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05/05/2012

LIÇÃO 06 – TIATIRA, A IGREJA TOLERANTE




INTRODUÇÃO

Nesta lição, obteremos importantes informações a cerca de Tiatira - uma das sete cidades da Ásia Menor.
Veremos como o evangelho provavelmente chegou a esta próspera cidade; quais as virtudes que a igreja naquela localidade possuía, e que foram elencadas por Cristo em sua carta; por fim, destacaremos ainda que esta igreja foi severamente repreendida pelo Senhor por ter tolerado falsos ensinos, que conduziram alguns ao erro, os quais mesmo recebendo tempo para se arrependerem, não fizeram assim. No entanto aos fiéis que não haviam aderido à nova doutrina, Jesus lhes fez exortações e promessas consoladoras.

I – IMPORTANTES INFORMAÇÕES SOBRE A CIDADE

1.1 Nome. O nome Tiatira significa “sacrifício de trabalho”. Esta cidade foi fundada como guarnição por Seleuco I da Síria no século IV a.C., que posteriormente passou para o domínio romano em 133 a.C. Era um importante centro industrial e comercial da região de Lídia. Na época em que o livro do Apocalipse foi escrito, estava em grande desenvolvimento. Seu comércio consistia em indústrias de tintas, fabrico de roupas, cerâmica e objetos de bronze, embora, politicamente nunca tenha conseguido grande importância, sendo a menos importante das sete cidades da Ásia Menor.

1.2 Localização. Uma cidade da província romana da Ásia Menor, área agora ocupada pela parte ocidental da moderna Turquia, que está localizada a aproximadamente 60 km a nordeste de Pérgamo.

1.4 Religião. Assim como na maioria das cidades daquela região, nos tempos neotestamentários, Tiatira tinha muitos templos dedicados a vários deuses. Havia o templo de Apolo, o de Tirimanios, o de Sambate e o de Artemis, que como já vimos em uma lição anterior, tinha como foco de adoração a cidade de Éfeso (At 19.27,28).

II – COMO ERA A IGREJA DE TIATIRA

Podemos compreender que o evangelho de Cristo chegou a Tiatira por intermédio de uma discípula chamada
Lídia, a vendedora de púrpura, que foi a primeira convertida européia através do apóstolo Paulo, em sua segunda viagem missionária (At 16.14). Por isso a maioria dos estudiosos acredita que, a convertida Lídia e os seus parentes tenham sido os instrumentos que levaram a mensagem de Cristo para a cidade de Tiatira. Para esta igreja Jesus diz o seguinte:

2.1 O remetente identifica-se como o “Filho de Deus”. Cada evangelho nos mostra Jesus Cristo de uma forma: Mateus identifica-o como “Messias e Rei” (Mt 1.1; 2.2); Marcos como “O Servo” (Mc 1.1-11; 14.1); Lucas como o “Filho do Homem” (Lc 5.24; 12.8); todavia, João dá-nos uma visão dele como o “Filho de Deus”, tanto em seu evangelho (Jo 3.36;20.31), quanto em suas epístolas (I Jo 5.10,20), e, de igual modo no livro do Apocalipse (Ap 2.18; 12.5). A expressão Filho de Deus dada a Jesus indica que ele é Deus como o Pai (Fp 2.5), e que possui os atributos exclusivos da divindade, como: eternidade (Jo 1.1; 8.58); onipotência (Mt 28.18; Ap 1.8); onipresença (Mt 18.20; 28.20) e onisciência (Jo 1.47,48; Ap 2.23).

2.1.2 “Que tem olhos como chama de fogo”. Já vimos em outra lição que esta expressão significa dizer que Jesus têm a capacidade de sondar (examinar). Mas, outra coisa também deve ser destacada, é que assim como fogo tem a capacidade de provar a autenticidade do ouro, Cristo também testa a legitimidade das nossas obras e as intenções com as quais as fazemos (I Co 3.13,14); Assim Cristo estava confessando aos cristãos de Tiatira que eles estavam sob o seu olhar e sua análise.

2.1.3 “E os pés como latão reluzente”. Este termo aponta para a capacidade que Cristo tem de julgar, pois, o latão é uma liga formada por bronze e cobre. Ele representa o juízo ou julgamento contra o pecado. Por exemplo: os céus de Israel se tornariam de bronze se eles desobedecessem a Lei do Senhor (Lv 26.19; Dt 28.23). Portanto, o bronze é a justiça divina aplicada ao homem em juízo. Ele julgará e recompensará cada um segundo as suas obras (Ap 2.23; 22.12).

2.2 “Eu sei as tuas obras”. Nós, os cristãos, devemos estar cientes de que apesar da fé preceder as obras, isto não significa dizer que ela não seja importante. Pois, Jesus Cristo ensinou que a árvore é conhecida pelos seus frutos (Lc 8.44); que a nossa justiça não pode ser apenas aparente, como a dos escribas e fariseus, mas deve ser evidenciada pelas atitudes, senão, jamais entraremos no reino dos céus (Mt 5.20).

2.4 “E o teu amor”. Percebe-se claramente que contraste havia entre a igreja de Tiatira e a igreja de Éfeso. Enquanto Éfeso fora exortada a voltar ao primeiro amor, pois havia o abandonado (Ap 2.4), em Tiatira, Jesus destaca a presença do amor (Ap 2.19). Está em foco aqui o amor a Deus “ágape” como principal dos mandamentos (Mc 12.30), e, por conseguinte, o amor de Deus manifestado através de nós “phileo” para com os nossos semelhantes (Mc 12.31). Afinal de contas, o amor é a principal das três virtudes cristãs (I Co 13.13); é também a marca do verdadeiro discípulo do Nazareno (Jo 13.35) e ainda é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Rm 13.10; Gl 5.14).

2.5 “E o teu serviço”. A expressão “serviço” no grego é “diakonia” que significa: atenção, assistência, ajuda. O termo foi usado por Paulo designando a obra social (Rm 15.31), ou seja, o ato de aliviar os necessitados com a distribuição de coletas aos pobres e as viúvas (At 6.1; 12.25; 2 Co 9.12). Isto significa dizer que a igreja em Tiatira se importava com os pobres e carentes ministrando-lhes o que necessitavam.

2.6 “E a tua fé”. A palavra Do grego “pistis” significa confiança. Uma das principais virtudes da teologia (I Co 13.13), sem a qual é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). A fé é tão indispensável ao justo, que segundo as Escrituras, ele vive por ela (Hc 2.4). Esta igreja recebe de Cristo o reconhecimento de que possuía uma fé ativa, que opera pelo amor (Gl 5.6) e produz obras (Ap 2.19).

2.7 “E a tua paciência”. A palavra paciência, do grego hupomone, diz respeito à constância, resistência. Paulo nos ensina que a tribulação produz paciência (Rm 5.3); logo, fica implícito que esta igreja, ante as perseguições e sofrimentos advindos da sua fé na pessoa de Cristo, mostrava-se constante sem diminuir seu crescimento e seu progresso. É o que deduzimos da expressão “E que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras” (Ap 2.19).

III – TIATIRA A IGREJA TOLERANTE

Como pudemos ver, Cristo elencou várias virtudes dos cristãos da igreja de Tiatira, mas aquele que tem “olhos como chama de fogo” não deixou passar despercebido uma gravíssima falha: a tolerância para com o pecado. O dicionário Aurélio define a expressão “tolerar” como consentir. Mas, o que esta igreja consentiu que Cristo reprovou?
Vejamos mais detalhadamente:

3.1 “Mas tenho contra ti que toleras Jezabel”. O nome “Jezabel” do hebraico “izebel” para alguns eruditos significa: “Montão de lixo”, mas, na opinião de outros: “casta”. Aparece pela primeira vez nas Escrituras como filha de Etbaal, reisacerdote de Tiro e Sidom (I Rs 16.31). No entanto, é evidente que essa pessoa a quem o Senhor chama de Jezabel aqui no NT, não é a mesma do AT. O fato de denominar como Jezabel a que estava perturbando a igreja em Tiatira com o mesmo nome da esposa de Acabe, indica que ambas tinham o mesmo caráter maligno. Perceba as similaridades que havia entre ambas: 1). Uma se dizia sacerdotisa (I Re 16.32), a outra se dizia profetisa (Ap 2.20-a); 2). Uma seduziu os profetas do Senhor a adorarem a Baal (I Rs 18.19), a outra enganava os servos do Senhor com um evangelho liberal (Ap 2.20-b); 3) por fim, uma procurava matar os servos do Senhor que se lhe opusessem (I Rs 18.4), a outra, com seus errôneos ensinamentos, conduziu muitos a morte espiritual, e, se não se arrependessem, seriam mortos fisicamente (Ap 2.23).

3.2 “...Ensine e engane os meus servos...”. Como podemos perceber do texto, o conteúdo das profecias desta
Jezabel, consistia em enganos, como o próprio Senhor Jesus afirma (Ap 2:20). Ela ensinava os servos do Senhor participarem de cultos pagãos, comendo das coisas sacrificadas aos ídolos (Ap 2.20). Prática esta não só proibida no Antigo Pacto (Êx 34.14,15) como também no Novo Pacto (At 15.29). É preciso entender que a profecia é um dom do Espírito (I Co 12.1), porém, na presente dispensação, o dom profético que têm como função exortar, consolar e edificar o povo de Deus jamais poderá modificar artigos de fé, alterar doutrinas ou trazer novas revelações (I Co 14.26-40; Ap 22.18,19). Portanto, as profecias têm de passar pelo crivo da Palavra de Deus para serem recebidas pela igreja (I Co 14.29).

3.3 A punição para Jezabel e seus seguidores. Diante do que foi exposto pelo Senhor Jesus àquela igreja, depois que lhes deu tempo para que se arrependessem, mas não se arrependeram (Ap 2.21). Tanto a Jezabel como os seus seguidores receberiam a punição, que provavelmente diz respeito a enfermidade ou a morte física (Ap 2.22,23). Esta correção tinha como propósito dar exemplo para os demais que não haviam abraçado este falso ensino (Ap 2.24), bem como a todas as outras igrejas (Ap 2.23).

IV – EXORTAÇÕES E PROMESSAS

Percebemos nos últimos versículos desta carta de conteúdo tão forte que apesar de alguns cristãos estarem se
afastando de Cristo e da sua doutrina, havia um remanescente fiel, que o Senhor exorta a reter o que tinha (obras, amor,serviço, fé e paciência) até que ele viesse (Ap 2.25). A expressão “reter” no grego “katechõ” significa: segurar firme. Os que assim procedessem seriam galardoados com a oportunidade de reinar com Cristo no Milênio, recebendo poder sobre as nações (Ap 2.26,27) e com a estrela da manhã: o próprio Senhor Jesus Cristo que havia de raiar sobre eles no arrebatamento da igreja (Nm 24.17; Ap 22.16).

CONCLUSÃO
Concluímos dizendo que apesar da igreja em Tiatira possuir pontos positivos, destacados por Cristo em sua carta, não fizeram com que estes superassem o ponto negativo da tolerância para com o pecado. Imitemos, pois os bons exemplos e rejeitemos os maus; e nos dediquemos em agradar a Deus com uma vida de santificação sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

REFERÊNCIAS
• MACARTHUR, John. Bíblia de Estudo. SBB
• SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse, versículo por versículo. CPAD.
• ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
• ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
• CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado versículo por Versículo. HAGNOS.

11/03/2012

NEOPENTECOSTALISMO



A terminologia apresenta uma nova modalidade com fachada de Pentecostes, tal pretensão é discordante, pois a obra de Deus é perfeita e tudo o que podemos afirmar é que Deus, REGENERA, RESTAURA, RENOVA, mas não substitui:
II Co.11.4- Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.
JESUS que pregamos, segundo a BÍBLIA:

CRISTOLOGIA, ADOUTRINA DE JESUS CRISTO:

Jesus Cristo, que é eternamente a segunda pessoa da Trindade e compartilha de todos os atributos divinos, tornou-se plenamente humano. Ao entrar no mundo como ser humano Jesus assumiu características humanas ainda que escolhesse voluntariamente exercer seus poderes divinos apenas de modo não continuo a fim de cumprir sua missão redentora.
A Pessoa de Jesus Cristo

Guando olhamos para Jesus, vemos o pleno homem Jesus e também afirmamos  que ele é Deus. O homem Jesus Cristo não somente vive através de Deus e com Deus, mas ele é Deus. A confissão da igreja cristã tem sustentado que Cristo é um pessoa que possui duas  naturezas, uma divina e outra humana.
I Tm 3.16 - E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: “Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória.”

OS TITULOS DE JESUS NAS ESCRITURAS

Titulo
Significado
Referência
Alfa e Omega
Começo e fim de todas as coisas
Ap 21.6
Bom Pastor
Dá orientação e proteção
Jo 10.11
Cordeiro de Deus
Deu sua vida como sacrifício pelos Pecados
Jo 1.29
Emanuel
Deus conosco
Mt 1.23
Cristo
O Ungido de Deus prometido pelos
Profetas do Antigo Testamento
Mt 16.16
Filho de Davi
O que traz o reino
Mt 9.27
Filho de Deus
Titulo divino que fala da intimidade singular e especial de Jesus com o Pai
Jo 20.31
Filho do homem
Título divino que fala de sofrimento e exaltação
Mt 20.28
Jesus
Nome próprio: Javé salva
Mt 1.21
Luz do mundo
O que traz esperança e direção
Jo 9.5
Mediador
Redentor que leva os pecados perdoados à presença de Deus
I Tm 2.5
Palavra/Verbo
Deus eterno, que revela Deus definitivamente.
Jo 1.1
Pão da vida
O alimento essencial
Jo 6.35
Pedra angular
Alicerce firme para a vida
Ef 2.20
Primogênito dentre os mortos
Leva-nos à ressurreição
Cl 1.18
Profeta
O que fala da parte de Deus
Lc 13.33
Rabi / Mestre
Título de respeito para que ensinava as Escrituras
Jo 3.2
Rei dos reis, Senhor dos senhores.
Todo-poderoso soberano
Ap 19.16
Salvador
O que livra do pecado
Jo 4.42
Santo de Deus
Perfeito e sem pecado
Mc 1.24
Senhor
Criador e Redentor soberano
Rm 10.9
Senhor da glória
Poder do Deus vivo
I Co 2.8
Sumo sacerdote
Mediador perfeito
Hb 3.1
Supremo pastor
Dá orientação e proteção
I Pe 5.4

Infelizmente não têm sido poucas as distorções sobre a pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Gl 1.8 - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema ([Do gr. anáthema, pelo lat. anathema.]
o   Expulsão do seio da Igreja; excomunhão:
o   Maldição, execração, opróbrio:
o   Reprovação enérgica.
o   Indivíduo que sofreu excomungado
o   Excomungado, maldito, amaldiçoado:
o   Réprobo, condenado.

Hb 13.8 - Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, eternamente.
Mt 24.35 – Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.
I Pe - ...mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta palavra que entre vós foi evangelizada.

ECLESIOLOGIA NEOPENTECOSTAL

A igreja neopentescostal é discutível em vários pontos. Pois cremos que o culto é uma expressão da crença, manifestação de fé e convicção dos praticantes, a forma de evangelização proselitista e sua estrutura ministerial.
O movimento neopentescostal é, portanto uma mistura sem apoio apostólico escriturístico e assim o pentecostal que conhece o fogo de pentecostes nunca a nauseante fumaça do modismo.

CULTO NEOPENTECOSTAL

Temos entendido que o propósito exclusivo de um culto é a adoração a Deus e a edificação da alma do adorador; é difícil dizer que a igreja neopentecostal tenha este propósito, isto porque a ênfase destes cultos geralmente, não é a gloria de Deus e sim uma proposta de solução para os problemas das pessoas. Na igreja neopentecostal conceito de culto é confuso, pois a propagação principal quase sempre gira entorno de campanhas de cura, revelação, culto dos milagres, cura interior, quebra de maldição, e em muitos deles para estimular a fé, utilizam-se objeto que se apresentam como amuletos e isto seguramente não agradam ao Senhor.
Como o assunto é sério se faz necessário comprovar a equação com um quadro comparativo:
O Catolicismo e os cultos afro-brasileiros como artifícios estimuladores da fé do praticante, o segmento criou varias crendices, como:

RAMO DE ARRUDA
JOGAR ARROZ SOBRE A NOIVA
DERRAMAR AÇUCAR
QUEIMAR ROUPA VELHA NO DIA DO ANO NOVO
BENZER RAMOS
ACENDER VELAS
NOVENAS

As igrejas neopentecostais seguindo o exemplo mudaram somente a terminologia:

CORRENTE DE ORAÇÃO
SAL NA ESQUINA
JEJUNS POR 7 SEXTA-FEIRA
BEBER ÁGUA ORADA, SOBRE O RÁDIO.
POR ROUPA UNGIDA
GALHO DE OLIVEIRA
FITINHAS DE PULSO
TAPETE UNGIDO
ÁGUA DO JORDÃO

O culto neopentecostal se preocupa mais como os efeitos que com as causas.
É comum os ouvintes serem, intimidados e estimulados a se prepararem para a operação cai, cai, as pessoas mais tímidas, menos expansivas ficam amedrontadas pois não imaginam o que lhe pode suceder caso venha se desequilibrar e cair, fato que pode acontecer por conseqüência desta preocupação, outros, chamados de torcida organizada já aguardam a oportunidade que o pregador abra o espaço quase sempre dizendo:
Hoje as ordens dos homens vão cair por terra, por que o Espírito Santo vai sacudir este lugar e você está autorizado a, pular, dançar, gritar, rolar, ainda digo mais, não te preocupe com o teu pastor que não gosta, se ele não é espiritual seja você, e com o auxilio de uma bateria estridente, um saxofone ao microfone, uma guitarra a todo som o equilíbrio vai se esvaindo em conseqüência do próprio som que somando a exigência de, levanta as mãos e adora com as mãos levantadas, formem grupos de 3 ou mais e se abrassem é pra já que está tudo no chão e os bons obreiros independente de:ser moça senhora, rapaz, ou senhor toma nos braços ou nas costas e traz diante do altar apresentando um cenário carente de melhor reflexão bíblica, pois uma manifestação do Espírito Santo não expõe o vazio ao ridículo como em algumas oportunidades, faltando toalha para cobrir irmãs que ao chão com o corpo descoberto causa humilhação a toda pessoa de são caráter, e em especial aos crentes lavado com o sangue de Cristo.
O culto neopentecostal se contradiz com a mensagem de Cristo quando apresenta a benção da prosperidade como algo normal e necessário para quem é filho, Jesus Cristo disse: Ajuntai tesouro no céu, Mt 6.19.
OS TEOLOGOS DA PROSPERIDADE MENOSPREZAM A SALVAÇÃO EM CRISTO E OS BENS CELESTES”.
é  ne(o)-
[Do gr. néos, a, on.]
El. comp.
 1.        = 'novo', 'moderno': neolatino, neologia. 
 Ou seja, neopentecostal significa;
Novo pentecostes, pentecoste moderno.

O culto neopentecostal que se preocupa em propagar o milagre da cura dizendo que Deus não permite que seus filhos sofram por enfermidades, se contradiz com a mensagem bíblica, pois o apostolo Paulo orou e o Senhor não lhe restaurou, mas lhe consolou dizendo a minha graça te basta. II Co 2.9.
O mesmo apostolo recomendou Timoteo a usar vinho por causa das freqüentes enfermidades, I Tm5. 23.

ESPÍRITO SANTO
Terceira pessoa da TRINDADE. Ele aplica na vida das pessoas as bênçãos da salvação (Jo 7.38-39). Como Auxiliador (Jo 16.7, NTLH; RA e RC, Consolador), ele dá nova vida (Gl 6.8), convence (Jo 16.8-11), dá força (Rm 8.26-27), distribui DONS (1Co 12.1-11), produz virtudes (Gl 5.22-26). V. ADVOGADO.

03/03/2012

UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA





INTRODUÇÃO
Nesta lição iremos ver que a igreja não é uma instituição humana feita com fins lucrativos, muito pelo contrário, ela é uma instituição divina (Ef 3.9), que têm Cristo como fundamento (Mt 16.17,18) e o Espírito Santo como mantenedor (Jo 14.16). Veremos que a sua natureza é universal e local, que é una, santa e apostólica. Observaremos também que a visão da Teologia da Prosperidade equivoca-se quanto a classificar a prosperidade de uma igreja limitando apenas a obtenção de bens materiais e não espirituais e eternos (Ef 1.3). Por fim, analisaremos o perfil das igrejas de Esmirna e Laodicéia sob a ótica de Cristo.
I - CONCEITO DA PALAVRA IGREJA
“A palavra “igreja”, no grego, ekklesia, significa “chamados para fora”. Originalmente, os cidadãos de uma cidade que eram chamados mediante o toque de uma trombeta, que os convocava para se reunirem como assembleia em determinado local, a fim de tratarem de assuntos comunitários. Da mesma forma, a Igreja é um grupo de pessoas chamadas para fora do mundo, para formar um povo seleto, especial, pertencer a Deus e serví-lo” (I Pe 2.9,10; I Ts 1.9). (Cabral, 2007, p. 5)
II - QUAL A NATUREZA DA IGREJA
Como um organismo vivo, a Igreja de Cristo possui uma natureza e/ou essência. A palavra de Deus nos mostra características dessa natureza. Citaremos algumas:
  • A igreja é universal e local. A igreja universal ou invisível é o conjunto de todos os salvos em Cristo. É citada no Novo Testamento no singular - “igreja” nos textos de (At 20.28; I Co 12.28; Ef 1.22; 5.27 I Tm 3.15; Hb 12.23). Já a igreja local se trata da reuniãos dos fiéis em um local específico. A Bíblia emprega o plural “igrejas”, a fim de referir-se às igrejas locais (At 9.31; 16.5; Rm 16.4; 16.19; II Co 8.1; Gl 1.2).
  • A igreja é una. Apesar da igreja ser composta de vários membros (povos, tribos, línguas e nações), sua unidade tanto local como universal é retratada perfeitamente na figura de um corpo, pelo apóstolo Paulo (I Co 12.12,13; 27).
  • A igreja é santa. Como vimos acima, a igreja é um povo “chamado para fora”. Isto diz respeito a separação que a igreja deve ter em relação ao mundo. Jesus Cristo, seu arquiteto, a santificou pelo seu sangue (Ef. 1.7;I Jo 1.7), por sua Palavra (Jo 17.17/Ef 5.26) e pelo seu Espírito (Tt 3.5/Rm 8.1).
  • A igreja é apostólica. A igreja de Cristo está fundamentada nos seus ensinos, repassados pelos seus santos apóstolos - este é o seu fundamento (Ef 2.20). O apóstolo Paulo reconhecia este sólido ensinamento como único, ao ponto de alegar que se algum dos apóstolos ou até mesmo um anjo do céu pregasse outro evangelho, deveria ser considerado maldito (Gl 1.8,9).
III - CARACTERÍSTICAS DE UMA IGREJA PRÓSPERA
É extremamente equivocada a visão dos Teólogos da Prosperidade, limitando-a apenas a obtenção de riquezas, principalmente sob o ponto de vista do Cristianismo, que prega a valorização do ser mais que do ter. No livro dos Atos dos Apóstolos encontramos evidências na igreja primitiva, que atestam a verdadeira prosperidade daquela igreja - sua saúde espiritual. Destacaremos aqui algumas características de uma igreja verdadeiramente próspera, relatadas por Lucas :
3.1 Aquela que persevera na doutrina. A palavra “doutrina” do gr. didache, denota ensinamento ou instrução. Jesus havia exortado aos seus apóstolos que ensinassem aos que se tornassem discípulos (Mt 28.19,20). Eles também haviam sido advertidos que “permanecer na palavra era a garantia de um discípulado verdadeiro” (Jo 8.31). Fazendo assim, a igreja primitiva demonstrou em seu viver diário apego ao que os apóstolos do Senhor ensinavam (At 2.42). Isto a qualificou como uma igreja próspera, que não crescia apenas em quantidade, mas em qualidade (At 2.41;47).
3.2 Aquela que persevera na comunhão. A palavra “comunhão” vem um termo grego koinonya que envolve a ideia de participação, companheirismo e contribuição. Teologicamente significa “Vínculo de unidade fraterna, mantido pelo Espírito Santo, que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus” (II Co 13.13; I Jo 1.3). A comunhão também reflete a prosperidade de uma igreja, pois mostra que apesar de ser composta por pessoas distintas é coesa quanto a fé. É como um corpo que cresce de forma ajustada, pois está ligado, segundo a cooperação de cada parte (Ef 4:16).
3.3 Aquela que persevera no partir do pão. A expressão “partir do pão” diz respeito ao ritual sagrado da Ceia do Senhor, a reunião mais solene da igreja, onde os membros reunidos celebram a morte do Senhor até que venha, como ele assim ordenou (Lc 22.19). O corpo e o sangue de Cristo simbolizados no pão e no vinho deveriam ser ingeridos com temor e reverência pela comunidade cristã (I Co 11.27,28). A celebração em si deveria ser realizada em amor e comunhão, como demonstração da vida saudável da igreja.
3.4 Aquela que persevera nas orações. A prática da oração persistente e fervorosa também é a marca de uma igreja realmente próspera. Pois, a oração é um recurso eficaz (Tg 5.16); é o único meio de comunicação com Deus (Jr 33.3); e é também uma arma defensiva e ofensiva (Ef 6.18). Os cristãos primitivos demonstravam uma vida próspera porque viviam em constante oração (At 1.14; 2.42; 3.1; 4.31).
IV - A PROSPERIDADE DE ESMIRNA E A POBREZA DE LAODICÉIA
A prosperidade de uma igreja não deve ser aferida e/ou avaliada pelos templos suntuosos que constrói, ou pelos caros automóveis que seus membros possuem, muito pelo contrário, a definição de uma igreja realmente próspera como já temos visto, ultrapassa o material. Vejamos sob a ótica de Cristo a definição de pobreza e riqueza, nas igrejas de Esmirna e Laodicéia.
4.1 A igreja de Esmirna:
  • Chamada de coroa da Ásia. Atualmente conhecida como “Izmir”;
  • Seu nome significa “mirra”, que é uma substância cheirosa, porém extremamente amargosa, que por certo retrata as duas condições da igreja: aprovada (Ap 2.9), porém provada (Ap 2.10);
  • Tinha obras (Ap 2.8);
  • Sofria tribulação (Ap 2.8);
  • Era pobre, porém rica (Ap 2.8): como podemos ver essa declaração parece uma contradição. Como pode alguém ser pobre, porém rico? Está claro que embora fossem pobres em termos materiais, esses cristãos desfrutavam de uma valiosíssima riqueza espiritual (Ap 2.9). Aqueles que ensinam que a espiritualidade obrigatoriamente deve trazer riqueza, se esquecem de mencionar que a riqueza muitas vezes produz a decadência espiritual (Mt 6.24; Lc 16.13; I Tm 6.10).
4.2 A igreja de Laodicéia:
  • Este nome foi dado a cidade por Antíoco II em homenagem a sua esposa Laodice;
  • Tornou-se o mais saudável e importante centro comercial da região. Era principalmente conhecida por três atividades comerciais: bancária, lã e medicina;
  • Tinha obras (Ap 3.14);
  • Era espiritualmente morna (Ap 3.14);
  • Era rica, porém pobre (Ap 3.17): como podemos perceber, a igreja de Laodicéia encontrava-se numa situação oposta a de Esmirna. O conceito dos cristãos desta igreja sobre prosperidade era equivocado aos olhos de Cristo, pois ele os adverte dizendo: “como dizes“, no entanto ouvem dele “e não sabes que és“. Percebe-se nitidamente aqui a grande diferença entre o ter e o ser. O materialismo presente na cidade afetou a igreja ao ponto dela gloriar-se no que financeiramente possuía: bancos abarrotados de dinheiro, mas era pobre; tinham lã para fabricar roupas, todavia estavam nus; e sua medicina estava tão avançada que criou um tipo de colírio, que trazia cura para algumas doenças dos olhos, entretanto eram cegos. Por fim, sua espiritualidade morna, era tão insuportável para Cristo como suas águas mornas eram para o consumo.
CONCLUSÃO
É necessário entender que nem a pobreza nem a riqueza caracterizam a prosperidade de uma igreja. Muito pelo contrário, a verdadeira riqueza de uma igreja, do ponto de vista divino, encontra-se numa fé verdadeira, que é mais preciosa que o ouro (I Pe 1.7); em vestes espirituais brancas (Ap 19.8); e por fim, na abertura dos olhos espirituais pela revelação da Palavra e do Espírito (Sl 19.8/Ef 1.8).
REFERÊNCIAS
  • MACARTHUR. Bíblia de Estudo. CPAD.
  • ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
  • ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal. CPAD.
  • CABRAL, Elienai. Lições Bíblicas: a Igreja e a sua missão. CPAD.
Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação