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30/12/2014

LIÇÃO 01 – DEUS DÁ A SUA LEI AO POVO DE ISRAEL - 1º TRIMESTRE 2015 (Êx 20.18-22,24; 24.4,6-8)








INTRODUÇÃO

A lição do primeiro trimestre de 2015 tem como título: A Lei de Deus – Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança, onde teremos a oportunidade de estudar treze lições baseadas nos Dez Mandamentos. Nesta primeira lição, definiremos a palavra Decálogo usada acerca dos Dez Mandamentos; destacaremos algumas características da Lei que a faz mais sublime que qualquer outra legislação; e, por fim, veremos cada mandamento e a sua devida explicação e aplicação tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

I – O DECÁLOGO: OS DEZ MANDAMENTOS

Essa palavra vem do grego “deka” dez e “logos” palavra, ou seja, “dez palavras”. “Esse é um titulo usado para indicar os Dez Mandamentos. Esses mandamentos, dados por Deus a Moisés, no monte Sinai, tornaram-se a base da legislação levítica. Uma das mais duradouras legislações de todos os tempos. Em sua forma mais familiar, esses mandamentos acham-se em Êxodo 20:2-17. O decálogo é mais que um código de leis. Antes, é a base do pacto teocrático (governo de Deus) que separou o povo de Israel como um veículo do favor divino, como um elemento através do qual a mensagem espiritual haveria de ser transmitida. Os inúmeros preceitos que aparecem em seguida, governando cada aspecto da vida diária, ensinam-nos que Deus está atento a todos os aspectos da nossa vida. Esse elaborado sistema tinha o intuito de governar a vida física dos israelitas, mas também tinha funções educativas. O próprio decálogo estabelece alguns princípios perfeitamente éticos, cuja aplicação pode ser vasta e abrangente”.

II – CARACTERÍSTICAS DA LEI

Origem divina (Êx 20.1).
Embora muitas vezes a Lei do Senhor dada através de Moisés seja chamada de Lei de Moisés (Js 8.31; I Rs 2.3; Ed 7.6; Lc 2.22;24.44; I Co 9.9); o registro do capítulo 20 do livro do Êxodo nos mostra que Deus é a origem da Lei. Durante todas as negociações entre israelitas e egípcios, quando os primeiros eram escravos dos últimos, o papel de Moisés era, antes de mais nada, o de mediador. Deus não falou com Faraó, mas mandou Moisés lhe falar. Ele continuou nesse papel durante a Páscoa “Falai a toda a congregação de Israel” (Êx 12.3) e o êxodo “Fala aos filhos de Israel” (Êx 14.2). No Sinai, sua função continuava sendo a de transmitir a palavra de Deus ao povo “Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êx 19.6). Por outro lado, na revelação do Decálogo esse aspecto foi omitido. Moisés ouviu juntamente com o povo, ao qual Deus falou de modo direto (Êx 20.1). Essa é uma forma de a Bíblia nos dizer que, quando lemos o Decálogo, estamos frente a frente com a excelência da vontade de Deus para seus seguidores, no que diz respeito a estilo de vida e compromisso moral. Observe a sequência aos Dez Mandamentos: “eu falei convosco desde os céus” (Êx 20.22), não do Sinai.

Princípios imutáveis (Êx 24.12).
A Lei foi escrita em tábuas de pedra pelo próprio Deus. “Nos países orientais, a pedra simbolizava a perpetuidade da lei, ali contida. As tábuas de pedra estavam escritas em ambas as faces, indicando quão completa era aquela legislação. Subsequentemente, as tábuas de pedra foram guardadas no lugar sagrado do tabernáculo, salientando o ato e a importância da revelação divina”.

Objetivos definidos.
Todo o povo precisa ter leis, e até as tribos mais primitivas contam com sua legislação, formal ou informal. Com o povo de Israel não podia ser diferente. Deus revelou sua Lei para os israelitas no Sinai (Êx 20.1,2). A Lei era necessária por pelos menos três motivos:


  • Proporcionar uma norma moral para os redimidos.

A Lei revelava a vontade de Deus quanto a conduta do seu povo (Êx 19.4-6; 20.1-17) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A Lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (Êx 19.4; 20.2) a fim de instruí-lo na vontade do Senhor, para que pudesse realizar o propósito de Deus (Êx 19.6). Logo, a revelação foi dada “não para dar, mas para orientar a vida” (Lv 20.22,23).


  • Demonstrar a natureza e o caráter de Deus.

A Lei expressava a natureza e o caráter de Deus, isto é, seu amor, bondade, justiça e repúdio ao mal, e sobretudo que o Deus de Israel é Santo (Lv 11.44,45; 19.2; 20.7,26; 21.8). A Bíblia denomina Deus de “santo” (Sl 99.3). Ele é chamado de o “Santo de Israel” no (Sl 89.18); e, no livro do profeta Isaías, aproximadamente trinta vezes (Is 1.4; 57.15). A santidade é uma característica da própria natureza de Deus, e não somente expressão de um procedimento santo. Ele mesmo diz: “Eu sou santo” (Lv 19.2; Sl 99.6,9; I Pe 1.16).


  • Mostrar à humanidade seu estado pecaminoso e revelar que só pela graça podemos ser salvos.

O apóstolo Paulo disse que “nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). Ela não fôra dada como um meio de se alcançar a salvação, mas “nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” (Gl 3.24). A palavra grega traduzida por “aio” é “paidagõgos” que significa “instrutor”, “professor” e indica um escravo, cuja tarefa era cuidar de uma criança até que ela chegasse a idade adulta. A Lei serviu de aio para mostrar os nossos pecados e nos conduzir a Cristo (Gl 3.25).

III – OS DEZ MANDAMENTOS E SUA INTERPRETAÇÃO

Constituindo-se na essência do Pentateuco, o Decálogo é a mais perfeita das leis escritas. Vejamos na tabela abaixo quais os princípios morais dos Dez Mandamentos ensinados no AT e reafirmados no NT:



CONCLUSÃO

Após a saída do Egito o povo de Israel recebeu no Sinai a Lei do Senhor a fim de andar de forma agradável ao seus olhos. Assim como Israel, Deus nos resgatou do cativeiro do pecado e nos presentou com a Sua Palavra a fim de guiarmos a nossa vida segundo a sua perspectiva. Os princípios morais do Decálogo são imutáveis, e, portanto servem tanto para Israel como para a Igreja.

REFERÊNCIAS
CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. CPAD.
HOFF, Paul. O Pentateuco. VIDA.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

24/12/2014

LIÇÃO 13 – O TEMPO DA PROFECIA DE DANIEL - 4º TRIMESTRE 2014 (Dn 12.1-4; 7-9,11-13)







INTRODUÇÃO

Em Daniel, capítulos 10-12, o profeta recebe a revelação dos últimos acontecimentos com a nação de Israel. A nação e colhida fará um acordo de paz por sete anos com o Anticristo - o chifre pequeno (Dn 7.8). Na metade do tempo proposto, o Anticristo desencadeará uma grande perseguição contra o povo judeu. Todavia, Deus protegerá os fiéis. Nesta lição destacaremos o cuidado divino com o Israel fiel durante esse período turbulento; veremos informações sobre a Grande Tribulação; e, ainda pontuaremos como se dará a conversão dos judeus durante a angústia de Jacó.


I – O CUIDADO DIVINO COM ISRAEL DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO

“As profecias de Daniel até 11.35 podem ser com relativa facilidade relacionadas a acontecimentos da história antiga, os quais lhes deram cumprimento, mas, a partir daí até o final do capítulo 12, não encontramos qualquer correspondência com a história passada, pois dizem respeito a eventos que ainda estão porvir”. O capítulo 12 do livro de Daniel inicia mostrando que Deus dará proteção ao remanescente judeu:

Proteção espiritual (Dn 12.1).
Deus protegerá o seu povo remanescente através do arcanjo Miguel no período sombrio da Grande Tribulação. “Este ser angelical é citado nas Escrituras como um anjo guerreiro; seu nome significa: “Quem é semelhante a Deus?”. Ele é sempre citado em conexão com a guerra (Dn 10.13,21; 12.1; Ap 12.7). Em Dn 10.13,21, ele é apontado como o anjo guardião da nação de Israel (Dn 12.1). Miguel é o chefe, o comandante, o capitão dos exércitos celestes, em oposição as hostes espirituais das trevas. A expressão o “Arcanjo” designa algum altíssimo poder angelical, dotado de autoridade sobre larga área, celestial ou terrena; “arcanjo” ou “arca”, como já ficou demonstrado, sugere um “anjo comandante”, principal e poderoso”. “Miguel não só aparece num momento especifico, mas há um tempo em que ele será ativo, um período que coincidirá com a época do Anticristo (Dn 11.45). Miguel também se levantará quando o Anticristo começar sua carreira (Dn 11.36), ou, mais provavelmente, no meio da carreira do Anticristo, quando ele volta sua atenção para a terra gloriosa (Dn 11.41). Ele está pronto para lutar, pois é um momento crítico para Israel. O agente de Satanás, o Anticristo, está prestes a desatar o mais horrendo genocídio jamais experimentado na história da humanidade”.

Proteção física (Dn 11.41).
Tanto o profeta Daniel como João o escritor do livro do Apocalipse nos mostram que, durante o tempo da Grande Tribulação haverá uma área demarcada por Deus, diante da face do destruidor, que ele não terá acesso. Esta área servirá de “refúgio” para o seu povo: o remanescente. “Tanto no Antigo como no Novo Testamento, esse lugar de “refúgio” tem vários nomes:

(a) O lugar preparado por Deus (Ap 12.6);
(b) O refúgio (Is 16.4);
(c) O quarto (Is 26.20);
(d) O isolamento (SI 55.5-8).

Na simbologia profética, isso significa “o deserto dos povos” (Ez 20.35). Será, sem dúvida, o que está depreendido do presente texto: “Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom”. Esses países serão os únicos a escaparem da influência do Anticristo. Essa região será demarcada por Deus naqueles dias sombrios da Grande Tribulação e servirá de “refúgio perante a face do destruidor” (Is 16.4). O monte Sião será também demarcado (Ob v.17; Ap 14.1). Todos esses lugares acima mencionados se transformarão no “deserto de Deus”, preparado para a “mulher” (o Israel Fiel) durante a época da Grande Angústia (Sl 60.8-12; Is 16.4; 26.20; 64.10; Jr 32.2; 40.11; Ez 20.35; Dn 11.41; Os 2.14; Mt 24.36; Ap 12.6,13-17).


II – QUANDO E COMO SERÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO

A Bíblia nos diz que o Anticristo aparecerá logo após o Arrebatamento da Igreja (II Ts 2.6). Ele proporá a algumas nações e a Israel um pacto de sete anos “E ele firmará aliança com muitos por uma semana” (Dn 9.24-a). Todavia, após o término da primeira fase do seu governo (três anos e meio), o Anticristo irá se voltar contra Israel, rompendo a aliança de paz que havia feito com os judeus por sete anos e desencadeará uma grande perseguição contra este povo e sua religião “e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação [...]” (Dn 9.27-b; cf. Dn 7.25).

A grande tribulação (Dn 12.1-b).
É a “provação a que sera submetida a descendência de Israel durante a Grande Tribulação. A expressão usada pelo profeta Jeremias nos dá uma ideia desse momento difícil: “Ah! porque aquele dia e tão grande, que não houve outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; todavia, há de ser livre dela” (Jr 30.7). Angústia fala de um aperto sem referências, quer na história sagrada, quer na história secular do povo de Deus. É o sofrimento dos sofrimentos!. Em Marcos 13.19, Jesus acrescenta ainda mais informações. Eis algumas informações sobre este período de tentação que há de vir:

(a) durará três anos e meio (Dn 7.25; Dn 12.1,7; Ap 11.2; 13.5,6);
(b) será um tempo de angústia incomparável (Jr 30.7; Dn 12.1; Mc 3.19; Lc 21.25 );
(c) alcançará Israel e o mundo gentio (Dn 7.24,25; Ap 3.10).

Haverá salvação durante este período (Dn 12.1-c).
É importante destacar que durante o período sombrio da Grande Tribulação muitos judeus e gentios aceitarão a Cristo no período posterior ao Arrebatamento da Igreja, mas serão martirizados. Em Apocalipse 7.1-8, o apóstolo João foi informado de que 144.000 israelitas, 12.000 de cada uma das tribos enumeradas, seriam selados por Deus no decorrer da Grande Tribulação. Em Apocalipse 14.1, eles aparecem sobre o monte Sião. Em Apocalipse 7.9-17, muitos serão martirizados, crentes de todos os países e raças. Estes aparecem triunfantes, nos céus. Eles serão mortos na Terra, durante a Grande Tribulação, pelo ditador mundial, que exigirá que todos o adorem sob pena de morte (Ap 13.15)”.


III – A CONVERSÃO DE TODO ISRAEL NO PERÍODO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Alguns teólogos afirmam que Deus rejeitou para sempre a nação de Israel, que a mesma está debaixo de
maldição, e que a Igreja tomou o lugar de Israel no plano e propósito divinos. Consequentemente, essa APLICAÇÃO ERRÔNEA de termos, significaria que a nação judaica está eternamente separada de Deus. Jamais poderá voltar a gozar do favor divino. Mas em Romanos caps. 9 a 11, o apóstolo Paulo claramente revela a restauração da nação e que no plano de Deus o povo judeu ainda será muito abençoado. Israel será por “cabeça das nações e não por cauda” (Dt 28.13).

Primeira parte (Israel confessa o pecado).
“Naqueles dias, os lideres de Israel por fim reconhecerão o motivo de a tribulação ter vindo sobre eles, o que deverá ocorrer por intermédio do estudo das Escrituras, da pregação dos 144.000, das palavras das duas testemunhas. Muito provavelmente, será uma combinação de todos estes fatores, mas os líderes, de alguma forma, dar-se-ão conta do pecado da nação. Embora, no passado, tenham levado a nação a rejeitar o messiado de Jesus, agora farão com que a nação o aceite. A regeneração da nação, portanto, virá através da confissão nacional. Então, toda a nação será salva, cumprindo a profecia de Romanos 11.25-27. “Todo o Israel” significa exatamente isto, ou seja, todo judeu que estiver vivo naquele momento. Será o terço sobrevivente dos judeus que estavam vivos no inicio da Grande Tribulação (Zc 13.8-9)”, (Cf. Ez 37.11).

Segunda parte (Israel clama pelo Messias).
“O segundo aspecto que conduz a segunda vinda é a súplica de Israel pela volta do Messias, a fim de salvar a nação dos exércitos do mundo, os quais tencionam destruí-la e encontram-se reunidos nas cercanias de Bozra. A intercessão dos judeus é abordada em muitas partes das Escrituras. Zacarias 12.10- 13.1 descreve este evento. O rogo pela volta do Messias não ficará restrito aos judeus de Bozra, mas também se estenderá aos judeus que ainda estiverem em Jerusalém. Eles confessarão o pecado da nação e orarão pelo retorno de Jesus, para que os salve das aflições daquele momento. Clamarão por aquEle a quem crucificaram. Este será o resultado do derramar do Espirito Santo (Zc 12.10), da lamentação de Israel pelo Messias (Zc 12.11-14) e da purificação dos pecados da nação (Zc 13.1)” (LAHAYE, 2010, p. 116). (Cf. 37.9-14).


IV – A SEGUNDA FASE DA SEGUNDA VINDA DE JESUS PARA IMPLANTAR O SEU REINO

A segunda fase da Segunda Vinda de Cristo é conhecida como a “manifestação gloriosa” (veja Tt 2.13), e é descrita em detalhes em Apocalipse 19.11-20. “A Bíblia nos mostra que finalmente chegará o “grande dia do Senhor” e a pedra cairá “nos pés” da estátua (nos dias do Anticristo). Então... “o ferro, o barro, o cobre, a prata, e o ouro, serão esmiuçados como a pragana das eiras, no estio” (Dn 2.34,35; 8.25; 9.27; 11.45; M t 21.44; 2 Rs 2.8; Ap 19.20.) Todos sabemos que este império de ferro tem atravessado séculos e até milênios, mas “chegará ao seu fim” como está predito na “Escritura da Verdade”. Cristo (a grande pedra) como sabemos, não cairá na cabeça (Império Babilônico) da estátua, nem em seu peito (Império Medo-persa), nem no ventre (Império Grego), nem nas suas pernas (Império Romano) compreendendo de 754 a.C. a 455 d.C. Todos sabemos que, quando Jesus veio a este mundo como meigo Salvador, não destruiu o Império Romano, pelo contrário, este poder de ferro o crucificou, e rosperou ainda por cinco séculos. Mas, como já ficou demonstrado acima, chegará o dia em que a pedra cairá “nos pés” da estátua (no Armagedom), e tudo que diz respeito a esse sistema político mundial terminará no vale de Armagedom pelo triunfo de Cristo (Ap 19.11-21)”.


CONCLUSÃO

Como pudemos ver, a nação de Israel pagou um alto preço por ter rejeitado o Jesus, o Messias. Setenta semanas de anos foram determinadas sobre o povo. Todavia, o povo judeu não foi rejeitado por Deus. Quando o seu povo se sentir acoado pelo Anticristo e seus exércitos no vale do Armagedom, eles clamarão por livramento e o Cristo a quem eles haviam crucificado descerá para lhes proporcionar livramento e implantar o Reino Milenial como anunciado pelos santos profetas.


REFERÊNCIAS
ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. Mundo Cristão.
GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse. CPAD.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de profecia bíblica. CPAD.
OLSON, Nels Laurence. O plano divino através dos séculos. CPAD.
SILVA, Severino Pedro da. Daniel versículo por versículo. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
WALVOORD, John F. Todas as Profecias da Bíblia. VIDA.

11/12/2014

LIÇÃO 11 – O HOMEM VESTIDO DE LINHO - 4º TRIMESTRE 2014 (Dn 10.1-6; 9,10,14)



INTRODUÇÃO

Veremos que os três últimos capítulos de Daniel constituem “uma unidade profética”, pois, não anunciam novos oráculos. Estes últimos capítulos (Dn 10 a 12), preenche os detalhes do futuro de Israel, concentrando-se no período do Anticristo e na questão relacionada com "as últimas coisas" a saber: a Grande Tribulação, a ressurreição dos mortos, as recompensas e os castigos finais. Estudaremos também a visão do homem vestido de linho, que é uma aparição de Cristo no Antigo Testamento.

I – INFORMAÇÕES SOBRE A VISÃO DE DANIEL CAPÍTULO 10

Os capítulos 10, 11 e 12 de Daniel faz parte da “última visão” do profeta Daniel. Como vimos em lições passadas, Daniel viveu tempo suficiente para ver a profecia de Jeremias se cumprir e o primeiro grupo de judeus exilados voltar para a terra e começar a reconstruir o templo. Se o profeta, como já estudamos em lições passadas, estava entre 14 a 17 anos quando foi levado para a Babilônia. Então na época desta visão, ele estava entre seus 80 e 87 anos, alguns sugerem 90. A visão foi dada no ano terceiro de Ciro (Dn 10.1), “dois anos após o retorno dos judeus à Palestina”. Ora, Ciro decretou o regresso dos judeus do Exílio no “primeiro ano do seu reinado” (Ed 1.1-5). Então o “terceiro ano de Ciro”, rei da Pérsia era (c. 536 a.C.). A restauração e a reconstrução do templo já começara (Ed caps. 1 ao 3), mas foi interrompido por pressão dos inimigos (Ed 4.4-5). Tais notícias devem ter ferido o coração de Daniel estimulando-o a buscar a face de Deus uma vez mais. “Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas...” (Dn 10.2,3)
(ADEYEMO et al, 2012, p. 1034).

II – ANALISANDO A REVELAÇÃO DE DANIEL

O fato de Daniel estar junto ao rio Hidéquel (rio Tigre) oferece-nos a razão dele não ter voltado a Jerusalém com os demais peregrinos. Aparentemente, esse retorno era impossível para Daniel, primeiro devido à sua idade, segundo por causa de suas ocupações como um dos administradores do império (Dn 6.1-3). É possível que sua presença no rio Tigre se devesse a negócios do governo, e aí o profeta vê em visão o próprio Filho de Deus na sua preencarnação (GILBERTO, 1984, p. 53), através de uma teofania, do grego “theos” Deus e “phania” manifestação em forma humana (cap. 10) (ANDRADE, 2006, p. 339). Daniel registrou o momento em que recebeu esta visão: “No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando eu à borda do grande rio Tigre” (Dn 10.4). Analisemos esta visão:


A preocupação do profeta Daniel (Dn 10.1-3)

Daniel havia jejuado, orado e não se ungiu com óleo durante três semanas enquanto buscava o Senhor. Um dos motivos para isso era, provavelmente, sua preocupação com os quase cinquenta mil judeus que haviam saído da Babilônia e viajado para sua terra natal a fim reconstruir o templo. Uma vez que Daniel tinha acesso a relatórios oficiais, sem dúvida ficou sabendo que o remanescente havia chegado em segurança em Jerusalém e que todos os tesouros do templo estavam intactos. Também deve ter ouvido que os homens haviam lançado os alicerces do templo, mas que o trabalho havia sofrido oposição e, por fim, parado (Ed 4). Sabia que seu povo estava sofrendo privações na cidade arruinada de Jerusalém e perguntou-se se Deus iria deixar de cumprir as promessas que havia feito a Jeremias (Jr 25.11, 12; 29.10-14) (WIERSBE, 2010, p. 368).


O duplo sentido dos 70 anos.

É possível que Daniel não tivesse compreendido que a profecia dos setenta anos tinha uma aplicação dupla, primeiro para o povo e depois para o templo. Os primeiros judeus foram deportados para a Babilônia em 605 a.C., e os primeiros cativos voltaram em 535 a.C., exatamente setenta anos depois. O templo foi destruído pelo exército babilônio em 586 a.C., e o segundo templo foi completado e consagrado em 516 a.C., outro período de exatamente setenta anos. Daniel estava aflito para que a Casa do Senhor fosse reconstruída o quanto antes, mas não percebeu que Deus estava realizando seus planos com perfeição. As obras foram interrompidas em 536 a.C.,continuaram em 520 a.C. e foram completadas em 516 a.C. Esse adiamento de dezesseis anos manteve tudo dentro do cronograma. (WIERSBE, 2010, p. 368).

III - UMA VISÃO EXTRAORDINÁRIA


O MOTIVO DO JEJUM DE DANIEL

“Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas completas”(Dn 10.2). A razão do seu lamento e tristeza acompanhada de jejum é certamente explicada pela data mencionada no versículo 1: "No terceiro ano de Ciro". É que por volta do terceiro ano de Ciro, a obra iniciada da reconstrução do templo, fora embargada (Ed 1-3; 4.4,5). Daniel, como patriota e membro da nação eleita, preocupava-se com o futuro de sua nação; como já vimos este exemplo na sua oração do capítulo 9. Contudo, havia ainda outro motivo para Daniel jejuar e orar: desejava entender melhor as visões e profecias que já havia recebido e ansiava por mais revelações do Senhor sobre o futuro de israel.


A DURAÇÃO DO JEJUM DE DANIEL

“Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca... até que se cumpriram as três semanas” (Dn 10.3). O presente versículo apresenta um jejum intensivo feito por Daniel por 21 dias. A perseverança do profeta na oração e no jejum por três semanas pela situação do povo em Jerusalém ocasionou a resposta divina (Dn 10.12). O israelita jejua quando está de luto (1Sm 31.13; 2Sm 1.12; 3.35), ou quando está em graves dificuldades e espera de Deus o auxílio de que necessita (2Sm 12.16; 1Rs 21.27; Sl 35.13). Também se jejua em preparação para receber a revelação de Deus, como b em pode ser depreendido do texto de Êx 34.28 e do presente texto, ou antes de um empreendimento difícil (Ed 8.21-23; Et 4.16) (SILVA, 1986, p. 187).


O TEMPO DO JEJUM DE DANIEL.

“E no dia vinte e quatro do primeiro mês...” (Dn 10.4). Alguns pesquisadores defendem que três dias depois do fim de seu jejum de três semanas, Daniel teve uma visão assustadora quando estava à beira do rio. Já outros dizem que a expressão “no dia vinte e quatro do primeiro mês” quer dizer que Daniel iniciou esta abstinência no terceiro dia do mês e concluiu no 24º dia. O rio Hidéquel traz este nome que em assírio e grego corresponde ao rio Tigre. Era um dos rios que assinalavam a localização do jardim do Éden (Gn 4.2,14) (SILVA, 1986, p. 187).


A RESPOSTA DO JEJUM

"[…] o príncipe do reino da Pérsia". (Dn 10.13). Esse “príncipe” não era de origem terrena, tratava-se de um anjo diabólico tão forte, que a vitória só foi decidida quando Miguel, o poderoso arcanjo, entrou em ação e assim a resposta da oração chegou a Daniel (Dn 10.13). Assim como Deus tem anjos que protegem nações, Satanás também tem os dele, que operam, mas a seu modo. Ao que parece, há anjos perversos específicos incumbidos nas diversas nações; que alguns estudiosos de angelologia chamam esses seres de "espíritos territoriais". Esse anjo mau da Pérsia controlava os destinos desse país, mas foi desbancado pelos anjos de Deus. “E eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia” (v. 13) (GILBERTO, 1984, p. 55).


GABRIEL E MIGUEL: DOIS MENSAGEIROS DO SENHOR

"[…] e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me..." (v.13). A expressão "primeiros" é literalmente "principais". Isto mostra que os anjos dividem-se em categorias, já a palavra "príncipe", no hebraico "sor", corresponde a “chefe; aquele que domina”. O arcanjo Miguel é anjo guardião de Israel (Dn 10.21; 12.1). A palavra “arcanjo” do grego “archangelos” significa “anjo principal”. O prefixo “arch” sugere tratar-se de um anjo chefe, principal ou poderoso. Na Bíblia Sagrada, mais precisamente em Judas v.9 e I Tessalonicenses 4.16, aparece a menção de apenas um arcanjo: Miguel. Seu nome em hebraico significa: “Quem é como Deus”. Nas Escrituras, Miguel é descrito como: o arcanjo (Jd v.9); o líder das hostes angélicas no conflito com Satanás e os seus anjos maus (Ap 12.7); um dos primeiros príncipes (Dn 10.13); “vosso Príncipe” (Dn 10.21); e o grande príncipe, “defensor dos filhos do teu povo” (Dn I2.I). Gabriel, cujo nome quer dizer “homem de Deus” ou “herói de Deus”. Significa, também, “o poderoso”, evidenciando o que o nome sugere (GILBERTO et al, 2008, p. 454,455).


IV - A DESCRIÇÃO DO HOMEM VESTIDO DE LINHO

Se considerarmos como dizem alguns teólogos que esse “homem vestido de linho” dos versículos 5 ao 9 é o mesmo ser que tocou e falou com Daniel nos versículos 10 a 15, então, teríamos de optar por Gabriel ou algum outro anjo, pois é impossível que Jesus precisasse da ajuda de Miguel para derrotar um anjo perverso como está escrito no versículo 13. Contudo, o ser que tocou Daniel e que falou com ele nos versos 10 a 15, não foi o mesmo “homem vestido de linho” que lhe apareceu na visão anterior. A descrição do “homem vestido de linho” assemelha-se a descrição do Cristo glorificado que encontramos em (Ap 1.12-16), e a reação de João frente a este homem “E, eu, quando vi, caí a seus pés como morto...” (Ap. 1.17) foi a mesma de Daniel “... e não ficou força em mim; e transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio, e não retive força alguma” (Dn 10.5). Esse homem em ambas referências era o Cristo pré-encarmado, pois a linguagem é semelhante nestes dois livros e as características também são as mesmas (Dn 10.5-9; comparar com (Ap 1.12-20). O ponto de vista da maioria dos estudiosos da escatologia bíblica, é que de fato, é a pessoa de Jesus no livro de Daniel. A vestimenta de linho fino, a veste celeste, os lombos cingidos de ouro puro, o seu corpo luzente como berilo, o rosto como um relâmpago, os olhos como tochas de fogo, os braços e os pés luzentes e como se fossem de bronze polido, e a voz como a voz de muitas águas, são características INERENTES EXCLUSIVAMENTE ao Filho de Deus e não de algum anjo seu.


CONCLUSÃO

Vimos que apesar de ter vivido durante oito décadas numa terra pagã, Daniel manteve seu coração e sua vida puros diante de Deus. Orava para que o remanescente que habitava em Jerusalém fosse um povo santo para o Senhor, a fim de que fossem abençoados em seu trabalho.


REFERÊNCIAS
ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. Mundo Cristão.
GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse. CPAD.
_______________. et al. Teologia Sistemática. CPAD.
SILVA, Severino Pedro da. Daniel versículo por versículo. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento. Vol. IV. Geográfica

01/11/2014

LIÇÃO 05 – DEUS ABOMINA A SOBERBA 4 º TRIMESTRE 2014 (Dn 4.1018) INTRODUÇÃO



Nesta quinta lição, veremos no mau exemplo do Rei Nabucodonosor, que a soberba é um grave pecado contra Deus. Estudaremos a definição da palavra soberba, as características deste sentimento e analisaremos as sérias consequências que ela (a soberba) proporciona. Também pontuaremos alguns exemplos de pessoas que foram soberbas na Bíblia.

I DEFINIÇÃO DA PALAVRA SOBERBA

A soberba é o encurvamento do homem a si mesmo. Soberbo no grego é huperephanos que significa:
mostrarse a si mesmo acima dos outros formada de huper que é muito acima de e da expressão phainomai que é aparecer, ser manifesto, embora muitas vezes denote preeminente, sempre é usado no NT no mau sentido de arrogante, desonesto, orgulhoso, altivo, soberbo (Lc 1.51; Rm 1.30; 2Tm 3.2; Tg 4.6; 1Pe 5.5) (VINE, 2002, p. 996 grifo nosso). Um outro termo equivalente é arrogância. O Aurélio define como: orgulho que se manifesta por atitudes altivas e desdenhosas (FERREIRA, 2004, p. 199). O termo derivase do hebraico zadôn e significa altivez, orgulho ou “soberba (Ml 3.15; 4.1; Sl 119.51,69,78,122; Jr 43.2). O orgulho é um pecado abominável diante de Deus (Pv 21.4; 6.16).

II CARACTERÍSTICAS DA GRANDEZA DA BABILÕNIA

O império babilônico recebeu na Bíblia Sagrada o título de "a jóia dos reinos, a glória e orgulho (soberba) dos caldeus...", e sua capital foi chamada de "cidade dourada" (Is 13.19; 14.4). Jeremias 51.41, diz de Babilônia: "A glória de toda terra". A cidade era extravagante; suntuosa além do que se possa imaginar; era sem rival na história do mundo. A grandeza do reino dos caldeus pode ser medida pelas dimensões e riquezas de Babilônia. Esta cidade ocupou uma área quadrada de 576 Km com avenidas de 45 metros de largura por 24 km de comprimento, que dividiam luxuosos quarteirões com exuberantes jardins, suntuosas residências, magníficos palácios e gigantescos templos. Um desses templos, dedicado a Bel, media 5 km de circunferência, e um dos palácios reais ocupava uma área superior a 12 km quadrados. Os historiadores afirmam que os muros de Babilônia eram duplos e alcançavam a altura de 112 metros, com uma largura de 24 metros [] essa grande metrópole inventou um alfabeto, resolveu problemas de aritmética, inventou instrumentos para medição do tempo, descobriu a arte de polir, gravar e perfurar pedras preciosas; alcançou grande progresso nas artes têxteis, estudou com êxito o movimento dos astros, concebeu a ideia da gramática como ciência e elaborou um sistema de leis civis. Em grande parte, a cultura dos gregos provinha de Babilônia (ALMEIDA, sd, p. 10 ).

III CARACTERÍSTICAS DA GRANDEZA DE NABUCODONOSOR

O profeta Jeremias, contemporâneo do período do exílio de Israel e Judá na Babilônia, diz que Deus chamou a Nabucodonosor de meu servo, seu significado evidentemente é "meu instrumento" (Jr 25.9; 27.6 e 43.10.). Na verdade, Nabucodonosor foi a vara de Deus de punição ao seu povo por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho da idolatria e dos costumes pagãos. Ao referir-se a Nabucodonosor, um escritor disse que: "o Império era ele e ele era o Império. Como supremo e absoluto [...] ele era o 'tudo', a majestade suprema... Além disso, desempenhou uma administração que conservou todas as nações em harmonia, bem como sob completa segurança e proteção. Jamais a história registrou um soberano político no trono do mundo maior do que ele. Ele a todos sobrepujou em glória, grandeza e majestade.

Assim, achou por bem Deus que lhe dera todo o poder e a glória (Dn 2.3738; Jr 25.9), honrálo no símbolo da cabeça de 'ouro fino' da estátua de seu impressionante sonho inspirado... É surpreendente notar que a interpretação de Daniel ignorou por completo, não somente os reis que precederam Nabucodonosor no trono de Babilônia como também os que lhe sucederam. Em toda a Terra e em toda a História não houve outro potentado que governasse o mundo tão a contento de Deus" (ALMEIDA, sd, pp. 11,12).

IV CARACTERÍSTICAS DA SOBERBA DE NABUCODONOSOR

O relato do quarto capítulo de Daniel demonstra o sutil, mas desastroso, efeito da soberba. Um comportamento excessivamente orgulhoso, arrogante e presunçoso caracteriza o sentimento da soberba. A ideia de poder sobre os outros por si só é uma loucura. "A soberba leva o homem a desprezar os superiores e a desobedecer as leis. Ela nada mais é que o desejo distorcido de grandeza" e completa: "a pessoa que manifesta a soberba atribui apenas a si próprio os bens que possui. Tem ligação direta com a ambição desmedida, a vanglória, a hipocrisia, a ostentação, a presunção, a arrogância, a altivez, a vaidade, e o orgulho excessivo, com conceito elevado ou exagerado de si próprio". Nabucodonosor concentrou todas estas características perdendose em si mesmo no mundo obscuro do orgulho.... Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei [...] para glória da minha magnificência? (Dn 4.30) (Revista Ensinador Cristão. Editora CPAD. p. 38).

V EXEMPLOS NEGATIVOS NA BÍBLIA DE SOBERBA

A soberba é o orgulho excessivo que uma pessoa demonstra e não tem nenhum senso de autocrítica. É como uma doença contagiosa que se aloja no coração do homem e ele perde a capacidade de admitir que para viver no mundo dos homens precisa lembrar que o outro existe. A falta do senso de autocrítica o faz agir irracionalmente (Sl 101.5; 2 Cr 26.16).
A soberba nada mais é do que o egoísmo na sua mais alta plenitude. Uma pessoa soberba é capaz de menosprezar até o poder de DEUS, achando que não precisa Dele. A Bíblia nos mostra que a soberba torna os olhos altivos, apodrece a alma (Pv 21.4) e cega a vista (1 Tm 3.6; 6.4). Vejamos:

A história de Lúcifer inferese em dois textos proféticos de Isaías e Ezequiel nos quais, encontramos em linguagem metafórica, a história literal da queda de Lúcifer, perdendo sua posição na presença de Deus. Ele é identificado na Bíblia como Diabo, Satanás (Is 14.1316; Ez 28.14,16). Essas duas escrituras revelam que Lúcifer perdeu seu status celestial na presença de Deus por causa da sua soberba. Por isso, a soberba é um pecado do espírito humano, que afeta diretamente as relações verticais do homem com Deus.

Rei Saul é outro exemplo negativo do significado da soberba. Saul começou bem o seu reinado, até que se deixou dominar por inveja, ciúmes e, então, começou a agir irracionalmente. A presunção de se achar superior a tudo, o levou a agir com atitudes arbitrárias dentro do Palácio e nos assuntos do reino. Foram atitudes que feriam princípios morais, políticos e espirituais de Israel. Sua arrogância o fez praticar ações que não competiam à sua alçada e, por isso, foi lhe tirado a graça de Deus na sua vida. Então passou a agir irrefletidamente dominado pela soberba que fez Deus rejeitálo, porque sua desobediência era fruto da soberba (1 Sm 9.26; 10.1; 15.2,3,9; 15.23).

O Rei Herodes é outro personagem que se destaca na Bíblia por sua soberba Ele era um homem altivo, presunçoso e teve um fim triste para a sua história. Em Atos dos Apóstolos está registrado sua arrogância (At 12.1,2; At12.311; At 12.21,22). Para que todos entendessem que Deus não aceita que se zombe da sua soberania e justiça, enviou o seu anjo que feriuo..., porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou (At 12.23).

Nabucodonosor é o grande exemplo do perigo da arrogância. Por esta causa ele perdeu seu trono e seu reino. A soberba é um dos pecados do espírito humano que afeta diretamente a soberania de Deus. Por causa da sua arrogância contra o cetro do Deus Altíssimo, Nabucodonosor, assim como a árvore do sonho, foi cortado até a raiz (Dn 4.18). A profecia cumpriu-se integralmente na vida deste rei, e ele, depois de humilhado, perdeu a capacidade moral de pensar e decidir porque seu coração foi mudado, de coração de homem(Dn 4.16) para um coração de animal (Dn 4.25).

VI ENSINOS SOBRE SOBERBA E A ARROGÂNCIA

Nos dias de Daniel, Nabucodonosor era o rei do maior império da época de 605 a 562 a.C. Certa ocasião, quando ele passeava no palácio real de Babilônia, disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência? (Dn 4.30). Quando ele reconheceu que o poder e a soberania pertence única e exclusivamente a Deus, foi restabelecido o seu reino e sua glória foi acrescentada (Dn 4.35,36).

Vejamos o que a Bíblia nos diz sobre a soberba:

Vindo a soberba, virá também a afronta... (Pv 11.2). A soberba conduz a afronta. A Bíblia está repleta de exemplos: Golias desafiou o exército de Israel (I Sm 17.810); Hamã desejou exterminar Mardoqueu e o povo judeu (Et 3.615); o rei Belsazar tomou vinho juntamente com seus oficiais, suas mulheres e concubinas nos utensílios da casa de Deus (Dn 5.23).

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda (Pv 16.18). O fim do soberbo é sempre trágico. Golias foi morto por Davi, um pastor de ovelhas (I Sm 17.4854); Hamã conduziu Mardoqueu pelas ruas da cidade, gritando: assim se fará ao homem cuja honra o rei se agrada, e, depois, foi morto na forca que preparou para Mardoqueu (Et 6.11; 7.10); e o rei Belsazar foi morto na mesma noite que bebeu vinho nos utensílios do templo (Dn 5.30).

Abominável é para o Senhor todo altivo (soberbo) de coração (Pv 16.5). A palavra abominar deriva-se do hebraico: nã'ats e significa desprezar, rejeitar, abominar. Também tem o sentido de aborrecer, detestar e odiar. Deus abomina o orgulho porque conduz o homem a uma falsa sensação de independência, auto suficiência e superioridade aos demais; sentimentos estes, condenados na Palavra de Deus (Pv 6.17; 8.13; Ob 1.3; Lc 14.11; At 17.28; Fp 2.3).

CONCLUSÃO

Vimos que Deus não derrama Seu juízo antes de chamar o homem ao arrependimento. O Senhor deu doze meses para Nabucodonosor se arrepender, porém, ele exalta-se em vez de dar glória a Deus (Dn 4.2930).Eu edifiquei”; pela força do meu poder para a glória da minha majestade. Quando o homem não escuta a voz da graça, ouve a trombeta do juízo. O orgulho é algo abominável para Deus, pois Ele resiste ao soberbo (Tg 4.6).

REFERÊNCIAS
ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual: o legado do livro de Daniel para igreja hoje. CPAD
CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
_______________. O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. HAGNOS.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.