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22/02/2014

LIÇÃO 08 – MOISÉS - SUA LIDERANÇA E SEUS AUXILIARES - 1º TRIMESTRE 2014 (Êx 18.13-22)

INTRODUÇÃO
 
Nesta lição abordaremos de forma breve o estilo de liderança de Moisés. Ele não foi apenas um homem usado por Deus para fazer com que o povo de Israel saísse do Egito. Ele foi também um grande líder, que demonstrou ouvir sábios conselhos e colocá-los em prática para o bem da obra do Senhor e pelo bem do povo. Liderar é uma arte, pois exige interagir com pessoas de diferentes personalidades e requer flexibilidade. Liderança requer treinamento, pois não se faz um líder da noite para o dia. Um líder espiritual vocacionado por Deus não responde apenas a assuntos de ordem espiritual e celestial; mas, também responde às questões de caráter material e terreno. O líder precisa ter discernimento da parte de Deus para atender às necessidades espirituais do seu rebanho, mas igualmente, ter a sensibilidade para com as demandas sociais da comunidade de fé onde lidera.
 
I – DEFININDO LIDERANÇA
 
Segundo Aurélio, liderança é a função do líder; capacidade de liderar; espírito de chefia; forma ou denominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos. No sentido etimológico, liderança está mais ligada a administração de pessoas ou recursos baseados em uma capacidade técnica ou inata, adquirida ou aprendida para o desenvolvimento e alcance de objetivos por determinado grupo ou empresa. Liderar é influenciar; liderança não é uma questão de direito ou de título, mas de habilidade é a capacidade de transformar visão em realidade.
 
II – DEFININDO LIDERANÇA CRISTÃ
 
Liderança cristã segundo o Pastor Antônio Gilberto é exercida pelo cristão (a pessoa que Deus escolhe, dirige, e capacita, para administrar a sua obra e o seu povo conduzindo-o como pessoas). Liderança nesse sentido é um DOM de Deus CONCEDIDO A QUEM ELE QUER, visando um propósito definido na sua obra (Jr. 3.15; 23.4; 1 Cor. 12; Ef. 4.7-12); Moisés foi preparado “no Egito e no deserto de Midiã” (At 7.22; Ex. 3.1); Josué foi preparado “através do convívio com Moisés” (Êx. 24.12-14; 33.11; Nm 27.18); Davi foi preparado “cuidando de ovelhas” (1 Sm 16.11; 2 Sm 7.8); Eliseu foi preparado “derramando água nas mão de Elias” (2 Rs 3.11); Timóteo teve em “Paulo uma fonte de inspiração” (At 16.1-3; 2 Tm 1.3-6), bem como também Neemias foi preparado por Deus na corte do rei para a reconstrução de Jerusalém (Ne 1).
 
III – CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS E VERDADEIROS LÍDERES
 
Liderar é planejar, integrar, motivar, avaliar e estabelecer alvos. Aprendemos que o líder autêntico é aquele que tem o objetivo de servir a Deus em qualquer circunstância. É o líder que COMANDA e ORIENTA os seus LIDERADOS, buscando sempre enfrentar os desafios encontrados no dia a dia. Enquanto que, os falsos líderes, são os que buscam seus próprios interesses, pois não são vocacionados por Deus. Vejamos:


IV – DEUS PREPAROU MOISÉS PARA SER UM LÍDER
 
Moisés foi um dos líderes mais importantes do Antigo Testamento, todavia, como homem, ele não era perfeito, e, com certeza, também cometeu algumas falhas enquanto líder. Porém, Moisés passou pelo treinamento do Egito e do deserto. Deus preparou Moisés para ser um líder e um libertador (At 7.22). Tal chamado deveria ser respaldado por todo um processo que o levaria à maturidade, e isso pode ser evidenciado em sua vida nos seguintes passos:
 
 Moisés foi criado em um lar piedoso, aprendendo a não só crer em Deus, mas a amar o povo oprimido (Êx. 2. 9,10; Hb 11.24-26);
 
 Foi Educado no Palácio do Egito – Moisés foi educado na melhor educação que o maior e mais culto império da Época oferecia (At. 7.22);
 
 Adquiriu experiência no deserto - No deserto Moisés foi capaz de aprender, como pastor de ovelhas, muitas lições que o ajudariam a governar com paciência e humildade os hebreus, pois, como ovelhas, eram embrutecidos, indefesos e não sabiam cuidar de si mesmos. Conheceu o deserto através do qual guiaria a Israel em sua peregrinação de quarenta anos. Ali conheceu a Deus pessoalmente e aprendeu a confiar e a viver uma vida de completa dependência.
 
V - MOISÉS ACEITOU A ORIENTAÇÃO DE JETRO - O LÍDER NECESSITA DE AJUDANTES (ÊX 18.18).
 
No estudo em questão, analisando o texto bíblico (Êx 18.13-22), veremos que o servo de Deus, Moisés, precisou de ajuda em sua liderança para poder desempenhar melhor o seu papel de líder e condutor do povo de Deus. Fala-se da nomeação de chefes para ajudarem Moisés na administração da congregação de Israel. Jetro era um homem aparentemente mais velho e experiente em questões de liderança e administração do tempo (Êx 18.13). Vemos ali o espírito de Moisés esmagado sob o peso da responsabilidade que pesava sobre si (Nm. 1.11-15). Um dos maiores perigos com que o líder se depara em seu dia a dia é o pensar que pode fazer tudo sozinho. E isso foi verificado por seu sogro, Vejamos:

 Jetro viu que o modelo de administração seguido por Moisés era cansativo tanto para ele quanto para o povo, pois não apenas Moisés se cansava atendendo o povo, mas o próprio povo se sentia cansado de esperar por uma solução da parte de Moisés (Êx 18.18,19);
 
 Uma das lições que Jetro ensinou a Moisés é que ele precisava de outras pessoas para partilhar
responsabilidades. Ninguém que trabalha em posição de liderança consegue fazer todas as suas atividades sem ajuda (Êx 18.18);
 
 Moisés estava sobrecarregado de trabalho, era evidente que precisaria de auxiliares (Êx 18.14);
 
 A carga de trabalho de Moisés ia aumentando cada vez mais, conforme Israel crescia. Ele era a única autoridade, uma espécie de combinação de funções seculares e religiosas (Êx 18.17,18);
 
 Jetro recomendou que Moisés fosse um intercessor pelo povo, e que levasse as questões do povo a Deus. Na verdade, essa era a função que Deus pretendia para Moisés, mas até aquele momento, o legislador estava sobrecarregado resolvendo questões do povo, sem a ajuda de auxiliares idôneos (Êx 18.21-23);
 
 Jetro recomendou que Moisés selecionasse homens: 
1) CAPAZES (pessoas que tinham habilidade de lidar com outras pessoas, ouvir e resolver problemas); 
2) TEMENTES A DEUS (um requisito básico para se lidar com o povo de Deus, pois estariam julgando o povo de acordo com a vontade de Deus); 
3) HOMENS DE VERDADE (homens sobre os quais não poderia recair suspeitas, e cujas ações demonstrassem sua respeitabilidade); 
4) HOMENS QUE ABORRECESSEM A AVAREZA (essa característica não poderia passar em branco, visto que se uma pessoa for trazer pareceres vinculados ao dinheiro, com certeza seu parecer será tendencioso);
 
“Procura dentre o povo” (Êx 3.21). “Procurar” é o sentido mais básico deste verbo, aqui a ideia secundária de “escolher” homens capazes. O termo hebraico empregado poderia ter significado militar, indicando um soldado de valor. Com o passar do tempo veio a significar “um homem de bem”. Podemos comparar o uso de frase semelhante em Provérbios 12.4, em relação à esposa ideal;

 Moisés seguiu o conselho de seu sogro, e assim, pôde exercer melhor seu ministério e partilhar sua autoridade com homens dignos de confiança e que honrariam o nome do Senhor (COELHO; DANIEL. 2014, pp. 79-83). O problema não residia em Moisés atender ao povo, mas em tentar resolver as questões sem a ajuda de outras pessoas. Ele precisava delegar autoridade a outros homens para que, da mesma forma que ele, atendessem ao povo e resolvessem conflitos comuns. ISSO NÃO RETIRARIA DE MOISÉS SUA AUTORIDADE. Delegar autoridade para que outros nos ajudem a realizar o trabalho faz com que haja mais pessoas trabalhando para o mesmo Senhor, e possibilita que tenhamos mais tempo para treinar outras pessoas para o serviço cristão. Essa foi a lição que Moisés aprendeu: NÃO SE PODE FAZER TUDO SOZINHO.
 
VI - AS CARACTERÍSTICAS DA LIDERANÇA DE MOISÉS
 
Moisés durante os longos anos que passou sozinho cuidando dos rebanhos do seu sogro Jetro, pode aprender grandes e preciosas lições que o ajudariam na liderança da nação de Israel. Cuidar de ovelhas (animais) era apenas um aprendizado para cuidar de ovelhas (pessoas) no deserto. Para isso precisaria de uma equipe e ter pessoas leais ao seu lado e compromissadas com o trabalho. Moisés, em um gesto de humildade, ouviu e atendeu os sábios conselhos de Jetro, seu sogro. Moisés, como líder, era um despenseiro do Senhor (Êx 18.13-27). Diversas são as qualidades no caráter desse grande homem de Deus, entre elas estão: Liderança, Fé (Hb 11.24-29); Vida de Oração (Êx. 32.31; 33.11; 34.9); Humildade (Nm 12.3); Resistência e Persistência (Êx 32.31;33.11); Serviço amoroso (Êx 2.11; 2.14; 4.13; Êx. 32.10).

CONCLUSÃO
 
Com Moisés pudemos aprender grandes lições de uma verdadeira liderança eficaz. Como Deus o preparou, o chamou, levando-o a tornar-se um dos maiores exemplos de liderança no AT. Amor, humildade, obediência, intercessão, fé, vida de oração, foram características que marcaram e eternizaram sua liderança, proporcionando-nos grandes ensinamentos que nos levam a mensurar o que um homem sob a direção de Deus é capaz de realizar.
 
REFERÊNCIAS
 
 ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
 MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral: Alcançando a excelência do ministério cristão. CPAD.
 COELHO, A; DANIEL, S. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. CPAD.

15/02/2014

LIÇÃO 07 – OS DEZ MANDAMENTOS DO SENHOR - 1º TRIMESTRE 2014 (Êx 20.1-5, 7-10, 12-17)


INTRODUÇÃO

Um dos aspectos mais importantes da experiência dos israelitas no monte Sinai foi o recebimento da Lei de Deus, através do seu líder, Moisés. Nesta lição relataremos o pacto de Deus com o seu povo, Israel; veremos a necessidade e o objetivo da Lei; falaremos sobre a importância do Decálogo quanto a todo conteúdo das Escrituras, e, por fim, destacaremos que Cristo é o objetivo da Lei para justiça de todo aquele que crê.

I – O PACTO DE DEUS COM O POVO DE ISRAEL NO SINAI

Lembrando o grande livramento.
Deixando Elim, os israelitas chegaram ao deserto de Sim, e dali foram a Refidim, onde montaram acampamento (Êx 16.1; 17.1). No terceiro mês após o êxodo, alcançaram o deserto do Sinai (Êx 19.1). Ali Moisés recebeu uma comunicação de Deus para transmitir ao povo o grande livramento que Ele havia feito tirando-os do Egito: “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre as asas de águias, e vos trouxe a mim” (Êx 19.4). Com esta metáfora, Deus descreveu o êxodo e a jornada para o Sinai. As águias, comumente, tiram seus filhos dos ninhos e leva-os sobre as asas para ensiná-los a voar. No seu cântico final, Moisés empregou essa figura de linguagem para retratar o cuidado de Deus por Israel e que só o Senhor podia fazer tal coisa (Dt 32.11,12).

O pacto no monte Sinai.
Foi ao pé do monte Sinai que Deus fez uma aliança com Israel exigindo obediência irrestrita aos seus mandamentos e fazendo-lhes preciosas promessas (Êx 19.5,6). O termo pacto ou aliança em hebraico é de berit, e berit karat que significa “fazer (lit. „cortar‟ ou „lapidar‟) uma aliança”. Uma aliança é um acordo feito entre duas ou mais pessoas. Por isso, após ouvir os detalhes do pacto bilateral, o povo de Israel respondeu com entusiasmo positivo (Êx 19.7,8).

A ratificação da aliança.
Em (Êx 19.9-25) para gravar na mente dos hebreus a importância do pacto da Lei, Deus se apresentou na nuvem e pronunciou os Dez Mandamentos em voz forte (Êx 19.9,19). A santidade de Deus foi destacada pelos preparativos que Israel fôra orientado a fazer. Eles deveriam se santificar e lavar as suas vestes (Êx 19.10-15). Moisés foi instruído a marcar um limite em torno do monte Sinai para que os israelitas não o tocassem. Dessa forma, eles aprenderam a grandeza inacessível e sua sublime majestade (Êx 19.12-25). No capítulo 24 do livro do Êxodo, Deus ratificou o pacto entregando a Moisés os mandamentos escritos em pedra por suas próprias mãos (Êx 31.18; Dt 9.10).

II – A NECESSIDADE E O OBJETIVO DA LEI

Todo o povo precisa ter leis, e até as tribos mais primitivas contam com sua legislação, formal ou informal. Com o povo de Israel não podia ser diferente. Deus revelou sua Lei para os israelitas no Sinai (Êx 20.1,2). A Lei era necessária por pelos menos três motivos:

  • Proporcionar uma norma moral para os redimidos.
    A Lei revelava a vontade de Deus quanto a conduta do seu povo (Êx 19.4-6; 20.1-17) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A Lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (Êx 19.4; 20.2) a fim de instruí-lo na vontade do Senhor, para que pudesse realizar o propósito de Deus (Êx 19.6). Logo, a revelação foi dada “não para dar, mas para orientar a vida” (Lv 20.22,23).

  • Demonstrar a natureza e o caráter de Deus.
    A Lei expressava a natureza e o caráter de Deus, isto é, seu amor, bondade, justiça e repúdio ao mal, e sobretudo que o Deus de Israel é Santo (Lv 11.44,45; 19.2; 20.7,26; 21.8). A Bíblia denomina Deus de “santo” (Sl 99.3). Ele é chamado de o “Santo de Israel” no (Sl 89.18); e, no livro do profeta Isaías, aproximadamente trinta vezes (Is 1.4; 57.15). A santidade é uma característica da própria natureza de Deus, e não somente expressão de um procedimento santo. Ele mesmo diz: “Eu sou santo” (Lv 19.2; Sl 99.6,9; I Pe 1.16).

  • Mostrar à humanidade seu estado pecaminoso e revelar que só pela graça podemos ser salvos.
    O apóstolo Paulo disse que “nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). Ela não fôra dada como um meio de se alcançar a salvação, mas “nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” (Gl 3.24). A palavra grega traduzida por “aio” é “paidagõgos” que significa “instrutor”, “professor” e indica um escravo, cuja tarefa era cuidar de uma criança até que ela chegasse a idade adulta. A Lei serviu de aio para mostrar os nossos pecados e nos conduzir a Cristo (Gl 3.25).

III – OS DEZ MANDAMENTOS

Os Dez Mandamentos também chamado de Decálogo (Em grego decá, dez + logos, palavras), são a legislação essencial que o Senhor entregou ao povo de Israel no Sinai (Êx 20 e Dt 5). Didaticamente, estes mandamentos podem ser divididos em duas partes distintas: (1) os primeiros cinco mandamentos dizem respeito aos nossos deveres para com Deus; (2) os cinco últimos mandamentos dizem respeito aos nossos deveres para com o próximo. Constituindo-se na essência do Pentateuco, o Decálogo é a mais perfeita das leis escritas. Vejamos na tabela abaixo quais os princípios morais dos Dez Mandamentos ensinados no AT e reafirmados no NT: 




IV – CRISTO O FIM DA LEI

Os Dez Mandamentos não foram anulados por Cristo, mas, rigorosamente cumpridos por Ele durante o seu ministério (Mt 5.17; Gl 4.4). Se a cerimônia levítica perdeu a razão de ser com o advento do Messias, o mesmo não se deu com os mandamentos. No sermão do Monte, o Senhor Jesus reafirmou os artigos do Decálogo (Mt 5-7). Quanto à controvérsia sobre o sábado, é interessante observar que o sábado judaico não é obrigatório para os crentes, pois já não estamos sob o jugo da Lei (Rm 6.14; 7.14; 8.1-5). Não dependemos da Lei para sermos salvos e aceitos diante de Deus (Gl 3.23-25; 4.4-5), pois fomos transferidos da Antiga Aliança e unidos a Cristo para a salvação (Rm 7.1-4).

O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2.27). O sábado, instituído por Deus, traz implícita a ideia de descanso para o ser humano (Êx 20.8). O propósito é que todos se abstenham um dia da semana no trabalho diário, a fim de adorar a Deus e buscar comunhão com Ele, para permanecerem fisicamente saudáveis e espiritualmente fortes (Is 58.13,14). Com o advento do Cristianismo, o Dia do Senhor (Domingo), passou a preencher este objetivo (1Co 16.1,2; At 20.7).

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Com estas palavras o apóstolo Paulo deixou claro que crer em Cristo como Senhor e Salvador põe um fim à busca inútil do pecador pela justiça por meio de suas tentativas imperfeitas de salvar a si mesmo pelos esforços em obedecer a Lei (Is 64.6; Rm 3.20-22; Cl 2.13-14).

CONCLUSÃO

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a total confiança em Deus e na Sua Palavra (Gn 15.6), e o amor sincero a Ele (Dt 6.5), formaram o fundamento para a guarda dos seus mandamentos.

REFERÊNCIAS
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
HOFF, Paul. O Pentateuco. VIDA.

08/02/2014

O JUÍZO FINAL (PARTE 02)



INTRODUÇÃO
 
Não são poucos os que não acreditam que Deus irá julgar e punir as pessoas ímpias num dia específico. Afirmam que, se Deus é amor, Ele jamais poderá sentenciar alguém para um castigo eterno. No entanto, a doutrina do juízo final não é fictícia (imaginária), mas real e verdadeira. Ela compõe uma das doutrinas que dizem respeito a eventos futuros anunciados pela Bíblia, como podemos ver:



No AT. Encontramos referências de que Deus haveria de trazer a juízo todos os ímpios (Gn 18.25; I Sm 2.10; Sl 7.8; 9.8;

Sl 96.10,13; Sl 98.9; Ec 12.14);



No NT. Os apóstolos, bem como o escritor aos hebreus também ensinaram que haverá um Dia onde o Justo Juiz julgará os pecadores (At 24.25; Rm 2.16; 3.6; II Tm 4.1; Hb 6.2; 9.27; Tg 2.13; Jd 1.6,15);



O Senhor Jesus Cristo. O nosso Mestre, em muitos de seus discursos exortava os ouvintes que se arrependessem, porque Deus traria juízo sobre os que não se arrependessem (Mt 10.15; 11.22; 12.36; Mc 3.29).



O QUE NÃO É O JUÍZO FINAL



Muitos intérpretes se confundem quanto ao juízo final, alegando que o tribunal de Cristo, o julgamento das nações, o julgamento de Satanás e o juízo do trono branco são um só julgamento e que acontecerão simultaneamente. Todavia, é necessário entender que não haverá apenas um julgamento, pois a Bíblia faz distinção entre estes e o juízo do trono branco, afinal de contas, eles acontecerão em tempos diferentes. Eis abaixo a definição dos julgamentos e o tempo que ocorrerão:



Julgamento dos crentes. Este será o julgamento a que serão submetidos os crentes salvos, logo após o arrebatamento da Igreja, para que cada um receba suas recompensas e galardões segundo ao seu envolvimento, trabalho e esforço na proclamação do Evangelho e na expansão do Reino de Deus (I Co 3.11-15; 2 Co 5.10). Biblicamente ele é denominado de Tribunal de Cristo (Rm 14.10; II Co 5.10). Este julgamento não tem como propósito condenar nenhum crente ao inferno, mas recompensar os que procederam de forma firme, constante e abundante na obra do Senhor (I Co 15.58; Hb 6.10).



Julgamento das nações. É o julgamento a que serão sujeitas às nações da terra, logo após a Grande Tribulação, para que cada um receba a devida recompensa segundo o trato que dispensaram a Israel (Jl 3.2; Zc 14.2, 16-20; Mt 25). Este julgamento têm como objetivo disciplinar a comunidade internacional, levando-a a aceitar a soberania de Deus na História e o Senhorio pleno do Messias. Nesta ocasião, a besta e o falso profeta também serão julgados e lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre (Ap 19.20).



Julgamento de Satanás. Após o término do Milênio, Satanás, que fora amarrado por mil anos, será solto (Ap 20.7). Ele sairá com a finalidade de enganar as nações que experimentaram do Reino de Cristo no Milênio a se insurgirem contra Cristo, porém, evidentemente não obterão êxito (Ap 20.9). Em seguida, o diabo será sentenciado a mesma sorte da Besta e do Falso Profeta, o lago de fogo e enxofre, onde será atormentado para sempre (Ap 20.10).



O QUE É O JUÍZO FINAL



A Bíblia diz que o juízo final é o juízo do trono branco (Ap 20.11,12), que acontecerá logo após o diabo ser sentenciado e lançado no lago de fogo (Ap 20.10). Assim, João descreve o descreve: “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11). Este Julgamento, é totalmente diferente dos que vimos acima, pois a ele serão submetidos os mortos ressuscitados, na consumação de todas as coisas. O juízo final têm como objetivo retribuir a cada um segundo as suas obras (Ap 20.13).



“E vi um grande trono...”. A palavra “trono” (no grego hodierno, “thronos”), é usado no Novo Testamento como sentido

de “trono real” (Lc 1.32,52), ou com o sentido de “tribunal judicial” (cf. Mt 19.28 e Lc 22.30). Percebe-se aqui que o apóstolo usa a figura da cena de um tribunal, para ensinar uma grande verdade espiritual no que diz respeito ao juízo. Aquele que a princípio veio para salvar os que nele cressem (Jo 3.16,17), viria agora para condenar os que não creram (Jo 3.18).

“...um grande trono branco...”. A expressão “branco” do grego “leukos” significa: luminoso, brilhante. Este trono resplandece de pureza e de santidade divina, o que exige justiça, castigo, julgamento e retribuição. Esta brancura aponta para a incorruptibilidade daquele que está julgando (Ap 1.14; 19.11).

“... e o que estava assentado sobre ele..” Na Bíblia, Deus é visto como Juiz. Ele pronunciou juízos nos tempos antigos, e, no fim desta era, continuará sendo o justo Juiz, só que esse juízo será realizado através do Filho (Jo 5.22). Disto nos assegura o apóstolo Paulo quando discursava no Areópago sobre o iminente juízo divino (At 17.31).



AS BASES DO JUÍZO FINAL



O que temos no juízo final é um juízo inflexível e não um processo de julgamento humano onde alguém poderá sair absolvido. Mas, de que forma Deus julgará os homens? A Bíblia nos indica quais as bases do seu julgamento.

Juízo. A Bíblia deixa claro que Deus fará juízo a todos os homens ímpios num Dia específico, como vimos anteriormente. Assim como ele destruiu a terra com um grande dilúvio (Gn 6.11-13). Por conseguinte, também castigou severamente as cidades de Sodoma e Gomorra, com uma chuva de fogo de enxofre, retribuindo sua violência e perversão (Gn 19.24; Ez 16.49). Por isso de forma veemente Jesus usa estes dois exemplos do juízo de Deus no AT, para descrever o juízo futuro aos homens de toda a terra, que procederam com rebeldia a sua santidade (Mt 10.15; 24.37-39; 17.28-30). Ele os punirá com a segunda morte, que não é a aniquilação, mas o castigo eterno (Ap 20.15).



Justiça. Esta expressão no grego é “dike” que veio a denotar “o que é direito”. A justiça de Deus é, em última instância,a sua santidade em ação. Portanto, Deus julgará os homens segundo a sua justiça que é perfeita. Logo, devemos entender que ele não inocentará o culpado, nem culpará o inocente (Na 1.3). Aos que pecaram sem Lei, estes serão julgados pela lei da consciência. E aos que pecaram sob a Lei, serão julgados por ela (Rm 2.12).

Verdade. O apóstolo Paulo diz aos crentes que estavam em Roma que o juízo de Deus seria segundo a verdade (Rm 2.2). Isto significa dizer que este julgamento não será de acordo com as noções éticas dos homens, pois elas variam e são relativas. Mas, serão segundo os princípios de Deus que são absolutos e imutáveis (Mt 22.37-40).



QUEM E COMO SERÃO JULGADOS



Sem dúvida alguma, o juízo de Deus é imparcial (Dt 10.17; II Cro 19.17). João nos diz assim da sua visão: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Ap 20.12).

“E vi os mortos...”. Está em foco aqui todos os mortos não salvos de todas as épocas. Eles ressurgirão em corpo para serem julgados (Ap 20.13,14). Esta é a segunda ressurreição que o profeta Daniel classifica como ressurreição para vergonha (Dn 12.2-b).



“...e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida...”. Uma boa parte dos comentaristas dizem que “estes livros” de que se refere o texto contém os registros dos feitos de todos os homens, ou seja, seus atos, palavras e pensamentos (Ap 20.12; Mt 12.36; Rm 2.16). Mas, também nos diz o texto que o Livro da vida estará aberto nessa ocasião, provavelmente como evidência de que seus nomes não constam nele (Ap 20.15).



“...segundo as suas obras...”. Como podemos ver os feitos dos homens serão submetidos ao olhar daquele que é “como chama de fogo”. Ele julgará cada um segundo as suas obras, porque no inferno há também grau elevado de sofrimento Ez 32.21-23; Hb 10.29); após uma acurada investigação do Justo Juiz, nas obras, feitos, motivos, memória e consciência, confrontando tudo com o que está escrito em cada livro (Jo 12.48). Ali agora só há uma sentença: (Ap 20.15). Alguém se estremecerá, mas ali não haverá margem para erro, para indecisão, equivoco ou modificação.



“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. Quem não for achado inscrito no Livro da Vida, receberá o mais severo castigo: o lago de fogo. A Bíblia nos fala sobre a realidade desta punição eterna. Jesus se refere a este lugar como Geena, o nome aramaico do Vale de Hinom. Neste lugar os judeus apóstatas queimaram seus filhos a Moloque (II Rs 23.10) e os judeus do Novo Testamento fizeram dele um depósito de lixo municipal que ardia sob o fogo sem cessar. Daí, nosso Senhor fez alusão figurada a ele como o lugar do juízo final, o lago de fogo (Mt 5.22,29,30; 10.28).



CONCLUSÃO



Todo o pensamento dos julgamentos futuros está apoiado sobre o direito soberano de Deus de punir a desobediência e o direito pessoal do indivíduo de pleitear sua causa no tribunal. Mas quem argumentará ser inocente diante daquele cujos olhos todas as coisas estão nuas e patentes (Hb 4.13)? Paulo diz que os homens são indesculpáveis, ou seja, sem defesa (Rm 1.20). Portanto, a doutrina do julgamento final e da recompensa dos ímpios, não pode ser desconsiderada, pois faz parte da doutrina das últimas coisas. O Senhor a seu tempo, julgará o Anticristo, o falso profeta e Satanás e todos aqueles que amaram mais as trevas que a luz (Jo 3.19).


VEJA TAMBÉM:
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01/02/2014

LIÇÃO 05 – A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO - 1º TRIMESTRE 2014


INTRODUÇÃO

Dentre os muitos milagres registrados nas páginas da Bíblia, a travessia do Mar Vermelho pelo povo de Israel ocupa um lugar de destaque, e é mencionado, tanto no Antigo como no Novo Testamento (Êx 14.15-31; 15.4; Sl 136.13-15; I Co 10.10.1; Hb 11.29). Nesta lição, veremos como se deu a saída dos filhos de Israel do Egito; como Deus guiou o povo pelo caminho; e como ocorreu a passagem pelo meio do mar.

I – A SAÍDA DOS FILHOS DE ISRAEL DO EGITO
 
Depois de quatrocentos e trinta anos de permanência no Egito (Êx 12.40,41), finalmente, chegou o dia da libertação, como veremos a seguir:

Faraó autorizou os hebreus saírem do Egito (Êx 12.31,32). Depois que o Egito foi afligido pelas dez pragas (Êx 7.19-12.30), o coração de Faraó foi quebrantado. Então, ele permitiu que os hebreus saíssem do Egito, sem lhes impor nenhuma condição; pelo contrário, pediu a bênção do Senhor para ele também (Êx 12.32b). Outrora, ele havia dito que oshebreus adorassem no Egito mesmo (Êx 8.25); que eles fossem somente até uma certa distância (Êx 8.28); que os filhos de Israel deixassem seus filhos no Egito (Êx 10.11); e que eles não levassem seus animais (Êx 10.24). Mas, depois da
morte dos primogênitos, disse Faraó: “Levantai-vos, saí do meio do meu povo... Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas” (Êx 12.31,32). Na verdade, os egípcios temiam que todos eles fossem mortos também (Êx 12.33).
Os hebreus despojaram o Egito (Êx 12.35,36). Depois de longos anos de trabalho forçado, e sem remuneração, Deus fez com que os hebreus fossem recompensados, como Ele havia prometido (Gn 15.14; Êx 3.21; 11.1,2). Quando eles estavam prestes a sair do Egito, pediram vestes, vasos de prata e vasos de ouro àqueles que lhes haviam escravizado.
 
Como os egípcios não tinham mais interesse que os hebreus permanecessem em suas terras, eles estavam dispostos a dar qualquer coisa, contanto que os os filhos de Israel saíssem apressadamente. Assim, eles entregaram seus bens, e Israel despojou o Egito (Êx 12.35,36). Os hebreus não só foram recompensados pelo seu árduo trabalho, mas, também, puderam ofertar voluntariamente para a construção do Tabernáculo, posteriormente (Êx 25.1-9).

Os israelitas não saíram sozinhos (Êx 12.37,38). Nesta ocasião, saíram do Egito cerca de 600 mil homens. Moisés especificou “Somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12.37). De acordo com (Nm 1.45,46) este número refere-se apenas aos homens de guerra, em idade de serviço militar. “Se levarmos em conta as mulheres, as crianças e o misto de gente (v. 38), ou seja, os que não eram descendentes de Abraão, então, havia uma multidão de pelo menos três milhões de pessoas” (CHAMPLIN 2001, p. 353). Essa “mistura de gente”, possivelmente eram escravos oriundos de outras nações, que aproveitaram a ocasião para escapar da opressão egípcia. Eles serviram de pedra de tropeço para os hebreus, e os incitaram a murmurar no deserto, quando não havia carne para comer (Nm 11.4-6).
 
II – DEUS GUIOU O POVO PELO CAMINHO
 
O livro do Êxodo registra não apenas a saída dos filhos de Israel do Egito, mas, também, o modo pelo qual Deus guiou o seu povo no caminho. Vejamos:

Deus guiou o povo pelo caminho mais distante (Êx 13.17). Como a rota mais curta atravessava o território dos filisteus, e era uma estrada militar utilizada pelos egípcios, Deus, em sua eterna sabedoria, guiou os hebreus por um caminho mais longo, porém mais seguro, para evitar que eles se deparassem com as guerras e quisessem voltar ao Egito.
Além de garantir-lhes segurança, o Senhor queria guiá-los até o Sinai, como Ele havia prometido a Moisés que ele O serviria naquele monte (Êx 3.12). Esta ação divina nos ensina que nem sempre o caminho mais curto é o melhor para nós; e, que os caminhos e pensamentos de Deus, nem sempre são os nossos (Is 55.8,9).
 
Moisés levou consigo os ossos de José (Êx 13.19). Antes de sua morte, José havia solicitado aos filhos de Israel que, quando Deus os visitasse, eles levassem os seus ossos do Egito para Canaã (Gn 50.25). E, centenas de anos depois, Moisés não se esqueceu de honrar essa petição do patriarca (Êx 13.19; Hb 11.22). Quando o povo herdou a terra de Canaã, os ossos de José foram enterrados em Siquém (Js 24.32). Simbolicamente, este evento representa a ressurreição dos justos, pois, nem mesmo os ossos dos salvos ficarão neste mundo. Quando o Senhor Jesus vier buscar a Sua Igreja, os corpos dos justos ressuscitarão e subirão, juntamente com os crentes arrebatados, para o encontro do Senhor nos ares, quando estaremos, para sempre, com o Senhor (I Co 15.51-54; I Ts 4.13,14).

O Senhor guiou o povo numa coluna de nuvem e de fogo (Êx 13.21,22). Para chegar em Canaã, o povo hebreu não necessitava apenas de direção, mas, também de proteção. Por isso, o Senhor guiou o povo, de dia numa coluna de nuvem, pra protegê-los do sol causticante; e, de noite, numa coluna de fogo, para aquecê-los. Sem elas, o povo não teria suportado o calor do deserto durante o dia e nem o frio à noite. Quando a nuvem parava, o povo acampava; e, quando ela se levantava e se movia, o povo caminhava (Êx 40.36-38; Nm 9.19-22). Essas colunas de nuvem e de fogo representam a presença de Deus no meio do povo (Dt 1.32,33), bem como a ação do Espírito Santo na vida do crente (Jo 16.13; Rm 8.14).

III – A PASSAGEM PELO MEIO DO MAR
 
Depois de saírem libertos do Egito, o povo de Israel caminhava com destino a terra prometida. Mas, o Senhor endureceu o coração de Faraó para que ele perseguisse os hebreus, com seus cavalos e cavaleiros (Êx 14.8). Então, os filhos de Israel se viram encurralados pelas montanhas, pelo mar e pelo exército do Egito. Mas, o que parecia o fim de uma história de libertação, tornou-se, na verdade, um dos milagres mais notórios da Bíblia (Êx 14.4; 14-18; ).

O Mar Vermelho. 

A tradução “Mar Vermelho” vem do grego: “erythra thalassa”, pois, o termo hebraico é “yam sup”, que quer dizer “mar de juncos”. “Hoje em dia, o Mar Vermelho tem cerca de dois mil quilômetros de extensão (incluindo, ao norte, os golfos de Aqaba e o canal de Suez). Sua largura varia entre 200 e 250 quilômetros. Sua profundidade média é de quase 500 metros, sendo que a mínima é de 180 metros e a máxima e de 2.500 metros. Além disso, o nome 'mar de Juncos' ou 'bambuzal' pressupõe água doce, e não salgada, a fim de que os juncos cresçam” (HAMILTOM, 2007, p. 196).

A travessia do mar.

• Faraó arrependeu-se de haver deixado o povo sair do Egito (Êx 14.5);
• O rei do Egito perseguiu os hebreus com seiscentos carros (Êx 14.6,7);
• Quando os filhos de Israel viram os egípcios, temeram muito e clamaram ao Senhor (Êx 14.10);
• Moisés exortou o povo a confiar no Senhor: “O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14);
• O Senhor ordenou que os filhos de Israel não parassem: “Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14.15);
• Deus ordenou que Moisés levantasse a sua vara e estendesse sobre o mar (Êx 14.16);
• O anjo de Deus que ia na frente do povo de Israel passou para a retaguarda (Êx 14.19);
• A coluna de nuvem iluminava o caminho para os hebreus e escurecia para os egípcios (Êx 14.20);
• Moisés estendeu sua mão sobre o mar para que as águas fossem partidas (Êx 14.21);
• Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar e as águas eram como muro à sua direita e à esquerda (Êx 14.22);
• O Senhor tirou as rodas dos carros dos egípcios, fazendo-os caminhar dificultosamente (Êx 14.24);
• Os egípcios reconheceram que o Senhor pelejava pelo seu povo (Êx 14.25);
• Deus ordenou que Moisés estendesse a sua mão sobre o mar para que as águas afogassem os egípcios (Êx 14.26);
• O Senhor derrubou o exército egípcio no meio do mar e eles morreram afogados (Êx 14.27,28);
• Israel creu no Senhor e em Moisés (Êx 14.30,31).

Moisés e o povo de Israel cantaram ao Senhor (Êx 15.1-22). Diante de tão grande livramento, ninguém poderia ficar calado. O cântico de Moisés é um hino de louvor e ações de graças a Deus por Sua majestade (Êx 15.1,2,11), por Seu poderio nas batalhas (Êx 15.3-12) e por Sua fidelidade ao seu povo (Êx 15.13-17). A primeira parte do cântico trata da vitória sobre os egípcios (Êx 15.1-12); e, a segunda, profetiza a conquista de Canaã (Êx 15.13-18). A Bíblia está repleta de cânticos de vitória, como o cântico de Ana (I Sm 2.1-11); de Débora (Jz 5.1-31); de Paulo (Rm 8.31-39); além de outros. Mas, o cântico de Moisés será cantado também no futuro pelos redimidos no céu (Ap 15.3,4).
 
CONCLUSÃO
 
A travessia do Mar Vermelho é um dos milagres mais extraordinários da Bíblia. Embora os céticos duvidem da autenticidade do milagre, explicando a passagem dos hebreus pelo meio do mar como um fenômeno natural, a Bíblia revela claramente que se trata de um fato real e sobrenatural. O caminho que o Senhor abriu no meio do mar serviu não só para a passagem dos filhos de Israel, mas, também, de armadilha para o exército egípcio. Deus permitiu que eles entrassem pelo meio do mar, mas não deixou que eles chegassem do outro lado, exercendo juízo sobre todos os males que
os egípcios haviam causado ao povo hebreu. Assim, o Senhor salvou a Israel e puniu os egípcios.
 


REFERÊNCIAS
 
• ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. MUNDO CRISTÃO.
• ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
• ANDRADE, Claudionor Correia de. Geografia Bíblica. CPAD.
• CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
• HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. CPAD.
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.