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15/02/2014

LIÇÃO 07 – OS DEZ MANDAMENTOS DO SENHOR - 1º TRIMESTRE 2014 (Êx 20.1-5, 7-10, 12-17)


INTRODUÇÃO

Um dos aspectos mais importantes da experiência dos israelitas no monte Sinai foi o recebimento da Lei de Deus, através do seu líder, Moisés. Nesta lição relataremos o pacto de Deus com o seu povo, Israel; veremos a necessidade e o objetivo da Lei; falaremos sobre a importância do Decálogo quanto a todo conteúdo das Escrituras, e, por fim, destacaremos que Cristo é o objetivo da Lei para justiça de todo aquele que crê.

I – O PACTO DE DEUS COM O POVO DE ISRAEL NO SINAI

Lembrando o grande livramento.
Deixando Elim, os israelitas chegaram ao deserto de Sim, e dali foram a Refidim, onde montaram acampamento (Êx 16.1; 17.1). No terceiro mês após o êxodo, alcançaram o deserto do Sinai (Êx 19.1). Ali Moisés recebeu uma comunicação de Deus para transmitir ao povo o grande livramento que Ele havia feito tirando-os do Egito: “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre as asas de águias, e vos trouxe a mim” (Êx 19.4). Com esta metáfora, Deus descreveu o êxodo e a jornada para o Sinai. As águias, comumente, tiram seus filhos dos ninhos e leva-os sobre as asas para ensiná-los a voar. No seu cântico final, Moisés empregou essa figura de linguagem para retratar o cuidado de Deus por Israel e que só o Senhor podia fazer tal coisa (Dt 32.11,12).

O pacto no monte Sinai.
Foi ao pé do monte Sinai que Deus fez uma aliança com Israel exigindo obediência irrestrita aos seus mandamentos e fazendo-lhes preciosas promessas (Êx 19.5,6). O termo pacto ou aliança em hebraico é de berit, e berit karat que significa “fazer (lit. „cortar‟ ou „lapidar‟) uma aliança”. Uma aliança é um acordo feito entre duas ou mais pessoas. Por isso, após ouvir os detalhes do pacto bilateral, o povo de Israel respondeu com entusiasmo positivo (Êx 19.7,8).

A ratificação da aliança.
Em (Êx 19.9-25) para gravar na mente dos hebreus a importância do pacto da Lei, Deus se apresentou na nuvem e pronunciou os Dez Mandamentos em voz forte (Êx 19.9,19). A santidade de Deus foi destacada pelos preparativos que Israel fôra orientado a fazer. Eles deveriam se santificar e lavar as suas vestes (Êx 19.10-15). Moisés foi instruído a marcar um limite em torno do monte Sinai para que os israelitas não o tocassem. Dessa forma, eles aprenderam a grandeza inacessível e sua sublime majestade (Êx 19.12-25). No capítulo 24 do livro do Êxodo, Deus ratificou o pacto entregando a Moisés os mandamentos escritos em pedra por suas próprias mãos (Êx 31.18; Dt 9.10).

II – A NECESSIDADE E O OBJETIVO DA LEI

Todo o povo precisa ter leis, e até as tribos mais primitivas contam com sua legislação, formal ou informal. Com o povo de Israel não podia ser diferente. Deus revelou sua Lei para os israelitas no Sinai (Êx 20.1,2). A Lei era necessária por pelos menos três motivos:

  • Proporcionar uma norma moral para os redimidos.
    A Lei revelava a vontade de Deus quanto a conduta do seu povo (Êx 19.4-6; 20.1-17) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A Lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (Êx 19.4; 20.2) a fim de instruí-lo na vontade do Senhor, para que pudesse realizar o propósito de Deus (Êx 19.6). Logo, a revelação foi dada “não para dar, mas para orientar a vida” (Lv 20.22,23).

  • Demonstrar a natureza e o caráter de Deus.
    A Lei expressava a natureza e o caráter de Deus, isto é, seu amor, bondade, justiça e repúdio ao mal, e sobretudo que o Deus de Israel é Santo (Lv 11.44,45; 19.2; 20.7,26; 21.8). A Bíblia denomina Deus de “santo” (Sl 99.3). Ele é chamado de o “Santo de Israel” no (Sl 89.18); e, no livro do profeta Isaías, aproximadamente trinta vezes (Is 1.4; 57.15). A santidade é uma característica da própria natureza de Deus, e não somente expressão de um procedimento santo. Ele mesmo diz: “Eu sou santo” (Lv 19.2; Sl 99.6,9; I Pe 1.16).

  • Mostrar à humanidade seu estado pecaminoso e revelar que só pela graça podemos ser salvos.
    O apóstolo Paulo disse que “nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). Ela não fôra dada como um meio de se alcançar a salvação, mas “nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” (Gl 3.24). A palavra grega traduzida por “aio” é “paidagõgos” que significa “instrutor”, “professor” e indica um escravo, cuja tarefa era cuidar de uma criança até que ela chegasse a idade adulta. A Lei serviu de aio para mostrar os nossos pecados e nos conduzir a Cristo (Gl 3.25).

III – OS DEZ MANDAMENTOS

Os Dez Mandamentos também chamado de Decálogo (Em grego decá, dez + logos, palavras), são a legislação essencial que o Senhor entregou ao povo de Israel no Sinai (Êx 20 e Dt 5). Didaticamente, estes mandamentos podem ser divididos em duas partes distintas: (1) os primeiros cinco mandamentos dizem respeito aos nossos deveres para com Deus; (2) os cinco últimos mandamentos dizem respeito aos nossos deveres para com o próximo. Constituindo-se na essência do Pentateuco, o Decálogo é a mais perfeita das leis escritas. Vejamos na tabela abaixo quais os princípios morais dos Dez Mandamentos ensinados no AT e reafirmados no NT: 




IV – CRISTO O FIM DA LEI

Os Dez Mandamentos não foram anulados por Cristo, mas, rigorosamente cumpridos por Ele durante o seu ministério (Mt 5.17; Gl 4.4). Se a cerimônia levítica perdeu a razão de ser com o advento do Messias, o mesmo não se deu com os mandamentos. No sermão do Monte, o Senhor Jesus reafirmou os artigos do Decálogo (Mt 5-7). Quanto à controvérsia sobre o sábado, é interessante observar que o sábado judaico não é obrigatório para os crentes, pois já não estamos sob o jugo da Lei (Rm 6.14; 7.14; 8.1-5). Não dependemos da Lei para sermos salvos e aceitos diante de Deus (Gl 3.23-25; 4.4-5), pois fomos transferidos da Antiga Aliança e unidos a Cristo para a salvação (Rm 7.1-4).

O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2.27). O sábado, instituído por Deus, traz implícita a ideia de descanso para o ser humano (Êx 20.8). O propósito é que todos se abstenham um dia da semana no trabalho diário, a fim de adorar a Deus e buscar comunhão com Ele, para permanecerem fisicamente saudáveis e espiritualmente fortes (Is 58.13,14). Com o advento do Cristianismo, o Dia do Senhor (Domingo), passou a preencher este objetivo (1Co 16.1,2; At 20.7).

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Com estas palavras o apóstolo Paulo deixou claro que crer em Cristo como Senhor e Salvador põe um fim à busca inútil do pecador pela justiça por meio de suas tentativas imperfeitas de salvar a si mesmo pelos esforços em obedecer a Lei (Is 64.6; Rm 3.20-22; Cl 2.13-14).

CONCLUSÃO

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a total confiança em Deus e na Sua Palavra (Gn 15.6), e o amor sincero a Ele (Dt 6.5), formaram o fundamento para a guarda dos seus mandamentos.

REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
HOFF, Paul. O Pentateuco. VIDA.

08/02/2014

O JUÍZO FINAL (PARTE 02)



INTRODUÇÃO
 
Não são poucos os que não acreditam que Deus irá julgar e punir as pessoas ímpias num dia específico. Afirmam que, se Deus é amor, Ele jamais poderá sentenciar alguém para um castigo eterno. No entanto, a doutrina do juízo final não é fictícia (imaginária), mas real e verdadeira. Ela compõe uma das doutrinas que dizem respeito a eventos futuros anunciados pela Bíblia, como podemos ver:



No AT. Encontramos referências de que Deus haveria de trazer a juízo todos os ímpios (Gn 18.25; I Sm 2.10; Sl 7.8; 9.8;

Sl 96.10,13; Sl 98.9; Ec 12.14);



No NT. Os apóstolos, bem como o escritor aos hebreus também ensinaram que haverá um Dia onde o Justo Juiz julgará os pecadores (At 24.25; Rm 2.16; 3.6; II Tm 4.1; Hb 6.2; 9.27; Tg 2.13; Jd 1.6,15);



O Senhor Jesus Cristo. O nosso Mestre, em muitos de seus discursos exortava os ouvintes que se arrependessem, porque Deus traria juízo sobre os que não se arrependessem (Mt 10.15; 11.22; 12.36; Mc 3.29).



O QUE NÃO É O JUÍZO FINAL



Muitos intérpretes se confundem quanto ao juízo final, alegando que o tribunal de Cristo, o julgamento das nações, o julgamento de Satanás e o juízo do trono branco são um só julgamento e que acontecerão simultaneamente. Todavia, é necessário entender que não haverá apenas um julgamento, pois a Bíblia faz distinção entre estes e o juízo do trono branco, afinal de contas, eles acontecerão em tempos diferentes. Eis abaixo a definição dos julgamentos e o tempo que ocorrerão:



Julgamento dos crentes. Este será o julgamento a que serão submetidos os crentes salvos, logo após o arrebatamento da Igreja, para que cada um receba suas recompensas e galardões segundo ao seu envolvimento, trabalho e esforço na proclamação do Evangelho e na expansão do Reino de Deus (I Co 3.11-15; 2 Co 5.10). Biblicamente ele é denominado de Tribunal de Cristo (Rm 14.10; II Co 5.10). Este julgamento não tem como propósito condenar nenhum crente ao inferno, mas recompensar os que procederam de forma firme, constante e abundante na obra do Senhor (I Co 15.58; Hb 6.10).



Julgamento das nações. É o julgamento a que serão sujeitas às nações da terra, logo após a Grande Tribulação, para que cada um receba a devida recompensa segundo o trato que dispensaram a Israel (Jl 3.2; Zc 14.2, 16-20; Mt 25). Este julgamento têm como objetivo disciplinar a comunidade internacional, levando-a a aceitar a soberania de Deus na História e o Senhorio pleno do Messias. Nesta ocasião, a besta e o falso profeta também serão julgados e lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre (Ap 19.20).



Julgamento de Satanás. Após o término do Milênio, Satanás, que fora amarrado por mil anos, será solto (Ap 20.7). Ele sairá com a finalidade de enganar as nações que experimentaram do Reino de Cristo no Milênio a se insurgirem contra Cristo, porém, evidentemente não obterão êxito (Ap 20.9). Em seguida, o diabo será sentenciado a mesma sorte da Besta e do Falso Profeta, o lago de fogo e enxofre, onde será atormentado para sempre (Ap 20.10).



O QUE É O JUÍZO FINAL



A Bíblia diz que o juízo final é o juízo do trono branco (Ap 20.11,12), que acontecerá logo após o diabo ser sentenciado e lançado no lago de fogo (Ap 20.10). Assim, João descreve o descreve: “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11). Este Julgamento, é totalmente diferente dos que vimos acima, pois a ele serão submetidos os mortos ressuscitados, na consumação de todas as coisas. O juízo final têm como objetivo retribuir a cada um segundo as suas obras (Ap 20.13).



“E vi um grande trono...”. A palavra “trono” (no grego hodierno, “thronos”), é usado no Novo Testamento como sentido

de “trono real” (Lc 1.32,52), ou com o sentido de “tribunal judicial” (cf. Mt 19.28 e Lc 22.30). Percebe-se aqui que o apóstolo usa a figura da cena de um tribunal, para ensinar uma grande verdade espiritual no que diz respeito ao juízo. Aquele que a princípio veio para salvar os que nele cressem (Jo 3.16,17), viria agora para condenar os que não creram (Jo 3.18).

“...um grande trono branco...”. A expressão “branco” do grego “leukos” significa: luminoso, brilhante. Este trono resplandece de pureza e de santidade divina, o que exige justiça, castigo, julgamento e retribuição. Esta brancura aponta para a incorruptibilidade daquele que está julgando (Ap 1.14; 19.11).

“... e o que estava assentado sobre ele..” Na Bíblia, Deus é visto como Juiz. Ele pronunciou juízos nos tempos antigos, e, no fim desta era, continuará sendo o justo Juiz, só que esse juízo será realizado através do Filho (Jo 5.22). Disto nos assegura o apóstolo Paulo quando discursava no Areópago sobre o iminente juízo divino (At 17.31).



AS BASES DO JUÍZO FINAL



O que temos no juízo final é um juízo inflexível e não um processo de julgamento humano onde alguém poderá sair absolvido. Mas, de que forma Deus julgará os homens? A Bíblia nos indica quais as bases do seu julgamento.

Juízo. A Bíblia deixa claro que Deus fará juízo a todos os homens ímpios num Dia específico, como vimos anteriormente. Assim como ele destruiu a terra com um grande dilúvio (Gn 6.11-13). Por conseguinte, também castigou severamente as cidades de Sodoma e Gomorra, com uma chuva de fogo de enxofre, retribuindo sua violência e perversão (Gn 19.24; Ez 16.49). Por isso de forma veemente Jesus usa estes dois exemplos do juízo de Deus no AT, para descrever o juízo futuro aos homens de toda a terra, que procederam com rebeldia a sua santidade (Mt 10.15; 24.37-39; 17.28-30). Ele os punirá com a segunda morte, que não é a aniquilação, mas o castigo eterno (Ap 20.15).



Justiça. Esta expressão no grego é “dike” que veio a denotar “o que é direito”. A justiça de Deus é, em última instância,a sua santidade em ação. Portanto, Deus julgará os homens segundo a sua justiça que é perfeita. Logo, devemos entender que ele não inocentará o culpado, nem culpará o inocente (Na 1.3). Aos que pecaram sem Lei, estes serão julgados pela lei da consciência. E aos que pecaram sob a Lei, serão julgados por ela (Rm 2.12).

Verdade. O apóstolo Paulo diz aos crentes que estavam em Roma que o juízo de Deus seria segundo a verdade (Rm 2.2). Isto significa dizer que este julgamento não será de acordo com as noções éticas dos homens, pois elas variam e são relativas. Mas, serão segundo os princípios de Deus que são absolutos e imutáveis (Mt 22.37-40).



QUEM E COMO SERÃO JULGADOS



Sem dúvida alguma, o juízo de Deus é imparcial (Dt 10.17; II Cro 19.17). João nos diz assim da sua visão: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Ap 20.12).

“E vi os mortos...”. Está em foco aqui todos os mortos não salvos de todas as épocas. Eles ressurgirão em corpo para serem julgados (Ap 20.13,14). Esta é a segunda ressurreição que o profeta Daniel classifica como ressurreição para vergonha (Dn 12.2-b).



“...e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida...”. Uma boa parte dos comentaristas dizem que “estes livros” de que se refere o texto contém os registros dos feitos de todos os homens, ou seja, seus atos, palavras e pensamentos (Ap 20.12; Mt 12.36; Rm 2.16). Mas, também nos diz o texto que o Livro da vida estará aberto nessa ocasião, provavelmente como evidência de que seus nomes não constam nele (Ap 20.15).



“...segundo as suas obras...”. Como podemos ver os feitos dos homens serão submetidos ao olhar daquele que é “como chama de fogo”. Ele julgará cada um segundo as suas obras, porque no inferno há também grau elevado de sofrimento Ez 32.21-23; Hb 10.29); após uma acurada investigação do Justo Juiz, nas obras, feitos, motivos, memória e consciência, confrontando tudo com o que está escrito em cada livro (Jo 12.48). Ali agora só há uma sentença: (Ap 20.15). Alguém se estremecerá, mas ali não haverá margem para erro, para indecisão, equivoco ou modificação.



“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. Quem não for achado inscrito no Livro da Vida, receberá o mais severo castigo: o lago de fogo. A Bíblia nos fala sobre a realidade desta punição eterna. Jesus se refere a este lugar como Geena, o nome aramaico do Vale de Hinom. Neste lugar os judeus apóstatas queimaram seus filhos a Moloque (II Rs 23.10) e os judeus do Novo Testamento fizeram dele um depósito de lixo municipal que ardia sob o fogo sem cessar. Daí, nosso Senhor fez alusão figurada a ele como o lugar do juízo final, o lago de fogo (Mt 5.22,29,30; 10.28).



CONCLUSÃO



Todo o pensamento dos julgamentos futuros está apoiado sobre o direito soberano de Deus de punir a desobediência e o direito pessoal do indivíduo de pleitear sua causa no tribunal. Mas quem argumentará ser inocente diante daquele cujos olhos todas as coisas estão nuas e patentes (Hb 4.13)? Paulo diz que os homens são indesculpáveis, ou seja, sem defesa (Rm 1.20). Portanto, a doutrina do julgamento final e da recompensa dos ímpios, não pode ser desconsiderada, pois faz parte da doutrina das últimas coisas. O Senhor a seu tempo, julgará o Anticristo, o falso profeta e Satanás e todos aqueles que amaram mais as trevas que a luz (Jo 3.19).


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01/02/2014

LIÇÃO 05 – A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO - 1º TRIMESTRE 2014


INTRODUÇÃO

Dentre os muitos milagres registrados nas páginas da Bíblia, a travessia do Mar Vermelho pelo povo de Israel ocupa um lugar de destaque, e é mencionado, tanto no Antigo como no Novo Testamento (Êx 14.15-31; 15.4; Sl 136.13-15; I Co 10.10.1; Hb 11.29). Nesta lição, veremos como se deu a saída dos filhos de Israel do Egito; como Deus guiou o povo pelo caminho; e como ocorreu a passagem pelo meio do mar.

I – A SAÍDA DOS FILHOS DE ISRAEL DO EGITO
 
Depois de quatrocentos e trinta anos de permanência no Egito (Êx 12.40,41), finalmente, chegou o dia da libertação, como veremos a seguir:

Faraó autorizou os hebreus saírem do Egito (Êx 12.31,32). Depois que o Egito foi afligido pelas dez pragas (Êx 7.19-12.30), o coração de Faraó foi quebrantado. Então, ele permitiu que os hebreus saíssem do Egito, sem lhes impor nenhuma condição; pelo contrário, pediu a bênção do Senhor para ele também (Êx 12.32b). Outrora, ele havia dito que oshebreus adorassem no Egito mesmo (Êx 8.25); que eles fossem somente até uma certa distância (Êx 8.28); que os filhos de Israel deixassem seus filhos no Egito (Êx 10.11); e que eles não levassem seus animais (Êx 10.24). Mas, depois da
morte dos primogênitos, disse Faraó: “Levantai-vos, saí do meio do meu povo... Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas” (Êx 12.31,32). Na verdade, os egípcios temiam que todos eles fossem mortos também (Êx 12.33).
Os hebreus despojaram o Egito (Êx 12.35,36). Depois de longos anos de trabalho forçado, e sem remuneração, Deus fez com que os hebreus fossem recompensados, como Ele havia prometido (Gn 15.14; Êx 3.21; 11.1,2). Quando eles estavam prestes a sair do Egito, pediram vestes, vasos de prata e vasos de ouro àqueles que lhes haviam escravizado.
 
Como os egípcios não tinham mais interesse que os hebreus permanecessem em suas terras, eles estavam dispostos a dar qualquer coisa, contanto que os os filhos de Israel saíssem apressadamente. Assim, eles entregaram seus bens, e Israel despojou o Egito (Êx 12.35,36). Os hebreus não só foram recompensados pelo seu árduo trabalho, mas, também, puderam ofertar voluntariamente para a construção do Tabernáculo, posteriormente (Êx 25.1-9).

Os israelitas não saíram sozinhos (Êx 12.37,38). Nesta ocasião, saíram do Egito cerca de 600 mil homens. Moisés especificou “Somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12.37). De acordo com (Nm 1.45,46) este número refere-se apenas aos homens de guerra, em idade de serviço militar. “Se levarmos em conta as mulheres, as crianças e o misto de gente (v. 38), ou seja, os que não eram descendentes de Abraão, então, havia uma multidão de pelo menos três milhões de pessoas” (CHAMPLIN 2001, p. 353). Essa “mistura de gente”, possivelmente eram escravos oriundos de outras nações, que aproveitaram a ocasião para escapar da opressão egípcia. Eles serviram de pedra de tropeço para os hebreus, e os incitaram a murmurar no deserto, quando não havia carne para comer (Nm 11.4-6).
 
II – DEUS GUIOU O POVO PELO CAMINHO
 
O livro do Êxodo registra não apenas a saída dos filhos de Israel do Egito, mas, também, o modo pelo qual Deus guiou o seu povo no caminho. Vejamos:

Deus guiou o povo pelo caminho mais distante (Êx 13.17). Como a rota mais curta atravessava o território dos filisteus, e era uma estrada militar utilizada pelos egípcios, Deus, em sua eterna sabedoria, guiou os hebreus por um caminho mais longo, porém mais seguro, para evitar que eles se deparassem com as guerras e quisessem voltar ao Egito.
Além de garantir-lhes segurança, o Senhor queria guiá-los até o Sinai, como Ele havia prometido a Moisés que ele O serviria naquele monte (Êx 3.12). Esta ação divina nos ensina que nem sempre o caminho mais curto é o melhor para nós; e, que os caminhos e pensamentos de Deus, nem sempre são os nossos (Is 55.8,9).
 
Moisés levou consigo os ossos de José (Êx 13.19). Antes de sua morte, José havia solicitado aos filhos de Israel que, quando Deus os visitasse, eles levassem os seus ossos do Egito para Canaã (Gn 50.25). E, centenas de anos depois, Moisés não se esqueceu de honrar essa petição do patriarca (Êx 13.19; Hb 11.22). Quando o povo herdou a terra de Canaã, os ossos de José foram enterrados em Siquém (Js 24.32). Simbolicamente, este evento representa a ressurreição dos justos, pois, nem mesmo os ossos dos salvos ficarão neste mundo. Quando o Senhor Jesus vier buscar a Sua Igreja, os corpos dos justos ressuscitarão e subirão, juntamente com os crentes arrebatados, para o encontro do Senhor nos ares, quando estaremos, para sempre, com o Senhor (I Co 15.51-54; I Ts 4.13,14).

O Senhor guiou o povo numa coluna de nuvem e de fogo (Êx 13.21,22). Para chegar em Canaã, o povo hebreu não necessitava apenas de direção, mas, também de proteção. Por isso, o Senhor guiou o povo, de dia numa coluna de nuvem, pra protegê-los do sol causticante; e, de noite, numa coluna de fogo, para aquecê-los. Sem elas, o povo não teria suportado o calor do deserto durante o dia e nem o frio à noite. Quando a nuvem parava, o povo acampava; e, quando ela se levantava e se movia, o povo caminhava (Êx 40.36-38; Nm 9.19-22). Essas colunas de nuvem e de fogo representam a presença de Deus no meio do povo (Dt 1.32,33), bem como a ação do Espírito Santo na vida do crente (Jo 16.13; Rm 8.14).

III – A PASSAGEM PELO MEIO DO MAR
 
Depois de saírem libertos do Egito, o povo de Israel caminhava com destino a terra prometida. Mas, o Senhor endureceu o coração de Faraó para que ele perseguisse os hebreus, com seus cavalos e cavaleiros (Êx 14.8). Então, os filhos de Israel se viram encurralados pelas montanhas, pelo mar e pelo exército do Egito. Mas, o que parecia o fim de uma história de libertação, tornou-se, na verdade, um dos milagres mais notórios da Bíblia (Êx 14.4; 14-18; ).

O Mar Vermelho. 

A tradução “Mar Vermelho” vem do grego: “erythra thalassa”, pois, o termo hebraico é “yam sup”, que quer dizer “mar de juncos”. “Hoje em dia, o Mar Vermelho tem cerca de dois mil quilômetros de extensão (incluindo, ao norte, os golfos de Aqaba e o canal de Suez). Sua largura varia entre 200 e 250 quilômetros. Sua profundidade média é de quase 500 metros, sendo que a mínima é de 180 metros e a máxima e de 2.500 metros. Além disso, o nome 'mar de Juncos' ou 'bambuzal' pressupõe água doce, e não salgada, a fim de que os juncos cresçam” (HAMILTOM, 2007, p. 196).

A travessia do mar.

• Faraó arrependeu-se de haver deixado o povo sair do Egito (Êx 14.5);
• O rei do Egito perseguiu os hebreus com seiscentos carros (Êx 14.6,7);
• Quando os filhos de Israel viram os egípcios, temeram muito e clamaram ao Senhor (Êx 14.10);
• Moisés exortou o povo a confiar no Senhor: “O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14);
• O Senhor ordenou que os filhos de Israel não parassem: “Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14.15);
• Deus ordenou que Moisés levantasse a sua vara e estendesse sobre o mar (Êx 14.16);
• O anjo de Deus que ia na frente do povo de Israel passou para a retaguarda (Êx 14.19);
• A coluna de nuvem iluminava o caminho para os hebreus e escurecia para os egípcios (Êx 14.20);
• Moisés estendeu sua mão sobre o mar para que as águas fossem partidas (Êx 14.21);
• Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar e as águas eram como muro à sua direita e à esquerda (Êx 14.22);
• O Senhor tirou as rodas dos carros dos egípcios, fazendo-os caminhar dificultosamente (Êx 14.24);
• Os egípcios reconheceram que o Senhor pelejava pelo seu povo (Êx 14.25);
• Deus ordenou que Moisés estendesse a sua mão sobre o mar para que as águas afogassem os egípcios (Êx 14.26);
• O Senhor derrubou o exército egípcio no meio do mar e eles morreram afogados (Êx 14.27,28);
• Israel creu no Senhor e em Moisés (Êx 14.30,31).

Moisés e o povo de Israel cantaram ao Senhor (Êx 15.1-22). Diante de tão grande livramento, ninguém poderia ficar calado. O cântico de Moisés é um hino de louvor e ações de graças a Deus por Sua majestade (Êx 15.1,2,11), por Seu poderio nas batalhas (Êx 15.3-12) e por Sua fidelidade ao seu povo (Êx 15.13-17). A primeira parte do cântico trata da vitória sobre os egípcios (Êx 15.1-12); e, a segunda, profetiza a conquista de Canaã (Êx 15.13-18). A Bíblia está repleta de cânticos de vitória, como o cântico de Ana (I Sm 2.1-11); de Débora (Jz 5.1-31); de Paulo (Rm 8.31-39); além de outros. Mas, o cântico de Moisés será cantado também no futuro pelos redimidos no céu (Ap 15.3,4).
 
CONCLUSÃO
 
A travessia do Mar Vermelho é um dos milagres mais extraordinários da Bíblia. Embora os céticos duvidem da autenticidade do milagre, explicando a passagem dos hebreus pelo meio do mar como um fenômeno natural, a Bíblia revela claramente que se trata de um fato real e sobrenatural. O caminho que o Senhor abriu no meio do mar serviu não só para a passagem dos filhos de Israel, mas, também, de armadilha para o exército egípcio. Deus permitiu que eles entrassem pelo meio do mar, mas não deixou que eles chegassem do outro lado, exercendo juízo sobre todos os males que
os egípcios haviam causado ao povo hebreu. Assim, o Senhor salvou a Israel e puniu os egípcios.
 


REFERÊNCIAS
 
• ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. MUNDO CRISTÃO.
• ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
• ANDRADE, Claudionor Correia de. Geografia Bíblica. CPAD.
• CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
• HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. CPAD.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

25/01/2014

LIÇÃO 04 – A CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA - 1º TRIMESTRE 2014 (Êx 12.1-11)


INTRODUÇÃO

A resistência de Faraó antes as pragas enviadas por Deus através de Moisés, culminaram na praga mais terrível: a morte dos primogênitos. Esta ocasião deveria ser marcada por uma festa, denominada de Páscoa, que deveria ficar como estatuto perpétuo para as gerações. Nesta lição destacaremos importantes informações sobre a Páscoa e veremos o que essa celebração religiosa significa para os judeus e para a Igreja.
I – PÁSCOA, A PRIMEIRA FESTA RELIGIOSA DOS JUDEUS
 
Nome da festa. 
A palavra portuguesa “Páscoa” é usada para designar a festa dos judeus que, no hebraico, é chamada Pesach, que significa: “saltar por cima”, ou “passar por sobre”. Esse nome surgiu em face do registro bíblico de que o anjo da morte, ou anjo destruidor , passou por sobre as casas marcadas com o sangue do cordeiro pascal, quando ele matou os primogênitos do Egito “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” (Êx 12.23).
A data em que foi celebrada.
O nome hebraico do mês que aconteceu a primeira Páscoa foi em Abibe, que significa “espigas verdes”. Corresponde a Março-Abril em nosso calendário. Durante o Exílio babilônico foi substituído pelo nome Nisã que significa “começo, abertura” (Ne 2.1). O ano civil começa, ainda hoje, no outono, com a Festa das Trombetas (Lv. 23:24; Nm. 29:1), hoje chamado Rosh Hashanah, que significa “Ponta do Ano” ou “Ano Novo”.
Uma festa em família.
O registro bíblico nos mostra que a Páscoa era uma cerimônia familiar “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família” (Êx 12.3). Quando a família fosse pequena demais deveria unir-se a outra. De acordo com a tradição judaica, a expressão “pequena demais” significava com menos de dez pessoas. Eles deviam calcular quanto cada um poderia comer e assim determinar se deviam se reunir com alguma outra família (Êx 12.4).
Elementos da festa.
Conforme o registro bíblico, a festa da Páscoa deveria ser preparada com os seguintes elementos: um cordeiro ou cabrito, pães asmos, ervas amargas e o sangue do cordeiro que deveria ser aplicado nas vergas e nos umbrais da porta. Cada um dos componentes desta celebração tinha um sentido literal e espiritual, que Deus tinha em mente transmitir não somente aos filhos de Israel, como a seus descendentes (Êx 12.24-27).
ELEMENTOS EXIGÊNCIAS PARA A FESTA DA PÁSCOA SIGNIFICADO ESPIRITUAL
 
CORDEIRO 
Este animal deveria ser: macho, de um ano, e sem mancha (Êx 12.5). Os hebreus deveriam avaliar o cordeiro durante quatro dias, e assim verificar se ele estava apto para ser sacrificado como cordeiro pascal (Êx 12.3,6).
Este cordeiro iria substituir o primogênito de cada família dos hebreus, morrendo em seu lugar (Êx 12.12,13). A partir daquela comemoração cada primogênito deveria ser consagrado ao Senhor tanto dos homens quanto dos animais (Êx 13.1,2,12-15).

SANGUE

Os hebreus deveriam sacrificar o cordeiro no décimo quarto dia no período da tarde (Êx 12.6). O sangue do animal deveria ser colocado nas vergas e no umbral da porta (Êx 12.7).
O sangue no umbral e nas vergas das portas dos hebreus serviria como sinal para livramento, pois o Senhor “passaria por cima” destas casas poupando da morte o primogênito (Êx 12.12,13).
PÃES ASMOS
 
Os pães asmos ou ázimo, do hebraico “matzá” (Êx 12.8), é um tipo de pão assado sem fermento. O pão asmo é feito somente de farinha de trigo e água.
A farinha amassada sem ter recebido o fermento simboliza pureza. A proibição baseava-se em que o fermento servia de símbolo da corrupção moral (Mt 16.11; Mc 8.15).

ERVAS AMARGAS

Os hebreus deveriam comer a páscoa com ervas amargas (Êx 12.8). A tradição judaica menciona alface, escarola, chicória, hortelã e dente-de-leão como essas ervas.
As ervas amargas ou alface agreste deveriam ser comidos para recordar a opressão do Egito e a amargura do cativeiro que os hebreus sofreram por tanto tempo (Êx 1.14; 12.8).
II – O QUE A PÁSCOA SIGNIFICA PARA ISRAEL
 
O começo do calendário judaico.
O começo de Israel como povo de Jeová devia ser assim anotado no seu calendário, conforme a orientação divina “Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano” (Êx 12.2). O ano religioso ou espiritual começa com o mês da Páscoa, o primeiro mês da nova vida de Israel na qualidade de povo redimido (Êx 12.14).
A libertação do jugo egípcio.
Após 430 anos em terra estranha (Êx 12.40), sendo este últimos de extrema escravidão (Êx 1.8-1). Na noite em que celebraram a Páscoa, os hebreus receberam a total libertação do jugo egípcio (Êx 12.31-42).
A vingança de Deus contra o Egito.
Através das primeiras pragas Deus despiu o Egito de toda a riqueza que os egípcios usufruíram arrecadadas no período em que José foi governador, porque tratara o seu povo como escravo (Gn 41.54; 47.20; Êx 1.10-14). Com a décima praga, a morte dos primogênitos, Deus haveria de vingar o sangue derramado dos filhos dos hebreus (Êx 11.5).
III – A PÁSCOA E O SEU SIGNIFICADO PARA A IGREJA
 
Embora celebração da festa da Páscoa seja uma ordenança divina estritamente aos judeus (Êx 12; Nm 9.2,4; Dt 16), ela tem profundo significado para o cristão por representar a obra de Cristo para a nossa redenção, pois as festas de Israel eram “sombras das coisas futuras” (Cl 2.17). Elas tipificavam aquilo que, um dia tornar-se-ia realidade na encarnação do Senhor. E a Páscoa era exatamente uma antecipação figurativa da obra de Jesus no Calvário. Por isso, Paulo diz: “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (I Co 5.7) . Observemos algumas similaridades entre a Páscoa e Cristo:
A PÁSCOA JUDAICA JESUS CRISTO
 
CORDEIRO 
O Messias é comparado a um cordeiro pelo profeta Isaías (Is 53.4). Filipe interpreta essa profecia aplicando-a a Jesus (At 8.32-35). João Batista por sua vez declara profeticamente que Jesus é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29).
Os pré-requisitos do cordeiro:
(a) macho; (b) sem defeito (Êx 12.5). O Messias nasceu como homem (Mt 1.21; Lc 1.31; Gl 4.4; I Tm 2.5). Viveu uma vida imaculada, santa e irrepreensível (I Pe 1.19; 2.22; Hb 7.26).
O cordeiro deveria ser observado durante quatro dias a fim de verificar se não tinha defeito

(Êx 12.3,6).
  • Examinado pelos grupos religiosos. No relato de Mateus 22 do verso 15 ao 46, encontramos Jesus, sendo examinado pelos herodianos, saduceus, escribas e fariseus e nenhum deles conseguiu achar nele nenhum defeito que o incriminasse e eles mesmo ficaram sem condições de responder-lhe nenhuma palavra (Mt 22.46).
  • Examinado pelo sumo sacerdote. Caifás queria evidências para o entregar a Pilatos, mas não as encontrou; por isso, ao invés de apresentar ofensa, disse apenas que se Ele não fosse ofensor não seria entregue (Jo 18.29).
  • Examinado por Herodes e Pilatos. Herodes ao entrevistá-lo não viu nada de errado (Lc 23.7-11). Pilatos por sua vez, após ter examinado Jesus, “...não achou nele crime algum...” (Jo 19.4). Pelo menos três vezes Pilatos declarou que Jesus era inocente (Jo 18.28; 19.4, 6). Sua esposa também viu isso num sonho (Mt 27.19), bem como o soldado que estava ao pé da cruz (Lc 23.47).
O cordeiro foi morto pelos hebreus e sua morte deveria ser vicária; seu sangue trouxe livramento e sua carne tornou-se alimento (Êx 12.6,23; 12.8) .
Jesus foi morto pelos judeus (Mc 15.11-14; At 2.23,36); o seu sangue foi derramado para nos livrar da ira divina (Rm 3.25; 5.1; I Ts 1.10); e a sua carne simbolizada no pão da ceia instituída pelo Senhor é alimento (Mt 26.26; Jo 6.51,55).
CONCLUSÃO 
A festa da Páscoa se constitui para Israel como um memorial de como Deus de forma tão terrível e amorosa feriu Faraó e o Egito, trazendo um livramento físico ao povo de Israel. Para nós cristãos, Cristo a nossa Páscoa, nos proporcionou uma salvação ainda maior, concedendo-nos um livramento espiritual.

COMPLEMENTO:
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REFERÊNCIAS
 ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
 SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

18/01/2014

LIÇÃO 03 – AS PRAGAS DIVINAS E AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARAÓ 1º TRIMESTRE 2014

 INTRODUÇÃO 

Nesta lição examinaremos duas situações que ocorreram por ocasião da presença dos israelitas no Egito: as pragas enviadas por Deus e as propostas de Faraó no sentido de manter os israelitas cativos. O Senhor desejava mostrar através destas pragas que os deuses egípcios não eram nada. Analisaremos que cada praga enviada ao Egito estava relacionada com uma divindade adorada por eles, e que quando Faraó viu que não poderia deter os hebreus por muito tempo, tentou iludi-los com falsas e ardilosas promessas. 

AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARAÓ 

Durante muito tempo pensava-se que esse Faraó fosse Ramsés II, mas hoje, as evidências arqueológicas confirmam Amósis I (1580 a.C.), que fundou a décima oitava dinastia do Egito e expulsou os hicsos (povo semita que governou o Egito nos dias de José, segundo alguns historiadores) do Egito. Isso levaria o êxodo para 1440-1400 a.C., que se harmoniza com os 480 anos de I Reis 6.1 (SOARES, 2003, p. 118). Faraó era considerado um deus, por isso foi necessário que Moisés se apresentasse diante dele com sinais e maravilhas. Porém, endureceu o seu coração e não deixou o povo partir (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). Com receio das pragas que já estavam atingindo duramente o Egito, Faraó decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão. Vejamos estas quatro propostas deste líder ardiloso:  

A 1ª PROPOSTA: “Ide, sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Êx 8.25). Esta atitude representava a falta de santidade, de separação das coisas deste mundo. Deus exige santidade do seu povo: "E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus" (Lv 20.26). Esta proposta exigia que Israel cultuasse a Deus NO EGITO, em meio aos falsos deuses. O ecumenismo também parte deste princípio. A proposta de Faraó era para Israel servir a Deus sem qualquer separação do mundo. Um povo separado por Deus e para Deus, e ao mesmo tempo misturado com os ímpios egípcios, como sendo um só povo, seria uma abominação ao Senhor. Esta é uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente. O povo de Deus enfrenta "concessões egípcias" semelhantes hoje em dia, quando buscamos servir ao Senhor. O inimigo nos diz que não precisamos ser separados do pecado, pois podemos servir a Deus "nesta terra".

A 2ª PROPOSTA: “Somente que indo, não vades longe” (Êx 8.28). Isto representava uma separação, parcial do Egito. Atualmente muitos já aceitaram esta proposta e querem viver um cristianismo sem compromisso com Deus e sem a cruz. A segunda proposta de Faraó resultaria em o povo de Deus sair do Egito, mas o Egito não sair deles (Tg 4.4,5; 1 Jo 2.15). Assim fez a mulher de Ló, que saiu de Sodoma, mas não tirou Sodoma do seu coração e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32). “Não vades longe” significa para o crente hoje o rompimento PARCIAL COM O PECADO E COM O MUNDO. É a vida cristã sem profundidade, sem expressão e por isso sempre vulnerável. Equivale ao crente viver sem compromisso com Deus, com a doutrina do Senhor, com a igreja, com a santidade. É a vida cristã superficial, sem consagração a Deus e ao seu serviço. 

A 3ª PROPOSTA: “Deixai ir os homens” (Êx 10.7). Isto fala de divisão familiar. Deus criou a família e deseja que ela viva unida, pois nenhum reino (ou instituição) dividido pode estar de pé (Mc 3.24), porém o Inimigo trabalha sempre para separá-la. Essa proposta atingia os chefes de família e demais adultos. Os demais membros da família ficariam no Egito (Êx 6.14,15,17,19). A família é universalmente a unidade básica da sociedade humana. A saída parcial do povo, como queria Faraó, resultaria no fracionamento e fragilização das famílias, dividindo-as. O propósito de Deus é sempre abençoar toda a família, no sentido de que ela seja salva, unida, coesa, forte, feliz e saudável. O Diabo quer a separação e a ruína do casamento (Êx 1.16).

A 4ª PROPOSTA: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem ovelhas e vossas vacas“ (Êx 10.24). Esta atitude representava a falta de sacrifícios, de entrega ao Senhor e de adoração. Evangelho sem a cruz de Cristo não é evangelho autêntico. A quarta e última proposta. A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrifícios a Deus na época da Lei (1 Pe 2.25; Hb 13.15,16). Sem as ovelhas e vacas não haveria sacrifícios. Não haveria entrega ao Senhor.

AS DEZ PRAGAS DO EGITO E O FRACASSO DOS SEUS DEUSES 

As dez pragas enviadas por Deus contra o Egito visavam ridicularizar os deuses do egípcios, e o propósito era dar provas do poder do Deus de Israel sobre esses falsos deuses. Repetidas vezes se declara que, por meio desses milagres, tanto Israel quanto os egípcios viriam a “...saber que o Senhor é Deus” (Êx. 6.7; 7.5,17; 8.22; 10.2; 14.4,18). As pragas foram à resposta de Deus à pergunta de Faraó: “Quem é o Senhor, cuja voz ouvirei?” (Êx 7.17). Cada praga foi, por outro lado, um desafio aos deuses egípcios e uma censura à idolatria. Os egípcios prestavam culto às forças da natureza tais como o rio Nilo, o Sol, a Lua, a Terra, o Touro e muitos outros animais.
Vejamos no quadro abaixo uma rápida exposição das dez pragas e seus falsos deuses:

 
AS DEZ PRAGAS E OS DEUSES EGÍPCIOS
 
1.ª praga – águas transformada em sangue (Êx 7.14-25). Foi um golpe contra o deus Hapi, segundo a crença o deusprotetor das inundações do Rio Nilo. O Rio Nilo era considerado um deus e o deus Hapi intervia junto o deus Nilo nas inundações. Deus resolveu zombar dessas divindades que não tiveram forças para impedir que suas águas apodrecessem e cheirassem mal.
2.ª praga – a invasão de rãs (Êx 8.1-15). Heket, deusa com cabeça de sapo. Os egípcios relacionavam as rãs com a deusa da fertilidade Heket. Todos que queriam a fertilidade invocavam tal divindade. O Deus verdadeiro zombou também dessa divindade, pois ela não conseguiu impedir que o Egito fosse invadido por rãs.
3.ª praga – a invasão de piolhos (Êx 8.16-19). Seti, deus do deserto. O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em piolhos importunadores. Os sacerdotes egípcios, não podiam entrar no templo se tivesse piolho, pois era uma abominação ao ministrarem nos lugares sagrados. Raspavam a cabeça e, antes de entrar para o lugar sagrado, examinavam minuciosamente, porque não podiam ter no seu corpo ou suas vestes qualquer inseto imundo. Devido a essa praga os sacerdotes egípcios ficaram impossibilitados de cumprirem seus rituais.
4.ª praga – a invasão de moscas (Êx 8.20-32). Rá representado por uma mosca. Os egípcios tinham em deus chamado Belzebu, que na crença deles era poderoso para afugentar moscas. Enxames de moscas cobriram a terra do Egito. Perturbaram Faraó e seu povo. Sacerdotes e magos clamaram a Belzebu e nada aconteceu. Mais um deus foi desmoralizado.
5.ª praga – peste nos animais (Êx 9.1-7). Foi um golpe contra Hátor ou Amom, o deus adorado em todo Egito. Tinha a forma de um carneiro, animal sagrado. No baixo Egito, Amom era adorado em forma de um touro, ou bode, deus protetor dos rebanhos do Egito. Como se pode notar, tal divindade foi incapaz de proteger o rebanho egípcio.
6.ª praga – úlceras (Êx 9.8-12). Um duro golpe contra o deus Tifon ou Sekmet. Na crença deles essa divindade protegia os egípcios contra qualquer ferida que fosse causada por qualquer coisa. Os sacerdotes invocavam a Tifon e as cinzas do altar dele eram jogadas em todos os doentes. Agora, os próprios sacerdotes foram os primeiros a serem infectados.
7.ª praga – saraiva (Êx 9.13-35). Um golpe contra a deusa Serafis, protetora da lavoura do Egito. A tempestade de trovões, raios e saraiva devastou a vegetação, destruiu as colheitas de cevada e de linho e matou os animais do Egito.
Este tipo de tempestade era quase desconhecido do Egito. O termo trovão em hebraico significa literalmente “Vozes de Deus” e aqui insinua que Deus falava em juízo contra aquela nação pagã e contra seu panteão de deuses.
8.ª praga – invasão de gafanhotos (Êx 10.1-20). Os egípcios além de Serafis, tinham também a Osíris que protegiam toda a vegetação de suas terras. A praga de gafanhotos trazida por um vento oriental consumiu a vegetação que havia sobrado da tempestade de saraiva. Osíris e Serafis deusas das colheitas foram impotentes para proteger o Egito dos gafanhotos.
9.ª praga – trevas (Êx 10.21-29). As trevas encobriram o Egito inteiro, excetuando a terra de Gósen, onde Israel habitava. As trevas foram totais e absolutas. Um homem não conseguia ver o outro mesmo que estivesse a um palmo apenas na sua frente. Fora um grande golpe a todos os deuses do Egito, especialmente contra o deus Rá considerado o deus do sol. Os luminares celestes, objetos de culto, eram incapazes de penetrar à densa escuridão. Foi um golpe direto contra o próprio Faraó, suposto filho de Rá, Faraó era chamado de “O FILHO DE SOL”.
10.ª praga – a morte dos primogênitos (Êx 11.1-12.36). O Egito estava completamente arruinado (Êx 10.7). Agora, passado alguns meses desde a primeira praga, vem o cumprimento da Lei da Semeadura. Os egípcios tinham matado as crianças dos judeus, agora eles mesmos colhiam o fruto da sua semeadura. A morte sobreveio à meia-noite.

CONCLUSÃO
 
A atitude do cristão hoje ante as traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará no Egito” (Êx 10.26). Satanás figurado m Faraó não mudou em relação à sua luta contra o povo de Deus. Ele continua a tentar o crente de muitas maneiras para fazê-lo cair, inclusive com más insinuações, sugestões, conclusões etc.

 

REFERÊNCIAS
 ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
 SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
 COELHO, Andre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. CPAD.

12/01/2014

LIÇÃO 02 – UM LIBERTADOR PARA ISRAEL - 1º TRIMESTRE 2014 (Êx 3.1-9)

INTRODUÇÃO

O capítulo três do livro do Êxodo descreve a chamada e a comissão de Moisés, o libertador de Israel. Depois de um período de, aproximadamente, quatrocentos anos de escravidão no Egito, o povo de Israel clamou ao Senhor e Ele chamou Moisés para libertar Seu povo e conduzi-los a terra de Canaã (Êx 3.6-10). Nesta lição, estudaremos a biografia de Moisés, seu chamado, suas desculpas, bem como as muitas maravilhas que Deus operou por meio dele e a libertação do povo hebreu da opressão egípcia.

QUEM FOI MOISÉS
 
Seu nome deriva-se do hebraico “mosheh” (lê-se moché) e significa “tirado das águas”. Ele nasceu em Gósen, no Egito; era filho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi, e tinha como irmãos Miriã e Arão (Êx 2.1-10; 6.20; Nm 26.59). Ele casou-se com Zípora, filha de Reuel, também chamado de Jetro, que era sacerdote de Midiã, e teve dois filhos: Gérson e Eliezer (Êx 2.16-22; 18.3,4). Além de libertador do povo hebreu, ele foi também legislador e mediador da aliança mosaica no Sinai (Êx 19.3-8; 20.18,19); teve a sua vida marcada por profundas experiência com Deus (Êx 14.31; 33.9; 34.29-35; Nm 12.6-8; Dt 34.10-12); e escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, denominados de Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Vejamos alguns detalhes de sua vida:

Seu nascimento e infância. Moisés nasceu durante a escravidão egípcia (Êx 1.8-14), quando o rei do Egito mandou que os meninos hebreus fossem mortos (Êx 1.15,16). Mas, temendo a Deus, as parteiras pouparam a vida das crianças, inclusive a de Moisés (Êx 1.15-22). Sua mãe o escondeu por três meses; e, depois, o deitou em um cesto e o colocou às margens do rio Nilo (Êx 1.1-4). Por providência divina, ele foi encontrado pela filha de Faraó, que mandou Miriã chamar uma hebreia para cuidar dele. Ela, então, chamou Joquebede, sua mãe, que foi assalariada para cuidar do próprio filho (Êx 2.5-10). Esses primeiros anos em que Moisés foi educado pelos próprios pais foi de fundamental importância para que ele, além de aprender a amar e confiar em Deus, conhecesse as suas origens e jamais esquecesse do seu povo (At 7.23). Depois de alguns anos, ele foi adotado pela filha de Faraó (Êx 2.10), recebeu educação nas melhores escolas egípcias e tornou-se um homem poderoso em palavras e obras (At 7.22).

Sua fuga do Egito, casamento e ocupação. Aos quarenta anos de idade, Moisés saiu do palácio e foi visitar seus irmãos. Ao ver um egípcio maltratando um hebreu, ele o matou e o escondeu na areia (Êx 2.11,12). No outro dia, ele viu dois hebreus contendendo um com o outro, e foi tentar resolver a causa. Então, um deles perguntou: queres matar-me como mataste o egípcio? (Êx 2.13,14). Sabendo, então, que aquela causa fora descoberta, e tendo conhecimento que Faraó queria matá-lo, ele fugiu para a terra de Midiã, onde casou-se com Zípora, e passou a trabalhar cuidando das ovelhas de Jetro, seu sogro (Êx 2.16–3.1).

O CHAMADO DE MOISÉS
 
Moisés tinha oitenta anos de idade quando o Senhor lhe apareceu do meio de uma sarça que estava em chamas e o comissionou para libertar o povo hebreu da escravidão egípcia (Êx 3.1-22; At 7.22-30). Vejamos como se deu o seu chamado:
2.1 Ele apascentava as ovelhas de seu sogro (Êx 3.1). Era, sem dúvida, uma profissão muito simples para quem fôra educado nas melhores escolas egípcias (At 7.22). Mas, sua capacitação recebida na corte de Faraó era insuficiente para atender ao chamado divino. Por isso, ele foi conduzido para detrás do deserto, onde pôde aprender a liderar com mansidão e humildade o povo hebreu (Êx 2.16–3.1), como ocorreu posteriormente com Davi, o maior rei de Israel (I Sm 16.11,19; 17.15,20,28,34).

O Anjo do Senhor lhe apareceu em uma chama de fogo (Êx 3.2). O Anjo do Senhor é uma manifestação do próprio Deus, em forma angelical, como se deu com Abraão (Gn 22.11,15); Josué (Js 5.13-15); Gideão (Jz 6.11); Manoá (Jz 13.12-21); além de outros. O fogo da sarça simbolizava a presença e santidade purificadora de Deus (Gn 15.17; Êx 3.4,5; 19.18; Dt 4.24). Assim como a sarça ardia sem se consumir (Êx 3.3), Israel não foi consumido no fogo da aflição; pelo contrário, quanto mais eram afligidos, mais eles cresciam e se multiplicavam (Êx 1.12).

O Senhor se revelou a Moisés como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó (Êx 3.6). Possivelmente, em sua infância, Moisés pôde ouvir de seus pais as promessas que o Senhor havia feito aos patriarcas (Gn 15.13-21; 26.2-5; 28.13-15). Ele sabia que o Egito não seria o local definitivo da morada do povo hebreu. Agora, centenas de anos depois, o Senhor lhe apareceu para cumprir a sua promessa (At 7.30-34).

Deus não estava alheio ao sofrimento do povo hebreu (Êx 3.7-10). Embora o povo hebreu se sentisse abandonado por Deus, devido os longos anos de opressão, o Senhor demonstra claramente que estava atento ao sofrimento do seu povo, quando disse a Moisés: “Tenho visto atentamente a aflição do meu povo”; “Tenho ouvido o seu clamor”; “Conheci as suas dores”; “Desci para livrá-lo das mãos dos egípcios”; “Para fazê-lo subir a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel”.

AS DESCULPAS DE MOISÉS
 
Diante do chamado divino, Moisés sentiu-se incapaz, e apresentou a Deus algumas desculpas, como veremos a seguir:
“Quem sou eu que vá a Faraó” (Êx 3.11). Moisés conhecia como ninguém o poderio egípcio, bem como o orgulho de Faraó. Além disso, ele já não se sentia capacitado para falar com o rei do maior império de sua época. Mas, diante de sua argumentação, o Senhor lhe diz: “Certamente eu serei contigo” e deu-lhe uma garantia: “Quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte” (Êx 3.12). O Senhor queria que Moisés aprendesse a confiar nEle, como Abraão (Gn 12.1-3; Hb 11.8); Isaque (Gn 26.1-6); e Jacó (Gn 31.3).

“Em Nome de quem me apresentarei ao povo?” (Êx 3.13). Temendo que o povo hebreu questionasse a revelação divina, Moisés queria saber qual o nome do Deus que lhe aparecera. O Senhor, então, lhe diz: “Eu Sou o que Sou. Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós” (Êx 3.14). O significado desse nome é que Deus tem existência própria, ou seja, Ele existe por si mesmo. Este nome pode ser traduzido por: “Eu sou aquele que é” ou “Eu sou aquele que existe”. Assim, Ele estava demonstrando a Sua superioridade em relação aos demais deuses (Sl 115.1-9; 135.13-21). Encontramos também expressões semelhantes citadas por Cristo ou atribuídas a Ele (Jo 8.58; Hb 13.8; Ap 1.8), “Eles não crerão, nem ouvirão a minha voz” (Êx 4.1). Moisés, agora, temia a incredulidade, tanto do povo (Êx 3.13; 4.5) quanto do próprio Faraó (Êx 3.10; 4.21). Em resposta, o Senhor lhe deu três sinais miraculosos, cada um com um significado especial: (1º) A vara de Moisés tornou-se em uma serpente (Êx 4.2-5): a serpente era símbolo de poder no Egito; (2º) A mão de Moisés ficou leprosa (Êx 4.6-8): a lepra era considerada pelos hebreus como um sinal do juízo divino (Nm 12.10,11; II Cr 26.19); (3º) As águas do rio se tornaram em sangue (Êx 4.9): a água representava o rio Nilo, adorado no Egito como fonte da vida e poderio. “Eu não sou um homem eloquente” (Êx 4.10). Depois de passar, aproximadamente, quarenta anos cuidando de ovelhas, Moisés já não tinha um vocabulário erudito e não se sentia capaz de falar com Faraó. O Senhor, então, lhe fez entender que foi Ele quem criou tanto o mudo, como o que fala; e que Ele mesmo ensinaria o que ele havia de falar (Êx 4.11). Mas, ao persistir em sua recusa (Êx 4.13), Deus permitiu que Arão fosse seu porta-voz (Êx 4.14-17). Daí em diante, ele nunca mais esquivou-se diante do chamado divino e cumpriu fielmente a sua missão.
MOISÉS LIBERTA O POVO HEBREU
 
Depois que o Senhor apareceu A Moisés em Midiã, sua vida foi marcada por muitos desafios, mas, também, por milagres extraordinários e grandes experiências com Deus. Vejamos:
 Moisés fez milagres diante de Faraó, como Deus havia ordenado (Êx 4.21; 7.8-13);
 Deus enviou as dez pragas sobre o Egito, através de Moisés (Êx 7.19-10.29; 12.29-36);
 Por intermédio de Moisés, o Senhor abriu o Mar Vermelho para o povo de Israel passar; e, depois o fechou, matando Faraó e seus cavaleiros (Êx 14.15-31; Sl 136.13-15);
 As águas de Mara tornaram-se doces; e, no deserto, Deus fez sair água da rocha (Êx 15.23-27; 17.1-7; Nm 20.7-13);
 Quando Moisés orou, Deus mandou o maná (Êx 16.1-10) e carne (Êx 16.11-35) para alimentar seu povo;
 Israel pelejou contra os amalequitas, e, quando Moisés estendia as mãos, Israel prevalecia (Êx 17.8-16);
 Deus deu a Moisés as tábuas da Lei, e ele tornou-se um grande legislador (Êx 20.1-26; Dt 5.1-21).
Embora Moisés não tenha entrado na terra prometida (Dt 34.1-12), foi ele quem guiou o povo por 40 anos no deserto.
 
SEMELHANÇA ENTRE MOISÉS E CRISTO
 
 Tanto Moisés como Cristo foram alvos de tentativa de morte quando eram bebês (Êx 1.16; Mt 2.13);
 Ambos foram profetas (Dt 18.15,18; At 3.22; 7.37);
 Tanto um como outro sofreram com povo de Deus (I Pe 2.24; Hb 11.25,26);
 Ambos instauraram um concerto (Êx 19.3-8; 20.18,19; Hb 8.5-13);
 Moisés libertou o povo da escravidão egípcia (At 7.35); e Cristo nos libertou da escravidão do pecado (Gl 5.1).
 
CONCLUSÃO
 
Sem dúvida, Moisés é um dos personagens mais importantes do AT. Sua história está registrada nos livros de Êxodo a Deuteronômio, e seu nome é mencionado cerca de oitocentas vezes na Bíblia. Sua vida foi marcada por muito sofrimento, mas, também, por grandes milagres e profundas experiências com Deus. Ele foi comissionado pelo próprio Deus para libertar o Seu povo do Egito, e guiou os hebreus por cerca de quarenta anos no deserto, com destino a terra prometida.
 
REFERÊNCIAS
 
 ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
 ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
 SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
 GARDNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.
 CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS

04/01/2014

LIÇÃO 01 – O LIVRO DO ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO

 
 





1º TRIMESTRE 2014 (Êx 1.1-14)

INTRODUÇÃO


A lição do primeiro trimestre de 2014 tem como título: Uma jornada de fé: a formação do povo de Israel e sua herança espiritual, onde teremos a gloriosa oportunidade de estudar treze lições baseadas livro do Êxodo. Nesta primeira lição destacaremos importantes informações a respeito do livro do Êxodo. Veremos também como Deus foi fiel cumprindo a promessa de suscitar uma grande nação através de Abraão, Isaque e Jacó. Por fim, pontuaremos a atualidade da mensagem deste livro para a Igreja nos dias de hoje.



I – INFORMAÇÕES A RESPEITO DO LIVRO DO ÊXODO


1.1 Nome. Os hebreus nomearam de "We'elleh Shemot" devido à sua primeira frase do livro: "são estes os nomes", pois esta seção da Torá (os cinco primeiros livros do AT) começa com os nomes dos patriarcas que desceram ao Egito (Êx 1.1). Já o nome Êxodo é uma transliteração do título Exodos da Septuaginta (Tradução grega do Antigo Testamento), que veio até nós através da Vulgata Latina (Tradução da Bíblia para o Latim). A palavra em grego (a expressão "ex" quer dizer: "fora" + "hodos" que é caminho). Portanto, significa "partida" ou "saída". A palavra sair aparece duas vezes em neste livro para traduzir o verbo hebraico yatsa que quer dizer "sair" (Êx 19.1; 23.16). Os tradutores da Septuaginta chamaram-no assim devido ao fato de seu tema central tratar das ações redentoras de Deus para com o seu povo, tirando-o com mão forte do Egito (Êx 13.3,9,14,16; 32.11).

1.2 Autoria. Embora não se afirme no próprio Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia) que este haja sido escrito por Moisés em sua totalidade, outros livros do AT citam-no como obra dele (Js 1.7,8; 23.6; I Rs 2.3; II Rs 14.6; Ed 3.2; 6.18; Ne 8.1; Dn 9.11-13). Os escritores do NT estão de pleno acordo com os do AT. Falam dos cinco livros em geral como "a lei de Moisés" (At 13.39; 15.5; Hb 10.28). Para eles, "ler Moisés" equivale a ler o Pentateuco (II Co 3.15). Finalmente, as palavras dos próprio Jesus dão testemunho de que Moisés é o autor (Jo 5.46; Mt 8.4; 19.8; Mc 7.10; Lc 16.31; 24.27,44). No livro do Êxodo em especial, Moisés coloca-se como o centro de todas as ações (Êx 17.14; 24.4; 25.9; 36.1).

1.3 Livro. Êxodo é o segundo livro do AT. Seu tema central é a "redenção e organização de Israel como povo da aliança". Ele foi escrito aproximadamente em 1440 a.C. (ELISSEN, 1984, p. 25). Provavelmente ele foi escrito no deserto, durante as peregrinações de Israel, em algum lugar da península do Sinai. O versículo chave deste livro está em (Êx 3.7,10) que fala do sofrimento do povo hebreu e da intervenção divina para libertá-los. O Êxodo recomeça a história dos israelitas onde o Gênesis parou. O longo período entre José e Moisés fica coberto por dois resumidos versículos (Êx 1.6,7), e então descreve-se a situação inteiramente nova dos descendentes de Jacó. Os hóspedes protegidos por Faraó e José tornaram-se uma nação de escravos, objeto de medo e ódio de seus superiores. Enquanto Faraó procura controlar os hebreus por meio de brutal opressão, Deus age no sentido de libertá-los. Moisés, o libertador, é primeiro preparado e, então, no poder de Deus, o grande livramento acontece. Uma informação bastante interessante deste livro é que ele relata mais milagres do que qualquer outro livro do AT e é notório por conter os Dez Mandamentos (Êx 20.1-17).

1.4 Sua relação com os outros livros do Pentateuco. Este livro é o elo indispensável que une de forma inseparável o Pentateuco. Continua a história dos hebreus iniciada no Gênesis no mesmo estilo inigualável deste e acentuando o elemento pessoal. É a figura de Moisés que domina quase todo o relato de Êxodo. Os assuntos do sistema sacerdotal e da lei de santidade iniciados neste livro, por sua vez, se desenvolvem em Levítico. Também a história da caminhada de Israel para a terra prometida, a qual constitui a maior parte de Números, encontra seu princípio em Êxodo. Finalmente, acha-se em Deuteronômio um eco tanto de Números como de Êxodo. Por isso ele é considerado "O coração do Pentateuco".

1.5 Seu cumprimento no Novo Testamento. A prefiguração da redenção que temos no Novo Pacto, é evidente em todo o livro do Êxodo. A primeira Páscoa, a travessia do mar Vermelho e a outorga da Lei no monte Sinai são, para o Velho Concerto, aquilo que a vida, morte e ressurreição de Jesus, e a outorga do Espírito Santo no Pentecoste, são para o Novo Pacto. Os tipos do Êxodo que prenunciam Cristo e a redenção no NT são: (1) Moisés (Dt 18.15; At 3.22-26); (2) a Páscoa (Êx 12; I Co 5.7); (3) a travessia do mar Vermelho (Êx 14.16-24; I Co 10.1,2,11); (4) o maná (Êx 16.14-18; Jo 6.31-35; I Co 10.3); (5) a rocha e a água (Êx 17.6; I Co 10.4); (6) o Tabernáculo (Êx 25.8; Jo 1.14); e (7) o sumo sacerdote (Êx 29.30; Hb 5.10). As exigências morais absolutas dos Dez Mandamentos são repetidas no NT, para os crentes do Novo Concerto (Êx 20; Rm 13.9).



II – A PROMESSA DIVINA FEITA A ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ


2.1 A revelação de Deus a Abraão, Isaque e Jacó. Deus chamou Abraão e prometeu lhe dar uma terra (Gn 12.1); e também de lhe fazer uma grande e poderosa nação (Gn 12.2). A mesma promessa foi feita a Isaque e Jacó (Gn 26.3; 28.13). A Bíblia nos mostra que Abraão não podia ter filhos porque a sua esposa era estéril (Gn 11.30). Por isso, pensava o patriarca que seu herdeiro seria um dos seus servos (Gn 15.4). Todavia, o Senhor lhe diz que esta promessa se cumpriria através de um filho que viria dos lombos do próprio patriarca (Gn 15.4). Deus disse que a sua descendência seria como as estrelas do céu e como o pó da terra (Gn 15.5). Para ratificar esta promessa o Senhor pede a Abraão que lhe apresente um sacrifício (Gn 15.9-11). As palavras de Deus na cerimônia da aliança asseguram a Abraão que seus descendentes definitivamente estariam na terra, embora um doloroso caminho pelo Egito iria retardar o cumprimento até muito depois da sua morte (Gn 15.13,14).

2.2 Através de José os hebreus adentram ao Egito. José, foi o décimo primeiro filho do patriarca Jacó. Ele foi o agente de Deus na preservação e na prosperidade de seu povo no Egito, durante o período de fome na terra de Canaã (Gn 45.5-7). Quando se deu a conhecer aos seus irmãos, José os pediu que dissessem a Jacó, seu pai, sobre o alto posto que ele havia alcançado no Egito e que todos deveriam vir para habitar em Gosén sob seus favores (Gn 45.10,11,13; Gn 47). Contudo, a migração da família de Jacó ao Egito não seria simplesmente para que suas vidas fossem poupadas da fome. O patriarca, em Gn 46.3, reconheceu que se tratava de uma jornada divinamente ordenada, e que, no final, Israel tornar-se-ia uma grande nação em terra egípcia (Gn 46.2,3). Além disso, teriam a presença divina no meio deles, a qual constituía a essência da aliança abraâmica (Gn 15.1; 28.15; 46.4). José, estava tão convicto do cumprimento da promessa do retorno dos hebreus para a terra prometida aos seus pais, que perto da morte exigiu que seus irmãos lhe prometessem solenemente que guardariam o seu corpo em segurança até que retornassem a Canaã, para o levar até a sua terra natal onde o sepultariam (Gn 50.24,25; Hb 11.22).

2.3 O Tempo da visitação e libertação. Os filhos de Israel viveram em paz muitos anos após a morte de José no Egito, até que "levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José" (Êx 1.8). Por se multiplicarem grandemente os hebreus foram duramente oprimidos por Faraó (Êx 1.7-14). Durante muito tempo pensava-se que que esse Faraó fosse Ramsés II, mas hoje, as evidências arqueológicas confirmam Amósis I (1580 a.C.), que fundou a décima oitava dinastia do Egito e expulsou os hicsos (povo semita que governou o Egito nos dias de José, segundo alguns historiadores) do Egito. Isso levaria o êxodo para 1440-1400 a.C., que se harmoniza com os 480 anos de I Reis 6.1 (SOARES, 2003, p. 118). Entre a chegada dos filhos de Israel e a saída destes do Egito, a Bíblia nos diz que passaram-se 430 anos (Êx 12.40,41). Diante da escravidão e o infanticídio (homicídio das crianças) promovido por Faraó, o povo de Israel clamou e Deus ouviu o seu gemido (Êx 2.23-25). O Senhor interveio na história poupando a vida de uma criança que foi criada pela filha de Faraó a quem chamou de Moisés (Êx 2.1-10). Este por sua vez, foi o escolhido de Deus para libertar os hebreus da dura servidão no Egito e conduzi-los a terra prometida a Abraão, Isaque e Jacó (Êx 3.6-8).



III – A ATUALIDADE DA MENSAGEM DE ÊXODO PARA A IGREJA


3.1 Opressão e libertação. Quando os hebreus foram escravizados por Faraó no Egito, Deus ouviu seus clamores e os resgatou (Êx 3.9,10). De igual forma, fomos libertos do império do mal cujo dominador era Satanás (Cl 1.13). Vimos que o canal por quem Deus executou essa libertação aos filhos de Israel foi Moisés (Êx 3.10). Quanto a Igreja, foi por meio de Jesus Cristo, que aconteceu a nossa redenção da escravidão do pecado (I Jo 3.5; 4.10; Ap 1.5).

3.2 A difícil vida no deserto. Após saírem do Egito, o povo de Israel passou pelo Mar Vermelho e peregrinaram no deserto rumo a Canaã. No caminho para a terra prometida, muitos israelitas foram reprovados porque pecaram contra o Senhor (Êx 15.24; 16.2; 17.3; Nm 14.2; 14.36). Paulo utiliza-se deste mal exemplo do israelitas, para ensinar a Igreja que a história de Israel é uma figura, a fim de que não caiamos no mesmo erro (I Co 10.5-11); pois, também somos peregrinos nesta terra, e Pedro diz que devemos nos comportar de forma digna durante a nossa peregrinação (I Pe 1.17; 2.11).

3.3 A Lei, o compromisso moral do povo resgatado. Deus revelou sua Lei para os israelitas no Sinai (Êx 20). Foi através dela que eles aprenderam mais sobre Deus e como deveriam viver. Cristo nos libertou da maldição da Lei, pois nós éramos transgressores (Gl 3.13). Fomos salvos pela fé independente das obras (Rm 3.28). E agora, o Espírito Santo no qual estamos selados produz em nosso caráter o amor que é o cumprimento da Lei (Rm 13.8,10; Gl 5.22,23).



CONCLUSÃO


O livro do Êxodo nos ensina como Deus é fiel em cumprir as suas promessas, e também como Ele está disposto a intervir nas circunstâncias difíceis em resposta ao clamor do seu povo.


REFERÊNCIAS


Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.

 ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.

 SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.

 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.