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01/06/2013

LIÇÃO 09 – A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE - 2º TRIMESTRE 2013 (I Ts 4.3-5; 5.23; I Pe 1.14-16)



INTRODUÇÃO

Uma das características do presente século é a promiscuidade e a perversão sexual. Diariamente, as famílias são bombardeadas por orientações sexuais ilícitas e estímulos à práticas sexuais antibíblicas, principalmente através da mídia. Por isso, faz-se necessário estudarmos sobre a sexualidade à luz da Bíblia. Veremos nesta lição: a definição do termo sexualidade; que o sexo foi criado por Deus; que o ato conjugal deve estar restrito ao casamento; os propósitos do sexo; quais são as práticas sexuais ilícitas e as motivações para o ato conjugal.

I –DEFINIÇÃO DA PALAVRA “SEXUALIDADE” E “SEXO”
O Aurélio define a palavra sexualidade como: “qualidade de sexual. O conjunto dos fenômenos da vida sexual. Sexo”. Já o termo “sexo” por sua vez, significa: “conformação particular que distingue o macho da fêmea, nos animais e nos vegetais, atribuindo-lhes um papel determinado na geração e conferindo-lhes certas características distintivas”. À luz da Bíblia, sexo são “as características internas e externas, que identificam e diferenciam o homem da mulher”.

II – O SEXO FOI CRIADO POR DEUS Quando criou o ser humano, a Bíblia revela que Deus os fez sexuados: “homem e mulher os criou” (Gn 1.27). A benção do Senhor estava sobre aquele casal heterossexual e Deus lhes deu a seguinte ordem: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). O sexo dentro do casamento não se constitui pecado, pois este e outros textos nos revelam que foi Deus quem o criou (Ec 9.9; Pv 5.15-19; Hb 13.4). Logo, a natureza do sexo em si não é pecaminosa nem má, como acreditam e defendem alguns de forma equivocada (I Tm 4.1-3). O sexo fez parte da constituição física e emocional do ser humano, no momento da sua criação (Gn 1.27). Assim, à luz da Sagrada Escritura não é correto ver o sexo como coisa imoral, feia ou suja, pois Deus não fez nada ruim: “e viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1.31).

III – A RELAÇÃO SEXUAL ESTÁ CIRCUNSCRITA AO CASAMENTO

No Antigo Testamento.
No plano original divino, a ordem de crescer e multiplicar-se foi dada a um casal (Gn 1.28). As páginas veterotestamentárias nos mostram claramente que somente nesta condição o ato conjugal é aceito e aprovado por Deus (Gn 2.24); pois, é por meio do casamento que marido e mulher tornam-se “uma só carne” (Gn 2.24), segundo a vontade de Deus. Em Cantares de Salomão, vemos a exaltação do amor conjugal entre os casados, e não entre solteiros (Ct 4.1-12). Portanto, os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados (Pv 5.15-19: Hb 13.4).  

No Novo Testamento.
O NT preservou as atitudes judaicas do AT quanto ao sexo. Jesus condenou não só as práticas sexuais fora do casamento, como também o “simples” olhar com intenção impura para uma mulher (Mt 5.2-32). O apóstolo Paulo, de igual forma, ensinou aos crentes de Corinto como eles deveriam se portar quanto ao sexo (I Co 7.1-40). Aos casados, o apóstolo orienta que pratiquem o ato sexual regularmente (I Co 7.3), e só deixem de desfrutar do ato conjugal com finalidades espirituais, como dedicar-se à oração, por exemplo, por um espaço de tempo combinado entre o casal, a fim de não se exporem às tentações de Satanás, inclusive, ao adultério (I Co 7.5). E, aos solteiros, ele afirmou que aqueles que não puderem conter-se, ou seja, controlar-se, que se casem, a fim de evitar as tentações e possam praticar o ato sexual de forma legítima (I Co 7.9).

IV – PROPÓSITOS DO SEXO SEGUNDO A BÍBLIA
Não existe apenas uma finalidade para a prática da relação sexual. As Escrituras Sagradas nos mostram quais os propósitos pelos quais Deus criou o sexo. Vejamos as principais:

Procriação.
Sem dúvida alguma, o primeiro propósito do ato sexual é a reprodução humana (Gn 1.28). A procriação é o ato criador de Deus, através do homem. Para tanto, o Senhor dotou o homem de capacidade reprodutiva, instituindo o matrimônio e a família (Gn 2.21-24). No AT, a “lua de mel” para o soldado durava um ano, com o fim de proporcionar ao casal a possibilidade da procriação (Dt 24.5).

Satisfação.
O ato conjugal também foi criado para proporcionar prazer ao casal. A Bíblia diz: “Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.15-18). O sábio exorta os cônjuges a desfrutarem do sexo, sem ao menos mencionar os filhos. Neste capítulo, o homem é incentivado a valorizar a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade e o prazer (Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9).

V – PRÁTICAS SEXUAIS REPROVADAS PELA BÍBLIA
Já vimos que o sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano. No
entanto, desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados de modo irresponsável (Rm 1.24-27). No quadro abaixo elencaremos algumas práticas sexuais reprovadas pelas Escrituras:

Fornicação - Relação sexual entre pessoas não casadas.
ü  A Bíblia restringe o ato sexual apenas aos casados. Portanto, praticá-lo antes do casamento se constitui em transgressão (Gl 5.19-21; Ef 5.3; Cl 3.5).

Adultério - Relação sexual de um homem casado com uma mulher que não é a sua esposa, ou vice-versa.
ü  Prática condenada pela Bíblia Sagrada (Êx 20.14; Dt 5.18; Mt 5.27; Rm 13.9).


Homossexualidade - Atração erótica entre pessoas do mesmo sexo. É conhecida também como pecado de Sodoma, já que nessa cidade foi praticado de forma generalizada (Gn 19.1-11).
ü  Considerada pela Bíblia uma das perversões mais chocantes. Por isso, é por ela condenada (Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22-25; Rm 1.25-27; I Co 6.9; I Tm 1.9,10).

Masturbação - Vício solitário; autoerotismo.
ü  Embora não conste em nenhum lugar da Bíblia a referência explícita a masturbação, existem passagens que tratam desse assunto de forma implícita, por exemplo: Onã foi morto pelo Senhor porque derramava sua semente em terra (Gn 38.1-11). Por isso, Aurélio define a masturbação como “onanismo”. Ainda há que se acrescentar que três coisas classificam esta prática como pecado, a saber: (1) as fantasias que levam a pessoa a cometer este ato é condenável (Mt 5.28); (2) O ato sexual foi criado para ser praticado por um casal, e não por uma pessoa sozinha; e, (3) como na prostituição, a pessoa peca contra o próprio corpo, assim sucede com a masturbação (I Co 6.18). Confira ainda: (Rm 6.13,19; I Co 6,13,15,18; Gl 5.19; Ef 5.3).

Perversões - Corrupção, desmoralização, depravação; alteração; transtorno; qualquer anomalia do comportamento sexual.
ü  Nas Escrituras Sagradas encontramos contidas severas reprovações quanto a perversões sexuais, tais como: zoofilia -sexo com animais- (Lv 18.23); estupro (Gn 34.2,7; II Sm 13.12); incesto - sexo entre familiares próximos (Lv 18.7-19; I Co 5.1); pedofilia (Ef 4.19-22; Gl 5.19-21); práticas sexuais fora do padrão (I Co 6.19,20; I Pe 3.7).

VI - QUAIS MOTIVAÇÕES DEVEM CONDUZIR O CASAL AO SEXO
O dicionário Aurélio diz que a expressão “motivo” do latim “motivu”, “que move” quer dizer: “fim, intuito”. Fica claro que a palavra motivação alude a intenção, propósito ou objetivo com que fazemos as coisas. Eis alguns motivos que devem levar o casal cristão ao ato sexual:

O amor. Ao contrário do modo de vida das pessoas que não conhecem a Palavra de Deus e praticam o sexo por mero prazer, o cristão é orientado a praticar o ato conjugal motivado pelo amor: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (I Co 7.3). Benevolência e amor andam juntos, pois “o amor é benigno” (I Co 13.4).

Respeito. O ato sexual entre cristãos deve ser feito com respeito, pois o amor “não se porta com indecência” (I Co 13.5). Portanto, o marido deve honrar o corpo da esposa, e a esposa o corpo do marido, como nos ensina o apóstolo Pedro (I Pe 3.7). Portanto, o cônjuge não pode ser forçado a fazer sexo quando não quer e não pode, principalmente a mulher, em casos específicos, tais como: período de menstruação (Lv 18.19,20), nem no período pós-parto, e, por fim, em casos de doença.

Alegria. O ato conjugal não deve ser praticado com tristeza ou insatisfação; mas, com alegria, pois é um momento de prazer mútuo entre os cônjuges. A recomendação do sábio é clara: alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.18).

CONCLUSÃO
Como pudemos ver, o sexo foi criado por Deus. Ele criou macho e fêmea e lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Mas, o propósito de Deus é que o sexo seja praticado dentro do casamento, entre marido e mulher. Toda prática sexual fora do casamento é uma transgressão à Lei divina, assim como as perversões sexuais, tais como: adultério, homossexualismo, prostituição, masturbação, dentre outras, que são terminantemente proibidas na Palavra de Deus. Por isso, os cônjuges devem desfrutar dessa bênção dada por Deus, que é o ato conjugal, desde que esteja dentro dos princípios bíblicos.

REFERÊNCIAS
ARÉVALO, Waldir Moreno. O sexo que Deus criou. MPT.
CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos e Amados. CPAD.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
DANIELS, Robert. Pureza Sexual. CPAD.