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01/06/2013

LIÇÃO 09 – A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE - 2º TRIMESTRE 2013 (I Ts 4.3-5; 5.23; I Pe 1.14-16)



INTRODUÇÃO

Uma das características do presente século é a promiscuidade e a perversão sexual. Diariamente, as famílias são bombardeadas por orientações sexuais ilícitas e estímulos à práticas sexuais antibíblicas, principalmente através da mídia. Por isso, faz-se necessário estudarmos sobre a sexualidade à luz da Bíblia. Veremos nesta lição: a definição do termo sexualidade; que o sexo foi criado por Deus; que o ato conjugal deve estar restrito ao casamento; os propósitos do sexo; quais são as práticas sexuais ilícitas e as motivações para o ato conjugal.

I –DEFINIÇÃO DA PALAVRA “SEXUALIDADE” E “SEXO”
O Aurélio define a palavra sexualidade como: “qualidade de sexual. O conjunto dos fenômenos da vida sexual. Sexo”. Já o termo “sexo” por sua vez, significa: “conformação particular que distingue o macho da fêmea, nos animais e nos vegetais, atribuindo-lhes um papel determinado na geração e conferindo-lhes certas características distintivas”. À luz da Bíblia, sexo são “as características internas e externas, que identificam e diferenciam o homem da mulher”.

II – O SEXO FOI CRIADO POR DEUS Quando criou o ser humano, a Bíblia revela que Deus os fez sexuados: “homem e mulher os criou” (Gn 1.27). A benção do Senhor estava sobre aquele casal heterossexual e Deus lhes deu a seguinte ordem: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). O sexo dentro do casamento não se constitui pecado, pois este e outros textos nos revelam que foi Deus quem o criou (Ec 9.9; Pv 5.15-19; Hb 13.4). Logo, a natureza do sexo em si não é pecaminosa nem má, como acreditam e defendem alguns de forma equivocada (I Tm 4.1-3). O sexo fez parte da constituição física e emocional do ser humano, no momento da sua criação (Gn 1.27). Assim, à luz da Sagrada Escritura não é correto ver o sexo como coisa imoral, feia ou suja, pois Deus não fez nada ruim: “e viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1.31).

III – A RELAÇÃO SEXUAL ESTÁ CIRCUNSCRITA AO CASAMENTO

No Antigo Testamento.
No plano original divino, a ordem de crescer e multiplicar-se foi dada a um casal (Gn 1.28). As páginas veterotestamentárias nos mostram claramente que somente nesta condição o ato conjugal é aceito e aprovado por Deus (Gn 2.24); pois, é por meio do casamento que marido e mulher tornam-se “uma só carne” (Gn 2.24), segundo a vontade de Deus. Em Cantares de Salomão, vemos a exaltação do amor conjugal entre os casados, e não entre solteiros (Ct 4.1-12). Portanto, os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados (Pv 5.15-19: Hb 13.4).  

No Novo Testamento.
O NT preservou as atitudes judaicas do AT quanto ao sexo. Jesus condenou não só as práticas sexuais fora do casamento, como também o “simples” olhar com intenção impura para uma mulher (Mt 5.2-32). O apóstolo Paulo, de igual forma, ensinou aos crentes de Corinto como eles deveriam se portar quanto ao sexo (I Co 7.1-40). Aos casados, o apóstolo orienta que pratiquem o ato sexual regularmente (I Co 7.3), e só deixem de desfrutar do ato conjugal com finalidades espirituais, como dedicar-se à oração, por exemplo, por um espaço de tempo combinado entre o casal, a fim de não se exporem às tentações de Satanás, inclusive, ao adultério (I Co 7.5). E, aos solteiros, ele afirmou que aqueles que não puderem conter-se, ou seja, controlar-se, que se casem, a fim de evitar as tentações e possam praticar o ato sexual de forma legítima (I Co 7.9).

IV – PROPÓSITOS DO SEXO SEGUNDO A BÍBLIA
Não existe apenas uma finalidade para a prática da relação sexual. As Escrituras Sagradas nos mostram quais os propósitos pelos quais Deus criou o sexo. Vejamos as principais:

Procriação.
Sem dúvida alguma, o primeiro propósito do ato sexual é a reprodução humana (Gn 1.28). A procriação é o ato criador de Deus, através do homem. Para tanto, o Senhor dotou o homem de capacidade reprodutiva, instituindo o matrimônio e a família (Gn 2.21-24). No AT, a “lua de mel” para o soldado durava um ano, com o fim de proporcionar ao casal a possibilidade da procriação (Dt 24.5).

Satisfação.
O ato conjugal também foi criado para proporcionar prazer ao casal. A Bíblia diz: “Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.15-18). O sábio exorta os cônjuges a desfrutarem do sexo, sem ao menos mencionar os filhos. Neste capítulo, o homem é incentivado a valorizar a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade e o prazer (Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9).

V – PRÁTICAS SEXUAIS REPROVADAS PELA BÍBLIA
Já vimos que o sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano. No
entanto, desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados de modo irresponsável (Rm 1.24-27). No quadro abaixo elencaremos algumas práticas sexuais reprovadas pelas Escrituras:

Fornicação - Relação sexual entre pessoas não casadas.
ü  A Bíblia restringe o ato sexual apenas aos casados. Portanto, praticá-lo antes do casamento se constitui em transgressão (Gl 5.19-21; Ef 5.3; Cl 3.5).

Adultério - Relação sexual de um homem casado com uma mulher que não é a sua esposa, ou vice-versa.
ü  Prática condenada pela Bíblia Sagrada (Êx 20.14; Dt 5.18; Mt 5.27; Rm 13.9).


Homossexualidade - Atração erótica entre pessoas do mesmo sexo. É conhecida também como pecado de Sodoma, já que nessa cidade foi praticado de forma generalizada (Gn 19.1-11).
ü  Considerada pela Bíblia uma das perversões mais chocantes. Por isso, é por ela condenada (Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22-25; Rm 1.25-27; I Co 6.9; I Tm 1.9,10).

Masturbação - Vício solitário; autoerotismo.
ü  Embora não conste em nenhum lugar da Bíblia a referência explícita a masturbação, existem passagens que tratam desse assunto de forma implícita, por exemplo: Onã foi morto pelo Senhor porque derramava sua semente em terra (Gn 38.1-11). Por isso, Aurélio define a masturbação como “onanismo”. Ainda há que se acrescentar que três coisas classificam esta prática como pecado, a saber: (1) as fantasias que levam a pessoa a cometer este ato é condenável (Mt 5.28); (2) O ato sexual foi criado para ser praticado por um casal, e não por uma pessoa sozinha; e, (3) como na prostituição, a pessoa peca contra o próprio corpo, assim sucede com a masturbação (I Co 6.18). Confira ainda: (Rm 6.13,19; I Co 6,13,15,18; Gl 5.19; Ef 5.3).

Perversões - Corrupção, desmoralização, depravação; alteração; transtorno; qualquer anomalia do comportamento sexual.
ü  Nas Escrituras Sagradas encontramos contidas severas reprovações quanto a perversões sexuais, tais como: zoofilia -sexo com animais- (Lv 18.23); estupro (Gn 34.2,7; II Sm 13.12); incesto - sexo entre familiares próximos (Lv 18.7-19; I Co 5.1); pedofilia (Ef 4.19-22; Gl 5.19-21); práticas sexuais fora do padrão (I Co 6.19,20; I Pe 3.7).

VI - QUAIS MOTIVAÇÕES DEVEM CONDUZIR O CASAL AO SEXO
O dicionário Aurélio diz que a expressão “motivo” do latim “motivu”, “que move” quer dizer: “fim, intuito”. Fica claro que a palavra motivação alude a intenção, propósito ou objetivo com que fazemos as coisas. Eis alguns motivos que devem levar o casal cristão ao ato sexual:

O amor. Ao contrário do modo de vida das pessoas que não conhecem a Palavra de Deus e praticam o sexo por mero prazer, o cristão é orientado a praticar o ato conjugal motivado pelo amor: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (I Co 7.3). Benevolência e amor andam juntos, pois “o amor é benigno” (I Co 13.4).

Respeito. O ato sexual entre cristãos deve ser feito com respeito, pois o amor “não se porta com indecência” (I Co 13.5). Portanto, o marido deve honrar o corpo da esposa, e a esposa o corpo do marido, como nos ensina o apóstolo Pedro (I Pe 3.7). Portanto, o cônjuge não pode ser forçado a fazer sexo quando não quer e não pode, principalmente a mulher, em casos específicos, tais como: período de menstruação (Lv 18.19,20), nem no período pós-parto, e, por fim, em casos de doença.

Alegria. O ato conjugal não deve ser praticado com tristeza ou insatisfação; mas, com alegria, pois é um momento de prazer mútuo entre os cônjuges. A recomendação do sábio é clara: alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.18).

CONCLUSÃO
Como pudemos ver, o sexo foi criado por Deus. Ele criou macho e fêmea e lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Mas, o propósito de Deus é que o sexo seja praticado dentro do casamento, entre marido e mulher. Toda prática sexual fora do casamento é uma transgressão à Lei divina, assim como as perversões sexuais, tais como: adultério, homossexualismo, prostituição, masturbação, dentre outras, que são terminantemente proibidas na Palavra de Deus. Por isso, os cônjuges devem desfrutar dessa bênção dada por Deus, que é o ato conjugal, desde que esteja dentro dos princípios bíblicos.

REFERÊNCIAS
ARÉVALO, Waldir Moreno. O sexo que Deus criou. MPT.
CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos e Amados. CPAD.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
DANIELS, Robert. Pureza Sexual. CPAD.

26/04/2013

LIÇÃO 04 – A FAMÍLIA SOB ATAQUE - 2º TRIMESTRE 2013 (Ef 5.1-6)




INTRODUÇÃO

Sendo uma instituição criada por Deus, a família é alvo de ataques por parte do mundo e do Diabo. Por isso, é preciso entender de que forma ela pode se proteger contra estas afrontas. Estudaremos nesta lição quais os ataques que as famílias tem enfrentado e como o mundo materialista e hedonista tem ofendido a moral e a ética cristã.

I - DEFINIÇÃO DO TERMO “ATAQUE”

Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra ataque significa: “assalto, investida, agressão, ofensa, injúria, insulto”. Aplicando ao contexto da lição, o ataque refere-se a todo o investimento de Satanás por meio da educação, do sistema político, da religião, da sociedade sem Deus e etc (II Co 10.4-5; Cl 2.8; Tg 3.15).

II – OS MEIOS DE AFRONTAS DE SATANÁS CONTRA AS FAMÍLIAS

O primeiro ataque ao casamento ocorreu no Éden. Ao longo dos tempos, o inimigo vem bombardeando continuamente à família de diversas maneiras. Essa sociedade sem Deus, materialista e hedonista tem atacado as famílias de várias formas.

Vejamos por onde a família é afrontada:

Através da infidelidade conjugal como algo normal. A vontade de Deus é que os cônjuges se amem mutuamente (Ef 5.25; Tt 2.4) fugindo da infidelidade (1 Co 6. 1 8).
Através da ausência de Deus no lar. Cada membro da família, deve tomar a decisão de servir ao Senhor, sem nunca descuidar-se do culto doméstico (Js 24.15);
Através da inversão de valores. Nesta sociedade corrompida e perversa (Fp 2.15) em que o mundo jaz no maligno (I Jo 5.19), não é de se estranhar que a humanidade viva uma inversão dos valores e dos padrões morais. Algumas famílias estão sendo destruídas por novelas iníquas, escritas e produzidas por pessoas distanciadas dos valores legitimamente cristãos, e pelas publicações que zombam da Palavra de Deus (Is 5.20).

III – A FAMÍLIA E OS CONSTANTES ATAQUES DE SATANÁS

Desde a sua origem que a família tem sido alvo de constantes ataques do reino das trevas. Quer seja através da inversão dos valores, da música ou dos meios de comunicação. O diabo tem investido fortemente contra a “célula mãe” da sociedade, A FAMÍLIA. Vejamos, então, alguns desses ataques:
Música profana. A música exerce uma influência muito grande na vida do ser humano. Ela é uma arma tão poderosa que pode até influenciar no comportamento das pessoas. Sabendo disso, Satanás tem se utilizado da música com letras profanas e indecorosas induzindo as pessoas a um comportamento errado (Fp 4.8; Cl 3.16).

Pornografias e perversões. É a representação, por quaisquer meios, de cenas ou objetos obscenos, destinados a serem apresentados a um público e também expor práticas sexuais diversas, com o intuito de despertar desejo sexual no observador, como por exemplo: revistas, filmes etc (Sl 101.3; I Co 6.12-19; Ef 5.3; Gl 5.19).

Na educação secular. O estado materialista e ateu sabe que é importante controlar as escolas. O Diabo sabe o quanto é imprescindível ter o controle do sistema educacional. Para tanto, procura promover educadores materialistas e ateus, dando-lhes, através da política, ou do sistema, diretores que não creem em Deus; professores que rejeitem a Bíblia, e escarneçam da fé cristã e dos bons usos e costumes (I Co 2.4; Tg 3.15).

Mídia e dos meios de comunicação. Não podemos negar a importância dos meios de comunicação para a sociedade moderna. No entanto, é notório que os meios de comunicação são mais utilizados à serviço do mal do que do bem.
Através destes, a família tem sido bombardeada por uma verdadeira onda de pornografia e pornofonia através de diversos estímulos à práticas pecaminosas e diabólicas que tem o “poder” de modificar a visão das coisas com sua programação estimulando a infidelidade, o homossexualismo, o divórcio, a violência etc, trazendo prejuízos irreparáveis para a família (Mt 26.41; Hb 12.14).

Internet. Quase tudo hoje é possível fazer através da internet: ler, vender, comprar, pesquisar etc. Quando bem utilizada, a internet pode até servir para o crescimento e edificação espiritual. No entanto, uma boa parte dos internautas encontram na internet a oportunidade de praticarem atos imorais, tais como: pedofilia, sexo virtual, acessar sites pornográficos etc (1 Co 6.18-20).

IV – A EDUCAÇÃO MATERIALISTA COMO UM DESAFIO PARA FAMÍLIA

A educação centralizada no materialismo e inspirada no liberalismo social em seus discursos acadêmicos demagógicos tem como propósito descartar completamente a pessoa de Deus do contexto educacional da sociedade. Como cristãos precisamos investir não só na educação secular de nossos filhos, mas também na educação cristã, que é essencial para vencermos o mundo. Eis alguns males causados pela educação materialista:

Nega a existência de um Deus único e verdadeiro (Sl 14:1);
Tenta incutir na mente das crianças, adolescentes e jovens, um modelo de vida e pensamento contrário ao que as Escrituras nos oferece (Fl 4:8; 1 Tm 4:12);
Vê o cristianismo como um mal à sociedade (Mt 11:28-30; Jo 14:1-6); (4) Procuram passar a ideia de que o mais importante é buscar conhecimento e capacitação sem precisar conhecer a Deus. Porém, esta “sabedoria” é diabólica e humana (1 Co 1:18-25; 2:2-16; Tg 3:13-18).

Quais os principais ensinamentos da educação materialista?
Nas salas de aula das escolas seculares, os alunos aprendem que Deus não existe; que o homem veio de um organismo celular, que surgiu por acaso, evoluiu, por acaso, e chegou a ser um ser humano, por acaso. É o materialismo endeusado nas escolas estatais. Vejamos quais ataques que os alunos enfrentam nestas instituições:
Antropocentrismo – O homem como centro de tudo, detentor e promotor de sua própria felicidade;
Ateísmo – doutrina que nega a existência de Deus;
Filosofias Orientais – Pensamentos positivos, liberação de energias positivas, yoga, meditação transcendental;
Valores Morais relativizados – Uma vez descartada a pessoa de Deus, Sua Palavra perde o sentido, e os valores morais e absolutos que tinham Deus como sua fonte, passam a dar lugar a uma relativização moral onde não há verdade absoluta e onde a promiscuidade e a libertinagem comportamental e´defendida;
Deseducação sexual – O ensino materialista estimula a prática sexual “livre e sem culpa”, descartando todo o princípio moral absoluto. Podemos notar que tudo isso é um sinal dos últimos tempos (1 Tm 4:1-3; 1 Pe 3:1-5).

A FAMÍLIA CRISTÃ E A INTEGRIDADE NO MUNDO RELATIVISTA

Integridade significa dizer que é dever de todo cristão viver uma vida íntegra, ou seja, uma vida reta, “perfeita”, independente do modelo e dos padrões da sociedade moderna. Como disse o Senhor por intermédio do profeta Malaquias:
Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve” (Ml 3.18), demonstrando, assim, que o mundo deve ver esta diferença. Jesus disse que somos sal da terra e luz do mundo; e que a nossa luz deve resplandecer diante dos homens (Mt 5.13-16). Vejamos algumas definições:

TERMO DEFINIÇÃO SIGNIFICADO

Integridade Deriva-se do verbo “integrar”, que significa “tornar unido para formar um todo completo ou perfeito” Retidão, perfeição. Um homem íntegro é um homem reto, “perfeito”.
Relativismo Doutrina que faz depender a verdade do indivíduo, ou do grupo, ou do tempo e lugar.
Aquilo que é visto como correto para um, pode ser visto como errado para outro.

ATITUDES DA FAMÍLIA CRISTÃ NO MUNDO RELATIVISTA

A palavra de Deus, como regra de fé e prática do cristão, não admite posições relativistas, no que concerne a moral ou a ética familiar (Sl 119.9,11,105; Jo 17.17). Vejamos, então, a atitude que a família cristã deve ter neste mundo relativista:

Não amar o mundo (sistema) (I Jo 2.15). A palavra mundo, neste texto, não se refere a humanidade, e sim, ao sistema corrompido e perverso. Como cristãos não devemos amar as coisas deste mundo, tais como: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo 2.16);

Não nos conformar com o mundo (prática) (Rm 12.2). A expressão “não vos conformeis” tem o sentido de “não tomeis a forma” ou “não sejas igual”. Em outras palavras, o apóstolo Paulo estava dizendo: não queira ser igual ao mundo. Seja diferente! O mundo precisa ver em nós essa diferença (II Rs 4.9; I Tm 4.12);
Não ser amigos do mundo (forma de pensar) (Tg 4.4). O apóstolo Tiago nos adverte que “qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus”. Ser amigo do mundo significa compartilhar como o modo de viver deste mundo que jaz no maligno (I Jo 5.18,19).

CONCLUSÃO

Vimos nesta lição que as famílias tem sido atacadas através de vários meios. Satanás tem utilizado diversas formas sutis para destruir as famílias. Porém, também analisamos que, por meio da Palavra de Deus, podemos vencê-lo e salvaguardar nossos filhos e cônjuges em perfeita paz e comunhão.

REFERÊNCIAS
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
LOPES, Hernandes Dias. Casamento, divórcio e novo casamento. HAGNOS

16/03/2013

LIÇÃO 11 – OS MILAGRES DE ELISEU - 1º TRIMESTRE 2013




INTRODUÇÃO

Os poderosos milagres do Senhor através do profeta Eliseu (2 Rs 2.21,22; 4.36,37; 4.43; 5.14; 6.6; 7.1), mostram que Deus controla não apenas os grandes exércitos, mas também os acontecimentos da vida cotidiana. Quando ouvimos e obedecemos a Deus, Ele nos mostra seu poder de transformar qualquer situação. O cuidado de Deus é para todos aqueles que estão dispostos a segui-lo. O Senhor tem todo o poder para realizar milagres em nossa vida (Gn 5.24; Êx 3.2; Nm 22.28; Js 3.16; At 3.1).

I – A PORÇÃO DOBRADA DO ESPÍRITO

Antes de ser levado aos céus, Elias perguntou a Eliseu o que ele desejava receber para exercer o seu ministério. Eliseu então sabiamente lhe respondeu: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (II Rs 2.9-b). Segundo Donald C. Stamps, comentarista da Bíblia Pentecostal, o termo “porção dobrada” não significa terminantemente o dobro do poder espiritual de Elias; refere-se antes, ao relacionamento entre pai e filho, em que o filho primogênito recebia o dobro da herança que os demais (Dt 21.17). Eliseu estava pedindo que seu pai espiritual lhe conferisse uma medida abundante do seu espírito profético, para, deste modo, ele executar a missão de Elias. É um fato curioso que o número de milagres que Deus operara por intermédio de Eliseu foi o dobro do que realizara através de Elias. Vejamos isso no quadro abaixo:

MILAGRES DE ELIAS REFERÊNCIA

Profetizou que não choveria por três anos e meio e não choveu I Rs 17.1 / Tg 5.17
Disse que a farinha e o azeite da viúva se multiplicariam I Rs 17.14-15
Orou para que o filho da viúva ressuscitasse e ele reviveu I Rs 17.21-22
Orou para que caísse fogo do céu sobre o altar e assim aconteceu I Rs 17.37-38
Pediu que caísse fogo do céu sobre os soldados e eles foram consumidos II Rs 1.9-12
Feriu com a capa as águas do Jordão e ele se abriu II Rs 1.8

MILAGRES DE ELISEU REFERÊNCIA

O rio Jordão é separado II Rs 2.14
As águas perto de Jericó são saradas II Rs 2.19
As ursas devoram os rapazinhos por ordem de Eliseu II Rs 2.23-24
Vinte pães satisfazem cem homens II Rs 4.42-44
O azeite da viúva é multiplicado II Rs 4.1
O filho da sunamita é ressuscitado II Rs 4.31
A comida envenenada é purificada II Rs 4.38
Naamã é curado da lepra II Rs 5.1
Geazi é punido com a lepra de Naamã II Rs 5.20-27
O machado flutua II Rs 6.1
Soldados inimigos cegados II Rs 6.18
Um homem ressuscitado quanto tocou nos ossos do profeta II Rs 13.20-21

II – TRÊS PROPÓSITOS DOS MILAGRES

Glorificar a Deus. Os milagres narrados nas Escrituras, tanto no Antigo como em o Novo Testamento, objetivam a glória de Deus. Em nenhum momento encontramos os profetas e apóstolos, buscando chamar a atenção para si (II Rs 5.15,16; Dn 2.27,28; At 3.8,12; 14.14,15);
Dar uma resposta a necessidade humana. Todos os textos narrando os milagres realizados através de Eliseu deixam bem claro que os mesmos ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também em resposta ao sofrimento humano (2 Rs 4. 1-7; 4. 8-38; 5.1-19; 6.1-7);
Propiciar evidências para que haja fé em Deus. Os milagres operados pelo profeta Eliseu são uma clara demonstração do poder de Deus. Todos eles tiveram como propósito especifico despertar a fé no único Deus Verdadeiro, que demonstra a sua graça e glória nas mais diferentes situações na vida, como o general Naamã que recebeu uma cura divina (2 Rs 5.1-19).

III - A CONTEMPORANEIDADE DOS MILAGRES

Há os que defendem a teoria de que os milagres eram restritos à era apostólica e afirmam que os sinais sobrenaturais e os dons do Espírito Santo, foram enviados com o propósito exclusivo de confirmar a divindade de Jesus, e autenticar os primeiros pregadores do Evangelho e sua mensagem. Argumentam também que a necessidade de tais manifestações sobrenaturais cessaram depois de completado o Novo Testamento, porém a Bíblia nos mostra que os milagres de Deus são necessários ainda hoje, porque confirmam a pregação do evangelho (Mc 16.20). Jesus fez uma excelente promessa dizendo: “E estes sinais seguirão aos que crerem” (Mc 16.17). Logo, a manifestação de sinais ficou restrita a era dos apóstolos, pois a fé é a principal condição para que estes sinais ocorram (Mt 21.22; Jo 11.40). É necessário destacar também que dentre as insondáveis riquezas espirituais que Deus coloca à disposição da sua Igreja na terra, destacam-se os dons sobrenaturais do Espírito Santo, entre os quais estão os dons de poder (I Co 12.7-11). Como o próprio nome já diz, são dons que transmitem poder, através de operações sobrenaturais. É o poder de Deus concedido ao crente para ele realizar maravilhas:
O Dom da Fé (I Co 12.9). Esse Dom opera frequentemente em conjunto com os dons de curas e operação de maravilhas. Não se trata da fé natural nem da fé para a salvação, mas uma Fé sobrenatural capacitando o crente a crer em Deus, para a realização de milagres extraordinários como a cura de doenças incuráveis, ressurreição de mortos ou a realização de coisas impossíveis pelos meios naturais. O Dom da Fé é a capacitação sobrenatural do crente para crer no impossível (Gn 22.5; Mt 8.1-3; Mc 1.22-24; Lc 17.6; Hb 11);
Os Dons de Curar (I Co 12.9). Os dons de curar são dados à Igreja para, por meios divinos, proporcionar a restauração da saúde do corpo físico. A palavra “dons” no plural pode sugerir a multiplicidade desses dons, bem como a cura de diferentes tipos de enfermidades, de acordo com o Dom que se recebe (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30; 19.11,12; 28.7,8). Os dons de curar não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (I Co 12.11,30), todavia, todos podem orar pelos enfermos, na autoridade do nome de Jesus (Mc 16.17,18), e havendo fé, os enfermos serão curados. Pode haver também cura de enfermidades através da unção com óleo, conforme ensinou o apóstolo Tiago (Tg 5.14-16);
Dom de Operação de Maravilhas (I Co 12.10). Esse Dom manifesta-se como os demais, de maneira sobrenatural, geralmente sendo uma intervenção divina nas leis da natureza. É Deus modificando as leis naturais para manifestar o seu supremo poder (Js 10.12-14; At 9.36-42; 20.9-12). Sempre que o Dom de Operação de Maravilhas se manifesta, os resultados são imediatos e visíveis (At 2.43; 8.5-8,13; 19.11).

IV - COMO RECEBER O MILAGRE DE DEUS

Podemos destacar o personagem bíblico Naamã, como alguém que tomou as atitudes certas para receber o milagre de Deus. Vejamos quais foram:
Naamã creu. Ao ouvir por sua esposa o que havia sido dito por uma menina que estava em sua casa, de que havia um profeta em Samaria que poderia conduzi-lo a cura de sua lepra ele creu: “Então foi Naamã e notificou ao seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel” (II Rs 5.4);
Naamã buscou ao Senhor. A Bíblia diz que Naamã residia na Síria e o profeta estava em Samaria. No entanto, motivado pela fé, ele foi em busca do homem de Deus a fim de receber o favor divino: “Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu” (II Rs 5.9);
Naamã se humilhou. A princípio, o general sírio, não gostou da forma como o homem de Deus lhe tratou e do que recomendara fazer para que fosse curado. Por ser uma autoridade esperava um tratamento diferenciado segundo seus próprios conceitos (II Rs 5.10-12). Porém ao ser aconselhado servos que foram com ele a casa do profeta Eliseu, ele resolveu deixar o seu ego de lado e se submeter a direção divina dita pelo profeta: “Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus” (II Rs 5.14-a);
Naamã perseverou. O texto bíblico nos informa que além do profeta anunciar o lugar onde o general haveria de mergulhar, diz também quantas vezes era necessário. Isto exigia de Naamã agir com perseverança: “Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado” (II Rs 5.14).

CONCLUSÃO

Os milagres são operações de caráter divino, fazendo intervenções na esfera física podendo ser vistos na cura de doentes, na multiplicação de víveres, na intervenção sobre os elementos da natureza e até na ressurreição de mortos. Mas os milagres ainda seguem um padrão: eles seguem os que creem, conforme (Mc 16.17). Esperar milagres da parte do Senhor é importante, mas não é a essência da vida cristã; e a presença constante de milagres não garante necessariamente a fé e a fidelidade das pessoas. Devemos aprender que precisamos ter comunhão com o Senhor Deus, independente de que Ele realize milagres ou não.

REFERÊNCIAS

CHAMPLIN, R.N. Enciclopedia de Bíblia Teologia e Filosofia. HAGNOS.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.