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23/03/2014

O ARREBATAMENTO DA IGREJA, “CONDIÇÃO PARA SUBIR”

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados 1 Co 15:52




INTRODUÇÃO

Segundo os links abaixo, foi explicado sobre o termo bíblico “O Arrebatamento da Igreja”, com o objetivo de esclarecer possíveis dúvidas sobre o referido tema. Usando textos das Sagradas Escrituras (princípio da hermenêutica bíblica), procurei mostrar aos leitores com clareza, o que Deus preparou, em um futuro próximo, àqueles que aceitaram o sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário e desejarem ter uma vida de obediência incondicional a Bíblia Sagrada.

Arrebatamento da Igreja: http//ebdestudosbiblicos.blogspot.com.br/2007/11/arrebatamento-da-igreja.html
ARREBATAMENTO II: http//ebdestudosbiblicos.blogspot.com.br/2011/07/arrebatamento-ii.html

Nesta feita, não quero falar sobre o Arrebatamento da Igreja explicando sua forma teológica, a fim de apenas acrescentar o vosso conhecimento sobre o determinado assunto, não é essa minha intenção. Sendo o Arrebatamento uma realidade bíblica, espero conduzi-los a reflexão e também despertá-los a esse iminente e glorioso acontecimento.

HAVERÁ SELEÇÃO

DEUS não faz acepção de pessoas, a Bíblia diz:

  • Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna Jo 3.16.

O dom de Deus que é a salvação, foi oferecida a todas as pessoas da terra deixando em aberto a decisão de cada indivíduo sobre oque escolher para seu futuro eterno, a Bíblia diz:

  • Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se2 Pe 3.9.

Existem algumas expressões bíblicas que nos chamam a atenção, por exemplo:
  • ...os que morreram em Cristo ressucitarão primeiro ITs 4.16
  • ...um povo seu especial, zeloso de boas obras Tt 2.14
  • Mas aquele que perseverar até ao fim... Mt 24.13

Essas expressões entre outras, nos dizem claramente que não serão todas as pessoas que confessam a Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas, que desfrutarão das riquezas celestiais, mas sim, as que quando o Senhor vier, possa os achar irrepreensíveis para subir ao céu de luz e estar sempre ali com o Senhor.
Ora, estou falando da condição ideal para subir no Arrebatamento da Igreja, pois, faltando algum requisito certamente grande será a decepção.
O Reino dos céus não é algo a se comparar com as coisas corruptíveis e passageiras desse mundo, saber reconhecer o devido valor de Cristo em nossas vidas, empregar força e até mesmo renúncia pessoal, faz parte de uma vida genuinamente cristã daquele que realmente deseja ir morar no céu.

Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas;
E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a
Mt 13.45-46”.

Quem está na igreja, mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a Cristo, será deixado aqui, no Dia do Arrebatamento.
Todos os crentes devem examinar suas vidas constantemente, atentando para sua vida espiritual, tendo em vista a Vinda de Cristo num momento desconhecido e inesperado, “Mas daquele dia e hora ninguém sabe
Mt 24.36...”

O Arrebatamento da Igreja é ilustrado nas parábolas que o Senhor nos ensinou, vejamos algumas:

ESTAR COM AS VESTES APROPRIADAS

  • Então Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos Mateus 22.1-14.

A veste nupcial é um dos requisitos básico e simboliza a condição de se estar preparado no momento do Arrebatamento. Significa despojar-se das vestes antigas, dos andrajos do pecado, e vestir-se com trajes santos, purificados com o sangue do Cordeiro. Os que aceitam a Cristo Jesus pela fé, são feitos novas criaturas (2Co 5.17), pertencendo totalmente a Deus.
Infelizmente, em nossos dias muitas pessoas se iludem pensando que de qualquer maneira subirão no Arrebatamento, mas a Bíblia nos exorta a buscarmos um arrependimento sincero e conservar uma vida santa sem se contaminar com as coisas vis deste mundo.


  • Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; 1 Pe 1.13-15

  • Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Rm 12.1,2
  • Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor Hb 12.13-14

Ser santo é estar separado do pecado e consagrado a Deus. É ficar perto de Deus, ser semelhante a Ele, e, de todo o coração, buscar sua presença, sua justiça e a sua comunhão.

  • SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração. Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo; A cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que jura com dano seu, e contudo não muda. Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado. Sl 15.1-5

SER FIEL


  • Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá; E começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios, Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe, E separa-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes Mateus 24:44-51.


Nota:
Fidelidade (do latim fidelitas pelo latim vulgar fidelitate), é o atributo ou a qualidade do que ou de quem é fiel (do latim fidelis), para significar que ou o quem conserva, mantém ou preserva suas características originais, ou que ou o quem mantém-se fiel à referência.

Segundo o texto acima, ser fiel, é imprescindível, pois o Senhor em breve requererá de cada um segundo o talento que Ele mesmo nos entregou.
Quem for achado fiel no dia do Arrebatamento será considerado Bem-aventurado, quanto ao servo infiel e negligente, sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Outro grande detalhe na vida do servo fiel e prudente, é que ele não será pego de surpresa e nem envergonhado. A recompensa para o servo fiel é incalculável e não se compara com as “grandezas daqui”, ALELUIA!!!

  • Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois. Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles. Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Mateus 25:14-30

É interessante dizer que o Senhor não deixou o dia e nem a hora marcada de sua volta, mais disse para ficarmos de sobre aviso pois Ele virá a uma hora em que não pensamos e nem esperamos, por esse motivo devemos atentar para os detalhes, pois, o Senhor virá e não tardará.

  • Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor Mateus 24:41-42

TER AZEITE

  • Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir. Mateus 25:1-13

O Azeite nos textos sagrados representa a pessoa bendita do Espírito Santo. O Espírito Santo é a nossa garantia, o selo e penhor da nossa eterna redenção.
  • Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. Efésios 1.13-14

O Espirito Santo é o agente que regenera vida do mais vil pecador quando este se entrega a Jesus;

  • Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. João 3.5-6
A transformação na vida do convertido em Cristo, se inicia a partir do momento em que há confissão e arrependimento, então, o Espírito Santo começa atuar como também conservará essa vida com as características de um santo(a), para o Dia do Arrebatamento.
Uma vez entregue a Jesus, devemos agradá-lo em toda nossa maneira de viver para não corrermos o risco de perder a presença maravilhosa do Espírito Santo e colocarmos a esperança da salvação em jogo.
O Espírito Consolador quem nos ensina todas as coisas concernentes a salvação;
  • Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26
  • Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio. João 15:26-27
  • Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. João 16:13-14

Não existe nada que possa substituir a presença gloriosa do Espírito Santo em nossas vidas, pois sem Ele não há razão para viver, não haverá galardão sem a presença dEle.
Cuidar do nosso corpo, é um bem que fazemos, pois, permitiremos a permanência constante do Espírito Santo conosco.

  • Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:15-17
  • Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. 1 Coríntios 6:18-20



CONCLUSÃO

A ardente expectação pelo aparecimento do Senhor Jesus nas nuvens, nos move a buscarmos com perseverante oração a presença do Senhor e obedecermos a sua Santa Palavra.
Quanto mais o tempo passa, mais os sinais nos mostra que o tempo está se findando e a oportunidade se indo das mãos daqueles que ainda não se decidiram em seguir a Cristo.
Que o Senhor nosso Deus, o Pai das luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação, nos conceda graça para triunfarmos dia após dia até conquistarmos a coroa da justiça que o Senhor Justo Juiz nos dará naquele dia.


E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem.
E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.




Fontes.
Donald C. Stamps, Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
W. E.VINE, Dicionário Vine – CPAD
Biblia online
Dicionário da Língua Portuguesa, Aulete Digital

22/03/2014

LIÇÃO 12 – A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES - 1º TRIMESTRE 2014 (Êx 29.1-12)


INTRODUÇÃO



No capítulo 29 do livro do Êxodo, Moisés registra a cerimônia de consagração de Arão e seus filhos para exercerem o ministério sacerdotal em Israel. Veremos nesta lição a definição do termo consagração, como ocorria esta cerimônia e a superioridade do sacerdócio de Cristo.



I – DEFINIÇÃO DE CONSAGRAÇÃO



A palavra consagrar vem do latim “consecrare”, formada por “com”, que significa “inteiramente” e “sacer”, que quer dizer “santo”. Portanto, consagrar significa “santificar inteiramente”. Os termos hebraicos usados no AT são qõdesh, que pode ser traduzido por “consagração”, “santidade” e incluem as ideias de “separação de algum uso comum ou profano” e de “separação para o serviço divino”. Pessoas e objetos eram separados para serviço divino, ou seja, eram consagradas (Êx 29.35; 28.41; Lv 7.37; 21.10; Nm 3.3; 7.11; Js 6.19). Nessa separação há uma aceitação das coisas ou pessoas em suas funções. Assim, Arão e seus filhos usavam vestes especiais em suas funções sacerdotais, como sinal de sua aceitação e consagração (Êx 29.29,33,35). Animais também eram consagrados, conforme vemos em (Êx 29.22,31,34). Como crentes, somos convidados a consagrar as nossas vidas a Cristo espiritual (Rm 12.1,2).



II – A CERIMÔNIA DE CONSAGRAÇÃO SACERDOTAL



Três coisas importantes ocorriam nesta consagração: sacrifícios de animais, lavagem e unção dos sacerdotes, como veremos a seguir: Os animais que deveriam ser sacrificados (Êx 29.1). Três animais eram sacrificados durante a cerimônia de consagração: um novilho e dois carneiros, sem mácula:



  • O novilho - Arão e seus filhos deveriam colocar as mãos sobre a cabeça do novilho e depois ele seria degolado à porta da tenda, como oferta pelo pecado (Êx 29.10-14 Lv 8.14-17). Esse sacrifício purificava o sacerdote no caso de haver cometido algum pecado involuntário que poderia desqualificá-lo para representar o povo diante de Deus (Lv 4.3-12). Esta oferta já apontava para o sacrifício de Cristo (Is 53.5; Jo 1.29; Gl 3.13; Hb 13.11-13). A imposição de mãos apontava para a transferência dos pecados do sacerdote para o novilho (Lv 4.4,15,24,29,33; 16.21,22).



  • O primeiro carneiro - Esta oferta simbolizava consagração total ao Senhor, e não um sacrifício pelo pecado (Êx 29.15-18; Lv 8.18-21). Arão e seus filhos deveriam impor as mãos sobre a cabeça do carneiro, não para transferência de pecado, pois já foi realizada na ocasião da morte do novilho (Êx 29.10-14), e sim, para oferecerem a si mesmo, como oferta agradável ao Senhor (Lv 8.21). Depois que o animal era degolado, seu sangue era espalhado sobre o altar, então ele deveria ser partido e suas entranhas e suas pernas deveriam ser lavadas (Êx 29.16,17; Lv 8.21). Esta lavagem apontava para a pureza daquele que estava sendo representado, ou seja, Arão e seus filhos.



  • O segundo carneiro - Era chamado de “carneiro da consagração” (Êx 29.22; Lv 8.22). Neste sacrifício, também havia imposição de mãos sobre o carneiro (Êx 29.19). Depois que o carneiro era degolado, o sangue era colocado:
    (1) sobre a ponta da orelha direita de Arão e seus filhos, simbolizando que o sacerdote era alguém que deveria estar preparado para ouvir tudo que o Senhor ordenasse, afim de cumprir suas ordens;
    (2) sobre o dedo polegar da mão direita. Tendo em vista que as mãos são instrumentos de ação, simbolizava que o sacerdote deveria estar pronto a realizar tudo que Deus lhe ordenasse; e;
    (3) sobre o dedo polegar do pé direito, mostrando que o sacerdote deveria andar pelos caminhos que o Senhor lhe ordenasse. O resto do sangue era espalhado sobre o altar (Êx 29.19-23).



OS SACERDOTES DEVERIAM SER LAVADOS COM ÁGUA (Êx 29.4).

Esta lavagem cerimonial dos sacerdotes com água simbolizava a pureza que devia caracterizar o serviço sacerdotal, bem como a Palavra de Deus, como fonte de purificação (Sl 119.9,11; Jo 13.10; 17.17). Como Deus é santo (Lv 11.44,45; 19.2; 20.7; Is 48.17; I Pe 1.16) os sacerdotes deveriam estar limpos tanto no ato da consagração como no exercício do seu ofício (Êx 30.19-21). Caso contrário, eles estariam impuros para cumprir suas obrigações diante do Senhor. Semelhantemente, todos nós, como reino sacerdotal e nação santa (I Pe 2.9), necessitamos estar limpos, para nos achegar a Deus (Jo 15.3; II Co 7.1; Ef 5.26). O escritor aos hebreus diz: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10.22).



OS SACERDOTES DEVERIAM SER UNGIDOS (Êx 29.7).

No AT, reis e sacerdotes recebiam a unção com óleo antes de exercerem suas respectivas funções (Êx 28.41; Lv 8.12; Nm 35.25; I Sm 10.1; 12.3,5; II Sm 1.14,16; I Rs 1.39,46; 19.16). A unção de um sacerdote lhe conferia um ofício vitalício (Lv 7.3; 4.3; 8.12-30; 10.7). Além dos sacerdotes, o tabernáculo e seus utensílios também foram ungidos (Êx 30.26-29; 40.9; Lv 8.10). O azeite simboliza o Espírito Santo; pois, ninguém pode realizar um serviço espiritual sem a unção do Espírito. O próprio Jesus foi ungido pelo Espírito (Is 60.1-3; Lc 4.18,19; Hb 1.9). Em sua totalidade, a cerimônia de consagração dos sacerdotes durava sete dias (Êx 29.35-37).



III – O SACERDÓCIO DE CRISTO



Existe notável diferença entre o sacerdócio da Antiga Aliança e o sacerdócio de Cristo. Isto por que, no Antigo Pacto, o sumo sacerdote era imperfeito e oferecia sacrifício pelos seus próprios pecados. Mas, quanto ao sacerdócio de Cristo, o escritor aos Hebreus diz: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hb 7.26,27).

Base Bíblica do Sacerdócio de Cristo. O Senhor Jesus Cristo é o ministro de Deus para nós. Ele é o nosso sacerdote para sempre. O salmista disse: “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.4; Hb 5.6).



A PERFEIÇÃO DO SACERDÓCIO DE CRISTO.

Os sacerdotes do Antigo Pacto intercediam pelos homens a Deus, mas não podiam salvá-los. Jesus, porém, nosso sumo Sacerdote, não só vive para interceder por nós (Hb 7.25) como nos assegurou uma perfeita salvação (Jo 5.24; Rm 8.34).



A SUPERIORIDADE DO SACERDÓCIO DE CRISTO.

O sacerdócio de Cristo nos proporciona uma superior esperança, e constitui o fundamento de toda a certeza que temos quanto a salvação e a vida eterna. Vejamos porque ele é superior:



O SACERDÓCIO DE CRISTO É ETERNO.

Por ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 7.21), antecedeu, em centenas de anos, ao de Arão (Êx 28.1-11); e é, portanto, autor da salvação eterna. “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9).



O SACERDÓCIO DE CRISTO ESTÁ BASEADO EM UMA SUPERIOR ALIANÇA.

As Escrituras deixam bem claro que a Antiga Aliança era apenas sombra dos bens futuros (Hb 10.1), demonstrando assim a superioridade da Nova Aliança. O escritor aos Hebreus diz: “De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador” (Hb 7.22).



O SACERDÓCIO DE CRISTO É DETENTOR DE SUPERIORES PROMESSAS.

Sem dúvidas, o sacerdócio de Cristo nos proporcionou gloriosas promessas, tais como: ser templo do Espírito Santo (Jo 14.17,23); do Batismo com o Espírito Santo (Lc 24.49; At 2.38,39); a adoção de filhos (Jo 1.12; II Co 6.18; I Jo 3.1,2). “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas” (Hb 8.6).



O SACERDÓCIO DE CRISTO INSPIRA SUPERIOR ESPERANÇA.

Diferente dos sacrifícios do Antigo Pacto, que apenas cobriam temporariamente o pecado, mas não transformava o pecador; o sacrifício de Cristo aperfeiçoou para sempre os que são santificados; realizando o que a Lei não podia fazer: santificar os pecadores. “Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus” (Hb 7.19).



O SACERDÓCIO DE CRISTO OFERECE SACRIFÍCIO SUPERIOR.

Enquanto que, no Antigo Pacto os sacrifícios eram de animais, no Novo Pacto, Cristo ofereceu-se a si mesmo. Como nosso Sumo Sacerdote, Ele penetrou no céu (Hb 9.11,12), onde apresenta ao Pai a eficácia expiatória do seu sangue, e intercede por nós. “De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes... Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” (Hb 9.23; 10.4).



CONCLUSÃO



No Antigo Pacto, Arão e seus filhos foram lavados e ungidos para exercerem o ministério sacerdotal. Além disso, três animais eram sacrificados, representando a expiação, oferta e consagração. Na Nova Aliança, esta cerimônia torna-se desnecessária, tendo em vista que Jesus Cristo é o nosso Sumo Sacerdote, perfeito, eterno e superior aos sacerdotes do Antigo Testamento.



REFERÊNCIAS
ADEYMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. MUNDO CRISTÃO.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
_______________ . O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. HAGNOS.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD