. CPAD.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

07/09/2014

JOÃO BATISTA



 


Nasceu (em cerca de 7 a.C.) a um casal idoso, Zacarias, um sacerdote, e sua esposa, Isabel; cresceu até a idade adulta no deserto da Judéia (Lc1.80), onde recebeu sua chamada profética em cerca de 27 d.C. (Lc.3.2).
Multidões se reuniam para ouvi-lo falar, e muito de seus ouvintes foram por ele batizados no rio Jordão, sob confissão de pecado.
Sua atitude para com a ordem estabelecida em Israel era de radical condenação: "Já está posto o machado à raiz das aŕvores", dizia ele (Mt 3.10; Lc 3.9). Ele denunciava os líderes religiosos do povo como descendência de víboras, e negava que houvesse qualquer valor no simples fato de alguém ser descendente de Abraão.
Um novo começo torna-se necessário; já chegara o tempo de conclamar a nação inteira para dentre ela preparar um remanscente leal, que estaria pronto para a iminente chegada Daquele que viria, e para julgamento que Ele executaria.
João pensava e falava a respeito de si mesmo como mero preparador do caminho para Aquele que viria, pois era indigno, conforme declarou, de realizar para Ele o serviço mais humilde. Enquanto o próprio ministério de João era caracterizado pelo batismo assinalado pela água, o ministério Daquele que viria teria um batismo assinalado pelo Espírito Santo e pelo fogo.

Os evangelhos descrevem como João batizava as pessoas que estavam arrependidas de seus pecados em vários locais diferentes. O batismo era uma parte muito importante do arrependimento. Ele simbolizava o desejo que as pessoas tinham que seus pecados fossem perdoados, uma renúncia de suas vidas pecaminosas e o desejo de serem incluídas no Reino do Messias que estava vindo. Outra razão que João pode ter tido para batizar muitas pessoas era a tradição judaica. Se algum gentio quisesse se converter ao judaísmo, ele teria que ser batizado, circuncidado e oferecer sacrifícios a Deus. Os batismos de João eram muito parecidos com esse tipo de batismo porque ele enfatizava o fato de como os novos convertidos estavam virando as costas para os seus passados pecaminosos e embarcando numa nova jornada religiosa. No entanto, os batismos de João eram diferentes, pois eles não eram para os gentios e sim para os judeus em si (Mateus 3:7-10). Se o batismo de João tinha uma associação com o perdão dos pecados, então é natural surgir à dúvida de porque Jesus, o Filho de Deus, queria ser batizado por João. O próprio João perguntou isso a Jesus (Mateus 3:14). E Jesus o respondeu dizendo: "Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu." (Mateus 3:15). Dessa resposta podemos concluir cinco coisas:

ü      Que o batismo de Jesus representava um ato de obediência à vontade de Deus.
ü      Quando Jesus foi batizado, ele afirmou que o Messias estava vindo e que as proclamações de João estavam corretas.
ü      Sendo batizado, Jesus condenou os fariseus por não estarem dispostos a se arrependerem e ele apoiou aqueles que eram pecadores arrependidos ansiosos pelo Reino de Deus (Lucas 7:29-30).
ü      Quando Jesus foi ser batizado, ele não estava ali como individuo que precisava ser perdoado, e sim como um representante do povo de Deus. Por causa disso, o batismo de Jesus mostrava sua solidariedade com as pessoas que necesitavam do livramento.
ü      A voz vinda do céu (Marcos 1:11) e a decida do Espírito de Deus (Lucas 3:21-22) que representavam o início do ministério do próprio Jesus.

 Entre os que vieram receber o batismo de João, encontrava-se Jesus, a quem João evidentemente saudou como Aquele que viria, do qual ele havia falado – embora que, posteriormente, estando na prisão, tenha tido dúvidas acerca dessa identificação, e teve de ser assegurado que o ministério de Jesus era assinalado precisamente por aquelas características que os profetas haviam predito como sinais de época da restauração.
O ministério de João não se confinou ao vale do Jordão. A declaração, existente em jo 3.23, de que ele deixou o vale do Jordão durante algum tempo e dirigiu uma campanha batismal (presumivelmente de breve duração) em “Enom, perto de Salim”, onde havia abundancia de água, tem implicações que têm sido facilmente deixados de lado. “...”
No NT, João Batista é apresentado principalmente como precursor de Jesus Cristo. Seu aprisionamento foi o sinal para que Jesus desse início a seu ministério na Galiléia (Mc 1.14s.); sua atividade batismal proveu um ponto de partida para a pregação apostólica (At 10.37; 13.24s.; cf. 1.22 e Mc 1.1-4). Na estimativa de Jesus, João Batista era o Elias profeticamente prometido em Ml 4.5 e seg:, o qual haveria de vir e completar seu ministério de restauração nas vésperas do “grande e terrível dia do Senhor” (Mc 9.13; Mt 11.14; cf. Lc 1.17). Jesus também como o ultimo  como e maior membro da sucessão profética:, “A lei e os profetas vigoraram até João; desde esse tempo vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus”, ficara no limiar a nova ordem  como seu arauto (assim como Moisés contemplou de Pisga a terra prometida), mas sem nela entrar. Seus discípulos preservaram sua existência como grupo separado por um período considerável depois de seu falecimento.


Fontes:
NOVO DICIONARIONÁRIO D A BÍBLIA, J. D. DOUGLAS
BÍBLIA VIRTUAL DE ESTUDOS ÍLUMINA GOLD.
F.F. BRUCE, M.A., D.D., RYLANDS PROFESSOR DE CRÍTICAS E EXEGÉSE BÍBLICA, UNIVERSIDADE DE MANCHESTER

21/07/2014

DEUS - (hebr. El, Elah, Eloah, Elohim; gr. theós)




O nome mais geral da Divindade (Gn 1.1; Jo 1.1). Deus é o Ser Supremo, único, infinito, criador e sustentador do universo. É espírito pessoal e subsiste em três pessoas ou distinções: Pai, Filho e Espírito Santo (v. TRINDADE). É santo, justo, amoroso e perdoador dos que se arrependem.
O ateu diz que Deus não existe; o agnóstico diz que não podemos saber se Deus existe ou não; o crente sabe que Deus existe e afirma: “... nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17.28).




VISÃO GERAL


Há muitos atributos diferentes ou características de Deus. Ele é grande, poderoso, amoroso. Estas são palavras que usamos para dizer quem Deus é. Na Bíblia vemos o que Deus fez, o que disse e como agiu. Quando colocamos isso junto temos um retrato de quem é Deus.

Muito do que conhecemos sobre Deus vem do Velho Testamento. Lá lemos sobre eventos tais como Criação, a Queda, o Dilúvio, a Torre de Babel, o Êxodo e as alianças que Deus fez com seu povo. Há outros exemplos através da história de Israel nos Salmos e nos Profetas. Olhando como Deus agiu nessas situações e o que disse, podemos ter uma boa noção de quem Deus é. Nada, entretanto, é bastante claro como os fatos registrados nos Evangelhos, onde lemos sobre a vida e o ministério de Jesus Cristo.


ATRIBUTOS COMUNICÁVEIS


Os atributos de Deus podem ser divididos em dois tipos. Alguns são "comunicáveis", outros são "incomunicáveis". O amor e a sabedoria de Deus são considerados "comunicáveis" porque são características compartilhadas com a humanidade. Há exemplos de amor e sabedoria nas pessoas em torno de nós. Como humanos podemos ter algum grau de sabedoria e amor, embora Deus seja a única perfeita expressão disso. A natureza eterna e a onipresença de Deus são consideradas "incomunicáveis" porque não há exemplos disso no mundo que nos rodeia. Por exemplo, nada que nos cerca existe eternamente, e ninguém está sempre presente conosco.


A INCOMPREENSIVIDADE DE DEUS


Muitos dos atributos ou características de Deus são reveladas através da Bíblia e de sua mão em nossas vidas, mas somos limitados em quanto podemos conhecer DEle. Pela condição especial de seres criados, só podemos ter uma compreensão limitada do Criador.


A UNIDADES DE DEUS


Deus é um todo. Ele não é uma coleção de pequenos deuses. Ele é uma pessoa. Qualquer outro deus é simplesmente um ídolo ou um produto da nossa imaginação.



A ESPIRITUALIDADE DE DEUS


Parece óbvio afirmar, mas Deus não é feito de carne e osso como nós. Ele nos é invisível, ainda que pessoal, vivo e atuante em nossas vidas.


A INDEPENDÊNCIA DE DEUS


Deus não precisa de ninguém nem de nada. Ele é Aquele que nos criou e o mundo em que vivemos. Ele é completamente autosuficiente. Maravilhoso é que Ele escolheu se relacionar conosco - e não com alguns selecionados, mas com todos.


A IMUTABILIDADE DE DEUS

Deus não muda, o que é muito bom para nós. Ele é o mesmo Deus que falou com Adão e Eva. É o mesmo Deus que tirou o povo do Egito. Ele nunca mudou e nunca mudará. Não porque não tenha o poder ou habilidade para fazê-lo, mas porque não é necessário. Ele é perfeito, e diferentemente de nós, não precisa se aperfeiçoar ou melhorar em nenhum aspecto. Da mesma maneira, nunca muda seu pensamento ou age de maneira estranha. Nunca mudará as regras para conosco ou falhará com suas promessas. Permanece ativo e presentenesse mundo como uma força constante e imutável.