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06/02/2016

LIÇÃO 06 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES - 1º TRIMESTRE DE 2016 (I Co 3.11-15)



INTRODUÇÃO

O Tribunal de Cristo é o julgamento dos servos de Deus quanto às suas obras na Terra (2Co 5.10; Rm 14.10).
Analisaremos que neste julgamento não seremos julgados quanto à nossa posição e condição de salvos, e sim, quanto ao nosso desempenho como servos do Senhor. Pontuaremos ainda que nesse grande julgamento da Igreja, todos hão de prestar contas de sua administração (Lc 16.2; 19.13), e que naquele dia, o Senhor requererá o nosso “relatório” (Ml 3.16-18). E por fim, concluiremos mostrando que o Senhor nos julgará quanto à mordomia daquilo que nos entregou (Lc 12.16-20; 1Co 6.12; Ef 5.16; 1Pe 4.10).

I - O SIGNIFICADO DO TERMO “TRIBUNAL DE CRISTO”

Tribunal de Cristo é o primeiro dos eventos depois do Arrebatamento da Igreja. Paulo refere-se ao Tribunal como o “bema” (2Co 5.10). O bema era um estrado ou plataforma, utilizado por oradores (púlpito) e atletas (pódio). Os bemas históricos eram plataformas elevadas em que governantes ou juizes se sentavam para fazer discursos (At 12.21) ou julgar casos (At 18.12- 17). O Tribunal de Cristo é visto por alguns apenas como um lugar de recompensas (LAHAYE, 2009, p. 462). Paulo, entretanto, chama-o de um lugar de compensação do grego “komizo”. O Senhor atenta para o que fazemos, seja bom “aghathos” ou mau “phaulos” e seremos compensados de acordo com nossas obras (1Co 3.10-15) (Ídem, 2009, pp. 204, 205).

II - DIFERENÇA ENTRE O TRIBUNAL DE CRISTO E O GRANDE TRONO BRANCO

A Bíblia diz que Jesus é o “justo juiz”, de modo que todos os julgamentos serão justos e irrecorríveis (2Tm 4-8; 1Pe 1.17) Deus julgará tanto crentes quanto ímpios. O julgamento dos ímpios será diante do Grande Trono Branco um evento descrito em Apocalipse 20.15, o qual ocorre após o reino milenial de Cristo que será o último julgamento antes da eternidade futura. O julgamento dos iníquos levará a um sofrimento proporcional à sua iniquidade (Mt 10.15; 11.23-24; Lc 19.27). Já o julgamento dos justos levará a recompensas maiores ou menores, em proporção à fidelidade de cada um (Lc 19.11-27). Os ímpios comparecerão perante o Grande Trono Branco que se dará depois do Milênio, os crentes comparecerão perante o Tribunal de Cristo que se dará antes do Milênio. E neste Tribunal, os crentes serão recompensados tomando-se por base o quão fielmente serviram a Cristo ( Mt 28.18-20; Rm 6.1-4; 1Co 9.4-27; 2Tm 2.4-8; Tg 1.12; 3.1-9; 1Pd 5.4; Ap 2.10) (LAHAYE, 2009, p. 462).

III - QUEM SERÁ JULGADO NO TRIBUNAL DE CRISTO

A doutrina do julgamento do crente trata-se do Tribunal de Cristo, isto é, o julgamento da igreja após o seu arrebatamento (2Co 5.10; Rm 14.10; 1Jo 4.17). É o dia da prestação de conta da nossa vida; da nossa mordomia cristã, da nossa diaconia. Segundo a Palavra de Deus, o julgamento do crente é tríplice. No passado, o crente foi julgado em Cristo, no Calvário, como pecador (2 Co 5.21). No presente, ele é julgado como filho de Deus, durante a sua vida (1Co 11.31). No futuro, será julgado como servo de Deus, quanto à sua fidelidade no serviço prestado a Deus (1Co 4.2-6; 2Co 5.10). Não será um julgamento de pecados do crente (Rm 8.1; Jo 5.24), mas das obras do crente (Ap 22.12; 14.13). Todos os salvos serão julgados, e não apenas alguns (Rm 14.10; 2Co 5.10). Neste contexto, está claro que se referem aos cristãos, não aos não-crentes. O Tribunal de Cristo, desta forma, envolve crentes dando contas de suas vidas a Cristo. Não devemos olhar para o Tribunal de Cristo como Deus julgando nossos pecados, mas sim como Deus nos galardoando por nossas obras.


IV - QUANDO E ONDE SERÁ ESSE JULGAMENTO

O Tribunal de Cristo acontecerá depois do arrebatamento da Igreja. Será realizado nos céus. A Bíblia ensina que este julgamento será exclusivamente para os salvos arrebatados na vinda de Jesus. A questão da salvação já foi resolvida. Não será um julgamento para condenação ou salvação, será um julgamento para receber galardão conforme o que prometeu o Senhor Jesus: “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).Se Jesus virá com o galardão, o julgamento se dará logo após o Arrebatamento, ainda nos ares (1Ts 4.16,17; 2Ts 2.1; Mt 16.27; Ap 22.12; 1Pe 5.4), antes das Bodas do Cordeiro — nesta Ceia, a Igreja já estará coroada (1Pe 5.4), vestida de linho fino, puro e resplandecente (Ap
19.7-9). Os salvos de todas as épocas participarão dessa reunião nos ares. Jesus disse que haverá recompensa na ressurreição dos justos (Lc 14.14). Os heróis do AT que, tendo o testemunho pela fé, morreram sem alcançar a promessa (Hb 11.39), ressuscitarão (1Co 15.51,52) para receber de Cristo, o Justo Juiz, a coroa da justiça, pois, como Paulo, combateram o bom combate, acabaram a carreira e guardaram a fé (2Tm 4.7,8). Todos os salvos arrebatados serão julgados pelas suas obras, para receber ou não galardão (2Co 5.9,10; Rm 14.10-12; 1Jo 4.17) (LAHAYE, 2009, p. 463).


V - O QUE SERÁ JULGADO

As más ações do cristão, quando ele arrepende-se, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levados em conta quanto a sua recompensa (2Co 5.10; Ap 14.13); isto é, tudo o que fizemos fica registrado no Céu (Ml 3.16-18). No Arrebatamento, Jesus que conhece as nossas obras (Ap 2.2,9,13,19; 3.8,15), trará consigo o resultado, a avaliação de nosso trabalho. Existem cinco critérios deste julgamento que envolvem:

1º) a “lei da liberdade cristã” (Tg 2.12);
2º) a qualidade do trabalho que fazemos para Deus (Mt 20.1-16);
3º) o “material” empregado no trabalho feito para Deus (I Co 3.8,12-15);
4º) a conduta do crente por meio do seu corpo (2 Co 5.10);
5º) os motivos secretos do nosso coração (I Co 4.5; Rm 2.16) (GILBERTO, 2009, p. 376). O propósito do julgamento dos crentes diante do Tribunal de Cristo é determinar se as obras de cada um foram dignas ou não. A avaliação incluirá as obras em si, o zelo com que foram realizadas e o que as motivou (LAHAYE, 2009, p. 464).

Vejamos:


·         As Obras.
Aquilo que uma pessoa faz por Deus é registrado em um memorial diante do Senhor dos Exércitos (Ml 3.16- 18). As Escrituras prometem recompensas específicas para obras específicas (Mt 5.11-12; Lc 6.21-22; 14.12-14). Deus recompensará os crentes por todas as ações que tiverem mérito ou valor eterno.

·         Boas obras.
Boas obras do grego “agathos” podem ser definidas como aquelas que têm sido “manifestas, porque feitas em Deus” (Jo 3.21; Ef 6.7-8; 1Ts 1.3). As boas obras são representadas por ouro, prata e pedras preciosas. As boas obras também são chamadas de “fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Fp 1.11; 2.13).

·         Obras más.
Paulo falou sobre a possibilidade de ser “reprovado” ao não conseguir viver fielmente (1Co 9.24-27). Más ações do grego “phaulos” são desprezíveis aos olhos de Deus. Podem ser chamadas de “obras mortas” ou “obras da carne”. O perigo de produzir obras da carne reside no fato de que o trabalho do crente acaba sendo em vão, inútil ou vazio (1Co 15.58; 1Tm 6.20; 2Tm 2.16; G1 4.9; Tt 3.9; Tg 1.26). Obras más não possuem qualidade, por isso são caracterizadas como madeira, feno e palha materiais de pouco valor ou durabilidade. Estas são as ações produzidas a partir de motivações erradas (1Jo 2,28 versão atualizada).

·         A Motivação.
Deus sonda a nossa mente e o nosso coração a fim de nos determinar a recompensa. A motivação de nossas obras também será revelada no Tribunal de Cristo (Lc 12.2-3). O propósito ou motivação de um coração legitima ou invalida os atos de uma vida (Mt 5.16; 6.1-21). Quando as obras são feitas para que outros as vejam, perdem-se as recompensas, pois, os desígnios do coração do homem serão manifestos. (1Co 4-5; Ap 2.23). Embora um serviço exercido por motivos errados possa resultar na perda de recompensas, ele ainda pode ter efeitos eternos (Fp 1.14-19).


VI - QUAIS SERÃO OS CRITÉRIOS DESSE JULGAMENTO

Jesus não galardoará apenas o crente apóstolo, pastor, bispo, missionário, reverendo, teólogo, cantor etc. O prêmio da soberana vocação (Fp 3.14) será dado aos “servos bons e fiéis” (Mt 25.21,23). A base do julgamento serão “as obras”, e não “os títulos” (1Co 3.10-15; Rm 14.12; Ap 22.12). Este texto mostra que as obras aprovadas são as realizadas em Cristo, o fundamento. Os elementos ouro, prata e pedras preciosas representam o trabalho feito com humildade, amor e temor, para a glória do Senhor (1Co 10.31). Já os materiais madeira, feno e palha facilmente consumíveis pelo fogo, falam das obras feitas por vaidade, motivações erradas e egoísmo, para receber glória e ser visto apenas pelos homens (Mt 6.2,5). Somente serão galardoados aqueles cujas obras resistirem ao fogo da presença do Senhor (Hb 12.29). Não existe aqui nenhuma margem para o falso ensinamento romanista do purgatório, visto que, após a morte, segue-se o juízo (Hb 9.27). A expressão “o tal será salvo” não denota que a salvação só acontecerá após esse julgamento, pois, existirem obras que, apesar de inconvenientes, não interferem, até certo ponto, na salvação (1Co 6.12; 10.23; Hb 12.1; 1Ts 5.22). Este julgamento será baseado em tudo o que tivermos feito por meio do corpo (Rm 14.10; 2Co 5.10; Hb 4.13; Mt 10.26).


VII - AS RECOMPENSAS DESSE JULGAMENTO

Precisamos saber de antemão que o nosso primeiro julgamento já ocorreu no Calvário. Neste julgamento Jesus foi julgado em nosso lugar, sofrendo o castigo do nosso pecado, a morte, para que pudéssemos ser salvos. Agora, no Tribunal de Cristo, o crente será julgado como servo, isto é, quanto ao seu serviço prestado a Deus e o seu testemunho (Ap 22.12). Não se trata de julgamento dos pecados do crente, pois, nossos pecados já foram julgados em Cristo (2Co 5.21; Gl 3.13). A nossa salvação é pela graça e pela obra redentora que Jesus consumou por nós (Hb 7.27). Haverá diferentes tipos de galardões simbolizados por coroas e as Escrituras mencionam três dessas coroas.

Vejamos:

·         A Coroa da Vida.
Esta coroa é concedida àqueles que perseveram em meio às provações (Tg 1.2-3,12; Ap 2.10; 3.11). Os crentes devem alegremente perceber as provações como oportunidades dadas pelo Senhor para que cresçam e amadureçam. Sua motivação deve também proceder do amor que sentem por Deus.

·         A Coroa da Justiça.
Esta coroa está reservada àqueles que ansiosamente aguardam o retorno do Senhor (2Tm 4.6-8). Amar a vinda do Senhor supõe uma vida de obediência. Tamanha fidelidade proporciona certo grau de segurança enquanto o fiel aguarda o breve retomo do Senhor.

·         A Coroa da Glória.
Esta coroa é prometida àqueles que apascentam o rebanho do Senhor pelos motivos certos (1Pe 5.2-4; Fl 4.1; Dn 12.3;1Ts 2.19; Pv 11.30). Os obreiros piedosos, dignos de recompensa, são aqueles que servem de coração, e não por obrigação. São exemplos de uma vida piedosa para o rebanho. Reconhecem a obrigação pela qual prestarão contas ao supremo Pastor (Ez 34-2-4).


CONCLUSÃO

No Tribunal de Cristo haverá muitas surpresas. Coisas encobertas, positivas ou negativas, virão à tona naquele grande Dia (1Co 4.5; 2Co 10.17,18; Pv 25.27; 27.2). As obras que ninguém vê aqui serão expostas pelo Senhor, naquele Dia, para que todos tomem conhecimento (Hb 4.13). Sejamos fiéis a Jesus Cristo até ao fim (Ap 2.10; 3.11), para que tenhamos confiança no dia do juízo (1Jo 4.17) e recebamos a coroa incorruptível (1Co 9.25).


REFERÊNCIAS

CHAMPLIN, R. N. O Antigo Testamento Interpretado – Gênesis a Números. HAGNOS.
GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
HOWARD, Rick. O Tribunal de Cristo. CPAD.
PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. VIDA.
ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. CPAD.

09/01/2016

APOSTASIA DOS ÚLTIMOS DIAS





Introdução
Embora o Senhor Jesus não deixou marcado o dia de sua vinda em seu sermão profético no monte das Oliveiras, Ele disse que haveriam sinais no mundo inteiro antes daquele grande e glorioso Dia!

Que sinais são esses?
Segundo o pastor Claudionor Corrêa de Andrade (ANDRADE, 2006, p. 333): “São o fiel cumprimento das profecias bíblicas, nos mais diversos setores da vida religiosa, política e social da humanidade, bem como no âmbito dos fenômenos naturais”, que tem por objetivo três coisas:
a) Alertar a Igreja quanto à proximidade da volta de Cristo;
b) Advertir os incrédulos, a fim de que se arrependam e tomem parte através do arrebatamento;
c) Mostrar a soberania de Deus sobre todas as coisas, evidenciando sempre a supremacia de seu reino.
Esses sinais abrangeriam todas as áreas:

ÁREA RELIGIOSA
ü  Falsos Cristos (Mt 24.5), Falsos Profetas (Mt 24.11), “APOSTASIA” (ITm 4.1; IITm 4.3), Escarnecedores (Jd 1.17,18).

ÁREA SOCIAL
ü  Fome (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.8), Epidemias (Mt 24.7).

NA ÁREA DA POLÍTICA E NO MUNDO
ü  Guerras e rumores de guerras (Mt 24.6; Mc 13.7; Lc 21.9), Terremotos e imundações (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11), O retorno de Israel à sua terra (Ez 37.1-28).

Dentre os sinais que Jesus deixou destacaremos a APOSTASIA, pois segundo a Bíblia nos últimos dias muitas pessoas afastar-se-iam da verdade bíblica.

Apostasia (ITm 4.1; IITm 4.3)

O termo “apostasia”, do grego, “apo”, que significa “fora” e “histemi”, que quer dizer: “colocar-se”, significa “afastamento” ou o “abandono premeditado e consciente da fé cristã” (ANDRADE, 2006 p. 56). No AT, a apostasia ocorreu, principalmente, quando Israel deixou de servir e adorar ao Único Deus Verdadeiro (monoteísmo) e passou a prestar culto a outros deuses (politeísmo), como podemos ver em (Êx 32.1-18; II Rs 17.7-23; Is 1.2-4; Jr 2.1-9). No NT, o termo aparece duas vezes com o sentido de cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele (At 21.21; II Ts 2.3; Hb 3.12). Logo, apostatar significa rejeitar, depois de haver crido nos ensinos de Cristo, e passar a crer em doutrinas contrárias (I Tm 4.1; II Tm 4.3). Sendo assim, a apostasia só é possível para quem já experimentou a salvação (Lc 8.13; Hb 6.4,5). Embora a apostasia tenha ocorrido também no passado, podemos afirmar que ela ocorrerá com mais frequência nesses dias que antecedem a vinda de Cristo!
Quanto mais se aproxima o dia da volta de Cristo, maior é a intensidade com que as pessoas se afastam de sua fé. Tanto o apostolo Paulo quanto Cristo revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja – moral, espiritual e doutrinariamente – à medida que a era presente chega ao seu fim (Mt 24.,10-13,2; 1Tm4.1; 2Tm 4.3,4). Paulo principalmente. Ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.
Essa apostais dentro da igreja terá duas dimensões:

Apostasia teológica - que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de Cristo e dos apóstolos, ou a rejeição deles.

1 Tm 4.1 - Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
2 Tm 4.3 - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de Cristo quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a Deus e seus padrões.

2Pe 2.1-3 - E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

2 Pe 2.12-19 - Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção, Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco; Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça; Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva. Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.

Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade.

Apostasia moral – que é o abandono da comunhão salvífica com Cristo e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apostatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de Deus.
Is 29.13 - Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;
Mt23.25-28 - Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.
Muitas igrejas permitirão quase tudo, para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestigio. O evangelho da cruz, o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de Deus e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2 Tm3.1-5; 4.3).
Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé (...)
O Espirito Santo revelou explicitamente que haverá nos últimos dias tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em Jesus Cristo. A Bíblia adverte fortemente quando à possibilidade da apostasia, visando tanto não alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com Cristo, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve enfraquecido pela ideia que afirma: “as advertências sobre a apostasia são reais, mais a sua possibilidade não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante nosso viver aqui, e devemos considera-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. Alguns dos muitos trechos do NT que contém advertências são:
Mt 24.4,5,11-13; Jo 15.1-6; At 11.21-23; 14.21,22; 1 Co 15.1,2; Cl 1.21-23; 1 Tm 4.1,16; 6.10-12; 2 Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; Tg 5.19,20; 2 Pe 1.8-11; 1 Jo 2.23-25.

OS PASSOS QUE LEVAM À APOSTASIA SÃO:

ü  O crente por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46).
ü  Quando as realidade do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de Cristo (Hb 4.16; 7.19,25; 11.6).
ü  Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1 Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniquidade (Hb 1.9).
ü  Por causa da dureza do seu coração (Hb3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espirito Santo (Ef4.30; 1 Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
ü  O Espirito Santo se entristece (Ef 4.30; Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1 Ts 5.19) e seu templo é profanado (1Co 3.16). finalmente Ele afasta-se daquele que antes era crente ( Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1 Co 3.16,17; Hb 3.14).

Se a apostasia continua sem freio, o individuo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível recomeço. Isto é, a pessoa que no passado teve uma experiência de salvação com Cristo que deliberada e continuamente endureceu seu coração para não atender a voz do Espirito Santo, continua a pecar intencionalmente e se recusa a arrepender-se e voltar para Deus, pode chegar a um ponto sem retorno em que não haja mais possibilidade de arrependimento e de salvação. “Há limite para a paciência de Deus”.
Esse ponto de onde não há retorno, não pode se definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia extrema está na admoestação de Espirito: “Hoje, se ouvires a sua voz, não endureçais os vossos corações”.

CONCLUSÃO

Os sinais dos tempos do fim, que antecedem ao retorno de Cristo estão se cumprindo em nossos dias. Quando a mais anuncia estes sinais, mais está dizendo, em especial a apostasia pois o Senhor Jesus disse: “e por se multiplicar a iniquidade op amor de muitos se esfriará” (...).
 Jesus está voltando. Podemos dizer, então: Maranata, ora vem Senhor Jesus!

FONTE PREDOMINANTE DE PESQUISA:
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.