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19/01/2023

FRUTO DO ESPIRITO: O EU CRUCIFICADO

Leitura – Gálatas 5.16-26

Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.
Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.
Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei.
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções
e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.
Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.
Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros. (FALTA DE MATURIDADE)

Gálatas 5:16-26

INTRODUÇÃO

Gálatas (Igrejas da Galácia do Sul e Norte, região da Ásia Central conquistada e colonizada por Gauleses (Franceses) em 280 A.C) é uma das primeiras cartas escritas por Paulo (48/49 D.C) – John Stott : Antioquia da Psídia,Iconio, Lista e Derbe. É cheia de conflito, pois tem que enfrentar o questionamento ao Apostolado de Paulo, a incitação ao retorno à Lei Judaica, e questão acerca da maturidade e liberdade cristãs;

Paulo defende a maturidade Cristã fazendo contrapontos: Lei e Graça, Hagar e Sara, Liberdade e Escravidão, Fé ou incredulidade, Falso evangelho ou Verdadeiro evangelho. Ao final ele contrapõe Obras x Fruto.

Fruto é o resultado do Crente Livre (Liberto) Amadurecido, Regenerado, em Santificação. Vida cristã é relacionamento, com cristão e não cristãos. Paulo assegura, no entanto, que Há um eterno conflito entre Carne (Natureza pecaminosa) e Espírito (Nova natureza).

Pra isso ele diferencia nesse texto: Obras da Carne x Fruto do Espirito.

Obra (manifestação externa) x Fruto (Gerado a partir do interior)

O FRUTO DO ESPÍRITO NA VIDA DO CRENTE

  1. Definição

O fruto ((KARPÓS – Maturação) naturalmente resulta do processo de amadurecimento e crescimento espiritual. A ação É GRADUAL, obtendo como ponto de partida a regeneração. (UM BEBÊ QUE CRESCE OU UMA ARVORE QUE SE FORMA ATE DAR FRUTO)

O fruto é a evidência da regeneração e santificação na vida do Crente (Vs 18) é a plena certeza de que ele vive SOB DOMÍNIO DO ESPíRITO.

  1. O “fruto” no singular. – O artigo definido ‘O’ mostra a singularidade do fruto (Vs 22)

Para Bergstén, o fruto se define pelo amor, (AGAPE) os DEMAIS ITENS se constituem como REFLEXOS deste.

NÃO É QUALQUER AMOR (EROS – erótico, STORGE- familiar, PHILEO - amigo, AGAPE – Amor de Cristo, exclusivo, gerado pelo Espírito).

A partir do Amor, todas as manifestações/modalidades são possíveis: Quem ama é Feliz (ALEGRIA), quem ama tem e busca a Paz (PAZ) é paciente e longânimo (I Co13 – O amor é Paciente, sofredor, benigno, resiliente), Quem ama é BONDOSO, tem FÉ, é AMÁVEL e domina a si mesmo (TEMPERANTE)

Alegria (CHARA) – Regozijo Espiritual/ Felicidade no Espírito, O amor se alegrando

Paz (Eirene/Cirene) – Calma interior, independente da circunstâncias.

Paciência (Macrotímia) – Tolerância, Conhecimento de Paz

Benignidade (Chrestoles) – Gentileza do Espírito, ser Amável

Bondade (Agathosume) – Prática do bem, Ato de ser bom.

Fé (Pistis) – Confiança, fidelidade

Mansidão (Pautes) – Moderação , Serenidade

Temperança (Egkrateia) – Freio, Autocontrole, Domínio Próprio

  1. Andar no Espírito ( Vs 18 – Ser guiado/dominado pelo Espírito)

A humildade, submissão e santidade caracterizam o sujeito que anda no Espírito. Quando é o ESPIRITO que te domina, sua COSMOVISÃO MUDA. A manifestação do caráter de Cristo em você se torna evidente (Atos 11:26)

DIFERENÇA E RELAÇÃO ENTRE O FRUTO E OS DONS DO ESPÍRITO

  1. Diferença (DONS e FRUTO).

Apesar da fonte comum o fruto é GERADO PELO ESPÍRITO EM NÓS, enquanto o DOM É CONCEDIDO PARA USO UTIL. O amor, a exemplo, não é um Dom (ferramenta), mas um Fruto (resultado). Sua geração em nós, pelo espírito provoca uma REAÇÃO EM CADEIA que frutifica na transformação do caráter e comportamento do cristão (METANOIA - conversão)

PELO FRUTO e Não pelo DOM se conhece a Árvore (MT 7.16)

MT 7:22 – muitos me dirão: Senhor, Senhor.... PROFETIZAMOS, EXPULSAMOS, MARAVILHAS... 7. 23 : EU NUNCA VOS CONHECI.

DOM NÃO ATESTA ESPIRITUALIDADE , FRUTO SIM.

  1. Os dons na Igreja

Na Igreja, e PARA a Igreja, os Dons são importantes, estruturais. São como o andaime na construção. Essencial durante a obra, dispensável após terminada. E quando termina? No céu. E na terra? São ferramentas imprescindíveis

Os dons são a armadura e oficina de quem já gera frutos.

OS DONS SÃO A MANIFESTAÇÃO EXTERNA E ÚTIL DAQUELE QUE JÁ TEVE O FRUTO GERADO EM SI.

O FRUTO SE OPÕE À CARNE

  1. O Legalismo (Lei X Graça)

Entre os percalços nas igrejas da Galácia estava o legalismo. Um sistema egocêntrico e carnal. Havia o Conflito: Lei e Graça, Liberdade e Libertinagem, Ritualismo e Intimidade Cristã. Hipocrisia e Verdade; O legalismo é INCREDULO, não acredita que Cristo possa Amar alguém sem merecimento. O legalismo tenta desacreditar a Graça.

  1. A Carne e o Espírito

As obras da carne se contemplam em impulsos pecaminosos que dominam o sujeito. O Espírito colide diuturnamente contra isso. O Pr Yago Martins, autor do títuto “No alvorecer dos deuses”, comenta acerca do conceito de EGOLATRIA. ONDE SE CONSTITUI O SEU SENSO DE SATISFAÇÃO HIPOTETICAMENTE ALI ESTÁ SEU DEUS, acrescenta. O que mais te satisfaz, o que você mais alimenta?

Carne contra o Espírito, Espírito contra a carne, oposição vitalícia. OS 2 LOBOS DE CONFUCIO.

  1. Os vícios (OBRAS DA CARNE – SARX – Natureza Pecaminosa – 151 x no NT)



Há uma lista de 15 vícios somada a um item anônimo, “coisas semelhantes”. Paulo classifica as evidências carnais até um determinado ponto, as que não estão nítidas estão implícitas nas questões similares.

  1. imoralidade sexual,

  2. impureza

  3. libertinagem;

  4. idolatria

  5. feitiçaria;

  6. ódio,

  7. discórdia,

  8. ciúmes,

  9. ira,

  10. egoísmo,

  11. dissensões,

  12. facções

  13. inveja;

  14. embriaguez,

  15. orgias

  16. coisas semelhantes
    Gálatas 5:19-21


CONCLUSÃO – como posso escapar das Obras da carne e ter gerado o Fruto?

“examine-se, pois, o homem, a si mesmo “I Co 11: 30. Cada um deve fazer uma introspecção (DOKIMAZO – testar a si mesmo, provar-se) e observar suas motivações e inclinações. São carnais ou espirituais? O pensamento norteia o comportamento.

Vigie seus pensamentos, eles tornam-se palavras.
Vigie suas palavras, elas tornam-se ações.
Vigie suas ações, elas tornam-se hábitos.
Vigie seus hábitos, eles formam seu caráter.
Vigie seu caráter, ele se torna seu destino.

Frank Outlaw 

Mente carnal = comportamento carnal, o resultado é morte. Mente espiritual = comportamento espiritual, o resultado é vida e Paz.

Vede que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: DT 11; 26

Elaborado por: Pb. Júnior Cesar Santiago

27/08/2016

Modismo e a Bíblia



Modismo = Comprar, usar ou fazer aquilo que os outros estão usando e fazendo.
Quando somos engodados em qualquer tipo de modismo, perdemos nossa "originalidade e a criatividade em pensar e fazer diferente ao senso comum".
O modismo nos leva a nos acomodar aos pensamentos e pontos de vista alheios sem ao menos criticarmos e pesarmos em balanças fiéis se as mudanças de valores estão sendo colocadas em jogo ou não.
É normal as pessoas agirem influenciadas por modismo, pois a pressão externa é grande e tendenciosa.
Afinal, o que importa é agradar a massa e não ser rejeitado, e taxado por expressões antissociais, por causa de nossos pensamentos e princípios, não é?
O modismo dá ibope, leva as pessoas a pensarem e falarem bem de nós, mesmo que sejamos contrários aos momentos que nos cercam, mesmo que essa tal moda "passe rápido".
"QUANTA BOBAGEM"! (opinião minha).
Levando esse ponto de vista a visão bíblica, vejo pessoas que se propuseram a pensar e a agir diferente da maioria.
Suas convicções os levaram a ter uma postura singular e muitas vezes foram colocados à prova quando protestaram diante dos contextos que viviam e os tais feriam seus princípios e modo de viver.
Colocaram até mesmo suas vidas em risco para provarem que nem sempre "a maioria teve ou terá a razão".
Ora, eu leio assim:
E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,
Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,
Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos Hb 11.32-34.
Como eu disse, a convicção foi a fonte motora e convicção para mim é sinônimo de fé "sem a qual é impossível agradar a Deus".
De que lado você está?
Talvez seja caro o preço a pagar por não fazer parte de algum modismo. "Mas os resultados serão satisfatórios e suficientes principalmente quando a posição for para defender valores absolutos e imutáveis".
Há grandes exemplos bíblicos as serem observados, e porque não copiados?
Elias não aceitou a sentar-se e comer na mesa de Jezabel com os demais Profetas e sacerdotes.
Agora, pois, manda reunir-se a mim todo o Israel no monte Carmelo; como também os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem da mesa de Jezabel 1 R 18.19.
E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem 1Rs 19.10.
Micaías não se ajuntou aos falsos profetas para dizer palavras aprazíveis ao rei desviado.
E o mensageiro, que foi chamar a Micaías, falou-lhe, dizendo: Eis que as palavras dos profetas, a uma voz, predizem coisas boas para o rei; seja, pois, também a tua palavra como a de um deles, e fala o que é bom.
Porém Micaías disse: Vive o Senhor, que o que meu Deus me disser, isso falarei 2Cr 18.12,13.
Como disse M.L.K, "para arrumar inimigos basta dizer o que pensa".
Poderia me estender mais nos exemplos, mas acho que já está claro o ponto de vista apresentado.
Pregadores, cantores, cristãos em geral, se for pra fazer o que todos fazem, então não há mais luz e o sal já se tornou insípido, para quê presta então?
Que Deus nos ajude e nos capacite a influenciarmos ao invés de sermos influenciados mesmo que para isso o preço venha ser cobrado da maneira que não desejamos, "isso é bíblico".
E não vos conformeis (tomeis a forma) com este mundo, mas transformais-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus Rm 12.2.

Por: Mickel Porto

25/03/2016

LIÇÃO 13 – O DESTINO FINAL DOS MORTOS - 1º TRIMESTRE DE 2016 (Lc 16.19-26)





INTRODUÇÃO


Ao contrário do que muita gente pensa, a vida não termina na sepultura. Pelo contrário, após a morte, todos os seres humanos vão para o Estado Intermediário aguardar a ressurreição, para serem conduzidos ao seu destino eterno. Nesta lição, veremos o sentido do termo Estado Intermediário; explicaremos a condição dos justos e dos ímpios após a morte física; destacaremos algumas heresias sobre o Estado Intermediário; e, finalmente, estudaremos a doutrina da ressurreição dos mortos e o destino final dos justos e dos ímpios.



O QUE É O ESTADO INTERMEDIÁRIO



O Estado Intermediário é a situação em que se encontram todos os mortos, quer tenham morrido salvos, ou não. Dá-se o nome de "intermediário" porque as almas nesse estado aguardam o dia em que ressuscitarão, para a vida eterna ou para a perdição eterna (Dn 12.2; Jo 5.28,29). Noutras palavras, é o estado das pessoas entre a morte física e a ressurreição. “A história do rico e Lázaro dá-nos um panorama bastante claro desse Estado (Lc 16.19-31). Para os que dormiram em Cristo, o período intermediário há de terminar com o Arrebatamento da Igreja (1Ts 4.13-17). Já para os que morreram em seus pecados, há de perdurar até a última ressurreição, quando eles serão submetidos ao Juízo Final (Ap 20.11-15)”.



Antes da morte de Cristo.

De acordo com Lc 16.19-31, o Sheol (hebraico) ou Hades (grego) dividia-se em três partes distintas. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada “seio de Abraão” ou “lugar de consolo” (Lc 16.22,25; 23.43). A segunda é a parte dos ímpios, denominada “lugar de tormento” (Lc 16.23). A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como “lugar de trevas” ou “abismo” (Lc 16.26; 2Pe 2.4; Jd v.6). Portanto, antes da morte de Jesus, todos os mortos eram conduzidos ao Sheol, mas ficavam em lugares opostos e em situações distintas.



Depois da morte de Cristo.

Jesus, antes de morrer por nós, prometeu aos seus que as portas do inferno (hades) não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16.18). Isto mostra que os fiéis de Deus, a partir dos dias de Jesus, não mais desceriam ao hades. Esta mudança ocorreu entre a morte e ressurreição do Senhor, pois Ele disse ao ladrão arrependido: ‘Hoje estarás comigo no paraíso’ (Lc 23.43). Paulo diz a respeito do assunto: ‘Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro, e concedeu dons aos homens’ (Ef 4.8,9). Entende-se, pois, que Jesus, ao ressuscitar, levou para o Céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no "Seio de Abraão", conforme prometera em Mateus 16.18”. Mas, os ímpios continuam indo para o lugar de tormentos. De acordo com o texto de Lc 16.19-31, tanto justos como ímpios estão vivos, acordados, conscientes e tem lembrança da vida na terra. Porém, existem algumas diferenças entre ambos. Vejamos:







HERESIAS ACERCA DO ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS



Purgatório.



“A Igreja Católica Romana ensina que mesmo os mais fiéis precisam dum processo de purificação antes de se tornarem aptos para entrar na presença de Deus. Todavia, não existem nas Escrituras evidências para tal doutrina, e existem muitas evidências contrárias a ela. O Novo Testamento reconhece apenas duas classes de pessoas: as salvas e as não-salvas. O destino de cada classe determina-se na vida presente (Mt 7.13,14; Hb 9.27)”.



Sono da alma.



“Certos grupos, como os Adventistas do Sétimo Dia, crêem que a alma permanecerá num estado inconsciente e/ou dormindo até à ressurreição. Essa crença, conhecida como “sono da alma”, é também adotada por indivíduos em outros grupos religiosos. É fato que a Bíblia denomina de maneira metafórica a morte física como um sono (1Co 15.51; 1Ts 4.13). No entanto, ela também nos ensina que, quem “dorme” é o corpo, e não a alma e o espírito (Lc 16.20-25; Ap 6.9-11). Logo, embora o corpo entre na sepultura, o espírito e a alma que se separou do corpo entra no Sheol, onde vive em estado completamente consciente (Is 14.9-11; Sl 16.10; Lc 16.23; 23.43; 2Co 5.8; Fp 1.23; Ap 6.9)”.



Reencarnação.



“Os espíritas e os adeptos de diversas religiões orientais (Hinduismo, Budismo, etc) pregam que existem oito esferas pelas quais os espíritos devem passar para se purificarem. Ensinam a reencarnação dos mortos, que recebem outra identidade, podendo reencarnar como seres humanos, animais, plantas ou como um deus. Mas, a Bíblia condena essa crença herética (Jo 5.24; Hb 9.27). Ensinam também os espíritas, que os mortos comunicam-se com os vivos, através de ‘médiuns’. Mas, Deus proíbe tal prática (Lv 19.31; 20.6,7; Dt 18.9-12; Is 8.19-22). Na parábola do rico e Lázaro, vemos que não é permitida a comunicação dos vivos com os mortos (Lc 16.27-30)”.



Aniquilacionismo.



“Sustenta esta doutrina estarem todas as almas sujeitas à extinção ou aniquilação após a morte física. As Escrituras são claras sobre o fato de que tanto os ímpios como os justos viverão para sempre, e que no caso dos ímpios sua existência será de sofrimento e castigo consciente (Ec 12,7; Mt 25.46; Rm 2.8-10; Ap 14.11; 20.10,12-15)”.



Universalismo.



Doutrina divorciada das Escrituras, segundo a qual, no final dos tempos Deus, reconciliará todos os seres humanos e até os anjos caídos a si mesmo, independentemente das obras e dos méritos de cada um, ou seja, é a ideia de que ninquém será condenado, mas todos serão salvos, inclusive o Diabo e seus anjos caídos.



A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS



A palavra ressuscitar significa “levantar”, “voltar à vida”. Assim como a morte física é a separação da alma e

espírito do corpo (Tg 2.26), a ressurreição é a reunião da alma e espírito ao corpo (Lc 8.55). Todos que morrem, justos e injustos, hão de ressuscitar, sendo que, em ocasiões distintas e para destinos diferentes.



A Primeira Ressurreição.

 “É a ressurreição dos salvos. A Bíblia diz que é bem aventurado aquele que tem parte na primeira ressurreição (Ap 20.6). Esta é a ressurreição ‘para a vida eterna’ (Dn 12.2) e dos que fizerem o bem para a ‘ressurreição da vida’ (Jo 5.29)”. Ela ocorre em três fases distintas, a saber:



(a) Primeira fase. Já ocorreu. Trata-se da ressurreição de Cristo (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-18) e de um grupo de santos que ressuscitaram com Ele (Mt 27.52,53);



(b) Segunda fase. Ocorrerá no futuro, por ocasião do arrebatamento da Igreja, onde os santos do AT e NT hão de ressuscitar (1Co 15.23,24,51-53; 1Ts 4.16,17); e, (c) Terceira fase. Diz respeito a ressurreição as duas Testemunhas, durante a Grande Tribulação (Ap 11.11,12); aos mártires, no final da Grande tribulação (Ap 14.13-16; 15.2; 20.4) e também aos justos que hão de morrer durante o Milênio (Ap 20.12).



A Segunda Ressurreição.

 Abrangerá os ímpios, de todas as épocas. Ocorrerá após o Milênio, por ocasião do Juízo Final (Ap 20.5,11-15). “No Apocalipse, fica claro que haverá uma segunda ressurreição, que será para aqueles que passarão pela ‘segunda morte’, ou seja, os ‘perdidos’ ou ‘ímpios’ (Ap 20.6). O salvo só morre uma vez. Mas, o ímpio morre duas vezes: a morte física e a espiritual” (LIMA, 2016, p.151).



O ESTADO FINAL DOS JUSTOS E ÍMPIOS



O Destino final dos justos.

Por ocasião do Arrebatamento da Igreja, os justos que já morreram hão de ressuscitar, e se unirão aos vivos, que serão arrebatados (1Co 15.51-53; 1Ts 4.13-18). Eles serão conduzidos ao céu, onde participarão do Tribunal de Cristo (Rm 10.14; 2Co 5.10; Ap 22.12) e da celebração das Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). Depois, voltarão com Jesus à Terra, para participarem do Milênio (Ap 19.11-14; 20.1-6). Após o Milênio, habitarão na Nova Jerusalém (Ap 21,22), onde estarão, por toda eternidade, na presença do Deus Trino (Jo 14.1-3; 2Co 5.8; Fp 1.23; Ap 21.3); e estarão livres de todo sofrimento, pois, ali não haverá mais morte, nem clamor, nem dor (Ap 21.4); nem coisa alguma que contamine (Ap 21.8,27; 22.15).



O destino final dos ímpios.

“O destino dos ímpios é estar eternamente separados de Deus e sofrer eternamente o castigo que se chama a segunda morte (Sl 9.17; Ap 2.11). Devido à sua natureza terrível, é um assunto diante do qual se costuma recuar; entretanto, é necessário tomar conhecimento dele, pois é uma das grandes verdades da divina revelação. O inferno é um lugar de: extremo sofrimento (Ap 20.10), onde é lembrado e sentido o remorso (Lc 16.19-31), inquietação (Lc 16.24), vergonha e desprezo (Dn 12.2), vil companhia (Ap 21.8) e desespero (Pv 11.7; Mt 25.41). O sofrimento será terrível (Mt 13.42,50; Mc 9.47,48; 25.30) e também eterno (Dn 12.2; Mt 7.13; 25.46).



CONCLUSÃO



Após a morte física, as almas dos homens vão para o Estado Intermediário, que já é um lugar de gozo para os salvos, e de tormentos para os pecadores. Os ímpios são conduzidos ao Hades, e, os justos ao Paraíso, onde aguardam a ressurreição. Após a ressurreição e o julgamento do Trono Branco, os ímpios serão lançados no lago de fogo. E os justos, depois de haverem ressuscitado, desfrutarão de uma eternidade feliz com Cristo.



REFERÊNCIAS



· GILBERTO, Antônio. O Calendário da Profecia. CPAD.

· LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de profecia Bíblica. CPAD.

· PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. VIDA.

· PFEIFFER, Charles F. et al. Dicionário Bíblico Wyclliffe. CPAD.

· RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas. CPAD.

· STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

· ZIBORDI, Siro Sanches. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.